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Edição de 30-09-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Crónicas


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Gigantes e anões no Palácio da Alvorada

"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas…” Assim começa a letra do hino brasileiro que recorda ao país e ao mundo o início da nacionalidade, consubstanciado na proclamação de independência da antiga colónia portuguesa pelo herdeiro do trono português, D. Pedro, posteriormente aclamado Imperador pelo povo. Para o escritor brasileiro Laurentino Gomes «quem observasse o Brasil em 1822, teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana: o analfabetismo era geral, de cada dez pessoas só uma sabia ler e escrever. Os ricos eram poucos e, com raras exceções, ignorantes. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil que poderia resultar na fragmentação territorial a exemplo do que já ocorria nas colónias espanholas vizinhas. Para piorar a situação, ao voltar para Portugal, o rei D. João VI, seu pai, havia rapado os cofres nacionais. O novo país nascia falido. As perspetivas de fracasso, portanto, pareciam bem maiores do que as de sucesso».

Passaram anos, passaram quase dois séculos e o Brasil vem sobrevivendo a múltiplas procelas quase todas provocadas ou mal geridas pelos detentores do poder político. Talvez por isso, no Brasil se diga que “Deus é brasileiro”. Será? Se não é, parece… A instabilidade político-económica tem sido endémica mas, de cada vez que se configura, logo surge o “jeitinho”, panaceia que reconduz à normalidade. Dir-se-ia que «o homem põe e Deus dispõe». E Deus parece ter predileção pelo povo brasileiro. Não fora assim, como explicar esse fenómeno?

Retomemos, pois, o fio à meada. Após a morte trágica de Getúlio Vargas, o seu vice-presidente Café Filho assumiu o lugar que a Constituição prescrevia. Visitou Portugal mas não completou o mandato por grave motivo de saúde que o conduziu à morte. E eis que Juscelino Kubitschek de Oliveira (nascido em Diamantina estado de Minas Gerais, formado em Medicina, que exerceu, foi prefeito e depois governador desse Estado) é eleito presidente da República em 1956. Quatro anos depois, visitou Portugal onde foi apoteoticamente recebido e distinguido com o grau de doutor «honoris causa» pela Universidade de Coimbra. Tomou para si a velha aspiração do povo brasileiro de uma capital mais ao centro do território e todos os estudiosos apontavam para o planalto de Goiás. Juscelino não perdeu tempo. Encarregou duas grandes figuras da arquitetura e do urbanismo nacional, Lúcio Costa e Óscar Niemeyer, o primeiro, além de arquiteto, também urbanista; o segundo exclusivamente arquiteto. A colaboração entre esses dois grandes vultos causou espanto em todo o mundo conferindo a Niemeyer um prestígio internacional inigualável já que Lúcio Costa quis manter-se mais afastado dos holofotes. A nova capital foi inaugurada a 21 de abril de 1961 pelo Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. Nesse mesmo ano houve eleições para a Presidência da República saindo vencedora a chapa encabeçada por Jânio Quadros pela U.D.N. (União Democrática Nacional) tendo como vice-presidente João Goulart do P.T.B. Jânio apresentou-se ao eleitorado como «o homem da vassoura» (que prometia varrer a imundície da política brasileira) mas renunciou ao mandato ao fim de sete meses incompletos tendo assumido a presidência João Goulart cujo mandato foi interrompido em 1 de março de 1964 pelos militares comandados pelo General Castelo Branco que marcaria o início de uma ditadura militar, tomando de assalto o poder constituído.

(...)

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Por: Nuno Afonso

 

 

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