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Edição de 31-07-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião


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Fake News e Ciberpopulismos – Responder com Cultura e outra literacia mediática (parte 1)

O espaço público necessita de produzir notícias, comentários, breves e outras peças jornalísticas verdadeiras, cuidadas e esclarecedoras. Para fundamentar sugestões para que se pratique literacia mediática, estudaram-se na primeira quinzena de junho de 2020, quatro jornais diários (papel), um deles online, só papel aos sábados, um semanário (papel) e outras publicações que não se referem. A literacia mediática é vital para compreender enviesamentos por disponibilidade de informação e enquadramento que podem ser utilizados em órgãos de comunicação e através de e-mails, SMS, WhatsApp, blogues e outros sistemas divulgadores de opiniões pessoais. O domínio da Comunicação facilita a utilização das competências profissionais no trabalho e noutros mundos sendo vital dinamizar a sua aprendizagem nos ensinos básico, secundário e superior e também nas universidades sénior e até nas catequeses.

Para se conseguir outra literacia mediática sugere-se a prática de novo modelo de mediação construído a partir de contributos dos cinco paradigmas da Comunicação interligados. As competências de Comunicação sugeridas aplicam-se a qualquer assunto como se mostra no diagrama. Para obter experiência deve haver ousadias, atitudes inovadoras e disposição prévia para poderem enfrentar perigos e causar dor. Neste artigo, orientado para sugerir ajustes na metodologia do trabalho jornalístico e mudanças de comportamento nos utilizadores dos media, estão pistas para o estudo dos canais externos à lógica do “jornal”, em especial algoritmos. Na dinâmica da vida existente antes da pandemia, que se espera que volte com ajustamentos sociais e económicos, para executar atividades e resolver problemas, sugeria-se na organização do trabalho a utilização de uma espécie de algoritmo adaptado da técnica de elaboração e controlo de projetos [Project Evaluation and Review Technique (PERT)].

1. OBSERVAÇÃO DE JORNAIS (PAPEL)

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Durante os primeiros quinze dias de junho estudaram-se os diários Público (assinante), Jornal de Notícias e Correio da Manhã (compra para este artigo), Diário de Notícias (sábados/compra) e Expresso (assinante). Para além da análise dos jornais indicados observaram-se outros, algumas revistas e diversos media, no sentido de preparar a sugestão para se procurar melhorar a literacia mediática.

A observação dos jornais começa por passagem rápida (à volta de dez minutos com exceção do Expresso que decorre ao redor de 30) por todas as páginas registando na primeira as que têm peças de leitura recomendada que depois de estudadas podem ser eliminadas ou colocadas em arquivo temporário.

- Público. As passagens rápidas (primeira leitura) decorreram numa média de 12´ (mínimo de 4´30´´ e máximo de 19´24´´). Os registos de peças de leitura recomendada foram de seis a dezassete e recortes para estudo de um a nove. O jornal custa 1,70 € às sextas, sábados e domingos e 1,30 € nos outros dias.

- Jornal de Notícias. As passagens decorreram na média de 8´, (mínimo 4´24´´ máximo 15´28´´). Os registos iniciais de três a vinte com recortes de dois a dez. Custa 1,70 € aos sábados e domingos, 1,50 às sextas e 1,20 nos outros dias.

- Correio da Manhã. Passagens em 8´ (mínimo 3´5´´ e máximo 14´48´´). Registos iniciais dois a nove e recortes de um a seis. Custa 1,70 € aos sábados e domingos, 1,50 às sextas e 1,20 nos outros dias.

- Diário de Notícias. Passagens ao redor de 8´, registos iniciais onze e dezassete com dois e nove recortes. Custo 3 €.

- Expresso. Passagens 30´. Registos iniciais (Caderno principal, Economia e Revista), em 06jun 12+4+8 e em 13jun 9+3+5. Quanto a recortes para estudo, seis+um+quatro e três+um+três, respetivamente.

- Outros jornais e revistas observadas para além dos assinados Voz da Verdade (Diocese de Lisboa/morada) e Porta do Sol (Diocese de Santarém/nascimento), Sábado, Nova Gente/Vip e Cristina.

Nesta abordagem salienta-se que no bairro Comendador Joaquim Matias, onde moro em Paço de Arcos, Oeiras, habitam à volta de 6 000 pessoas e existem dois postos de venda, quiosque e tabacaria Carrel, nesta faço compras. As vendas em banca semanal (Carrel) dos jornais referidos: Público 40, JN 7, CM 220, DN 3 e Expresso 18. Nas revistas: Sábado 10, Nova Gente/VIP 12 e Cristina 4.

Pela observação dos órgãos de comunicação social ficou-se com a sensação da urgência em provocar mudanças em dois âmbitos:

- Dinamizar a aprendizagem das Ciências da Comunicação a todos os níveis dos ensinos básico, secundário e superior, criando competências para Fazer Saber que os media são vitais para informação e existência de regimes democráticos;

- Atuar no mundo jornalístico para dar preferência aos órgãos de comunicação social na procura da verdade que só por engano se encontra nas redes sociais.

A mudança exige nova postura dos jornalistas pelo que sugerimos que seja criada a Ordem dos Jornalistas Portugueses.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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António Pena*

*Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”.

 

 

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