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Edição de 31-10-2019
Jornal Online

SECÇÃO: Destaque


Inaugurada em Mirante de Sonhos a primeira de 28 salas de aula do futuro em escolas do 1.º ciclo do Concelho

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Foi a 14 de outubro último, dado, na Escola Básica Mirante de Sonhos, em Ermesinde, o primeiro passo de uma nova era ao nível do ensino, com a inauguração da primeira de 28 Salas de Aulas do Futuro a serem implementadas em todos os estabelecimentos do ensino básico do Concelho de Valongo.

Um facto que faz de Valongo o primeiro Município do país a ter Salas de Aula do Futuro em todas as escolas do 1.º Ciclo, conforme sublinharia o presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV), José Manuel Ribeiro, no decorrer de uma cerimónia que contou ainda com a presença do Delegado Regional de Educação da Região Norte, João Gonçalves, que ali substituiu o Secretário de Estado da Educação, João Costa, que por impedimentos de última hora não pôde comparecer.

E ainda antes da inauguração oficial esta Sala de Aula do Futuro de Mirante de Sonhos estava já a ser explorada por uma turma do 4.º ano, sob a orientação da professora Neuza Pinto. O painel interativo, os kits robóticos, os tablets, a impressora 3D, entre outras tecnologias de ponta estavam já a ser tratados “por tu” pelo(a)s menino(a)s desta turma aquando da nossa chegada. Neuza Pinto exemplificaria aquilo que seria uma aula em contexto de sala do futuro.

Pegando na “matéria” do Sistema Digestivo do Corpo Humano utilizou o painel interativo para mostrar as potencialidades simultâneas desta ferramenta tecnológica na abordagem/ensino deste tema que num simples manual escolar seriam impossíveis de mostrar. Visionar o sistema digestivo de vários ângulos, obter em simultâneo múltipla informação adicional, ver o movimento da mastigação, foram algumas das potencialidades mostradas pela docente, que deu conta do empolgamento dos alunos com a abertura desta sala de aula do futuro, salientando, no entanto, que há ainda muito a explorar, mas que o facto desta sala ser um «todo total» em termos tecnológicos acaba por despertar mais a atenção dos alunos.

SALAS DO FUTURO TAMBÉM NAS SECUNDÁRIAS

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Estes novos espaços de aprendizagem a serem implementados em 28 escolas básicas públicas do concelho resultam de um investimento de cerca de 1 milhão de euros, de acordo com o presidente da CMV, José Manuel Ribeiro, que ainda no interior desta sala de aula do futuro frisou que desde o primeiro momento em que assumiu a gestão da Câmara definiu a área da Educação como prioritária, acrescentando que desde o início da sua presidência a Educação tem recebido grande parte do investimento municipal, lembrando neste ponto que uma das primeiras ações da autarquia foi acabar com as coberturas de fibrocimento nas escolas do 1.º ciclo.

Relativamente às salas de aula do futuro, o autarca deu conta de que este é um «investimento pesado», aplicado na instalação das salas do futuro, mas também nos serviços de apoio e construção de 24 parques infantis. Garantiu ainda que até final do presente ano letivo a CMV tem como objetivo instalar salas do futuro nas escolas secundárias do concelho e nas escolas básicas que ainda não as têm, exatamente com o mesmo equipamento, o mobiliário, painel interativo, kit robótico, tablets e impressora 3D. «Será um investimento de mais 70 ou 80 mil euros, mas ficamos com todos os níveis de ensino, desde que se entra (na escola) até que se sai para a universidade, com a possibilidade de terem esta oportunidade de trabalharem neste contexto de aprendizagem. Vamos passar a ser o primeiro concelho do país a ter salas do futuro não só no 1.º ciclo como também nos restantes níveis de ensino», lembrou o autarca que acrescentou que em Portugal não existirão mais de 60 ou 70 salas de aula do futuro.

INVESTIMENTO QUE DÁ OPORTUNIDADE A TODOS

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Para o presidente da Câmara, todo este investimento vai ser transformador para todos este(a)s menino(a)s, «é um toque de Midas, sejam eles ricos ou pobres, são menino(a)s que passarão a ter outra atitude em relação ao percurso dele(a)s na escola».

Citando uma frase de Nélson Mandela, que dizia que a “Educação é a ferramenta mais importante para mudar o mundo”, José Manuel Ribeiro sublinhou que este «é um investimento que não se vai sentir já, mas dentro de muito pouco tempo estou convencido que dará frutos, muitos frutos naquilo que são as capacidades dos meninos».

Referiu-se ainda a este como um «investimento de coragem, em que não tivemos nenhum financiamento comunitário, e para fazermos este investimento adiamos outras coisas, mas para nós esta é a prioridade, porque sabemos que estes menino(a)s não têm todos a mesma oportunidade, e este investimento dá um empurrão igual a todos».

José Manuel Ribeiro não tem dúvidas de que este novo contexto de aprendizagem é o futuro, até porque «a tecnologia já está ao serviço da Educação, e este(a)s menino(a)s são nativos digitais, qualquer um deles sabe provavelmente trabalhar melhor com um computador, um tablet, ou um iphone do que nós. A questão é terem acesso a um contexto de aprendizagem em que retirem potencialidades da tecnologia. Acho que isto é o futuro, e nesse sentido demos aqui um passo de gigante, mas muito trabalho virá a seguir, porque a parte mais difícil é agora, é explorar todas estas potencialidades, é envolver todos os meninos e professores, interessar os pais para que percebam o que está aqui em causa».

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Por: Miguel Barros

 

 

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