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Edição de 31-10-2019
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    Arquivo: Edição de 31-07-2019

    SECÇÃO: Destaque


    AUTARCA APELA AO GOVERNO QUE GARANTA UMA STCP «UNA E VERDADEIRAMENTE INTERMUNICIPAL»

    José Manuel Ribeiro solidário com trabalhadores da STCP

    Foto CMV
    Foto CMV
    O presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, reuniu no dia 10 de julho com a Comissão de Trabalhadores da STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, manifestando mais uma vez total solidariedade para com os representantes dos trabalhadores que expuseram as suas preocupações relacionadas com o futuro da empresa de transportes públicos.

    O autarca desafiou os representantes das estruturas sindicais a subscreverem a carta aberta, na qual apela publicamente ao Governo que garanta uma STCP «una e verdadeiramente intermunicipal».

    Nessa carta aberta o edil valonguense começa por recordar que «depois de uma quase privatização da empresa entre 2011 e 2015, que a forçou a emagrecer 40 por cento face à sua dimensão em 2010, com prejuízos em frequências de horários e linhas, acabou salva em nome do interesse público pelo atual Governo, que entendeu, com a concordância explícita dos seis municípios onde opera, delegar nesses mesmos seis municípios a sua gestão durante sete anos. Decorridos apenas cerca de dois anos da implementação deste modelo, volta a STCP a ser confrontada com a premência de definir para o seu futuro próximo, o que é o interesse público e o bem comum, não de um só município, mas dos vários municípios que integram a área metropolitana e suas populações, à luz da sua importância metropolitana a par com a METRO, verdadeiros operadores internos, públicos da Área Metropolitana do Porto».

    Acrescenta que «neste sentido, é necessário que o Governo, enquanto acionista único da STCP e garante da transparência, do rigor e da coesão territorial, bem como os municípios metropolitanos diretamente envolvidos na vida passada, presente e futura da STCP e a própria Área Metropolitana, clarifiquem e definam o que serve melhor as populações metropolitanas, que necessitam da STCP para a sua mobilidade diária».

    Diz ainda ser «necessário garantir aos cidadãos metropolitanos e aos trabalhadores da empresa que a mesma não vai ser partida em duas, e vai manter-se una, a gerir as mais de 70 linhas nos seis municípios onde opera, com todos os benefícios em qualidade de serviço e de viaturas, designadamente porque mais amigas do ambiente e financiadas pelos fundos comunitários para servir toda a operação atual. É necessário garantir aos cidadãos metropolitanos e aos trabalhadores da empresa que qualquer futura evolução da STCP será sempre num modelo INTERMUNICIPAL, como já funciona na atualidade com o sucesso reconhecido. É necessário garantir aos cidadãos metropolitanos que a STCP poderá no futuro expandir a sua operação nos atuais 6 municípios onde opera há dezenas de anos, e até alargar-se a outros territórios metropolitanos contíguos. É necessário evitar fragilizar a STCP e não a empurrar para um caminho que pode ser suicidário para esta enorme empresa pública, num momento da história coletiva da AMP em que grandes operadores se alinham e se agrupam para o Concurso Público Internacional para a Concessão de Transporte Público Rodoviário.

    Pretende-se contribuir para o seu crescimento sustentável, continuando a garantir o serviço público, inestimável à região, acompanhando a História desta comunidade, porque a STCP faz parte do seu passado e do seu presente, seremos intransigentes em garantir que fará também parte do seu futuro», sustenta José Manuel Ribeiro na sua carta aberta.

     

     

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