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    Arquivo: Edição de 30-12-2011

    SECÇÃO: Arte Nona


    "Collezione Storica a Colori" de Tex venceu a astronómica cifra de 27 milhões de exemplares

    A “Collezione Storica a Colori” (Coleção Histórica a Cores) agregada ao quotidiano “La Repubblica” e ao semanário “L’espresso” na Itália, terminou a longa maratona com o ducentésimo trigésimo nono volume publicado a 25 de agosto de 2010. Tratava-se de uma proposta semanal iniciada no longínquo mês de fevereiro de 2007 e foi uma iniciativa que obteve um sucesso entusiasmante e que permitiu aos leitores italianos desfrutar, no espaço de apenas quatro anos e meio, de toda a carreira do Ranger mais famoso e mais duradouro do mundo da banda desenhada, pela primeira vez a cores.

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    Era suposto ser apenas um “experiência” limitada a 50 números e que, em vez disso, motivada por um sucesso tão extraordinário quanto imprevisível, a “Collezione Storica a Colori” tornou-se um “encontro semanal” mais ou menos obrigatório para dezenas de milhares de leitores…

    A coleção, que reeditou todas as histórias da série principal de Tex marcou a introdução triunfal da cor no universo do nosso Ranger, uma “entrada” que, em doses assim maciças, nunca se tinha visto antes. Não foi fácil, para muitos leitores conseguirem completar com sucesso a série inteira, fosse pelo compromisso financeiro que a empreitada requereu, fosse para a obrigação de encontrar na própria habitação, um espaço suficiente para acolher uma espécie de “montanha de papel”. Mas, a oportunidade era realmente imperdível – mesmo única – e, profissionalmente, a Sergio Bonelli Editore não podia deixá--la fugir tal como os números finais (e oficiais) o provam.

    Sabe-se hoje que a “Collezione Storica a Colori” (Coleção Histórica a Cores) ao longo dos seus 239 volumes vendeu um total astronómico de 27 milhões de exemplares, o que dá uma média incrível de pouco menos de 113 mil cópias vendidas a cada semana (a um custo unitário de 6,90€) e um faturamento incrível de 186 milhões e 300 mil euros.

    Com estes números IMPRESSIONANTES os autores (ou os seus herdeiros em caso de morte) que realizaram as histórias de Tex ao longo destes 63 anos de vida editorial também tiveram fabulosos benefícios financeiros, isto porque a Sergio Bonelli Editore nos contratos com os seus autores prevê compensações financeiras aos seus argumentistas e aos seus desenhadores por cada vez que qualquer história seja republicada não somente pela Sergio Bonelli Editore nas outras reedições de Tex (Tex Tre Stelle, Tutto Tex, Tex Nuova Ristampa ou Tex Stella d’Oro) mas também nas reedições ocorridas em países estrangeiros ou para novas edições publicadas na Itália por outras editoras, como por exemplo a Mondadori ou esta, do grupo editorial Espresso-Repubblica.

    Para os coloristas tal não se aplica. O “problema” não é “não querer pagar”, mas antes porque Sergio Bonelli não reconhecia esse trabalho dos coloristas como um contributo artístico-criativo, pois para o editor milanês recentemente falecido o céu era azul, a erva verde e o colorista devia pintar o azul no céu, o verde na erva e o amarelo na camisa de Tex…

    Perante estes números elevados compreende-se hoje porque logo após o fim da “Collezione Storica a Colori”, a Sergio Bonelli Editore e o grupo editorial Espresso-Repubblica lançaram a reedição, em “technicolor”, dos Tex Gigantes, coleção que traz prestigiosas assinaturas da banda desenhada italiana e até mesmo mundial e que atualmente continua a sair também com uma cadência semanal e ao que sabemos, continuando a superar todas as melhores expetativas…

    Por: José Carlos Francisco (*)

    (*) http://texwillerblog.com/wordpress/

     

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