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Edição de 31-01-2023
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    Arquivo: Edição de 10-12-2011

    SECÇÃO: Música


    Entrevista a...

    Maestro Luís Machado

    Foto FILIPE CERQUEIRA
    Foto FILIPE CERQUEIRA
    Nasceu em 1978 em Santo Tirso. Em 1990 ingressa na ARTAVE onde estudou violino com os professores José Camarinha e Gaio Lima. Como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian obteve a licenciatura em violino na Hogeschool voor de Kunsten Utrecht — Holanda, na classe da professora Keiko Wataya. Em 2005, na Royal Academy of Music em Londres, conclui com Distinção o curso de pós-graduação em direcção de orquestra, tendo estudado com os maestros Colin Metters, Sir Colin Davis e George Hurst. Foi-lhe atribuída a bolsa de estudo "Sir Henry Wood" e o prémio "Foundation Award".

    Participou em master-classes com os maestros Sir Colin Davis, Kenneth Kiesler (Universidade de Michigan), Mark Shanahan, Nicholas Cleobury, Leonard Atherton, Lütz Kohler (Universidade de Berlim), Kotaro Sato (Geidai de Tóquio), entre outros. Também assistiu a palestras com o compositor e maestro Pierre Boulez sobre Debussy e Stravinsky e com o compositor Peter Maxwell Davies sobre a sua peça "Linguae Ignis".

    No concurso “Prémio Jovens Músicos” obteve, em 1996, o 3° Prémio em música de câmara e em 1998 o 2° prémio em violino nível superior. Foi-lhe atribuído pela Orquestra Sinfónica de Havant, após concurso, a "Bob Harding Bursary" para jovens maestros e o lugar de maestro assistente na temporada de 2004/2005.

    Tem dirigido a Orquestra Sinfónica Artave, a Royal Academy Concert Orchestra, a orquestra Académica da Universidade do Minho, a Orquestra de Câmara do Minho,

    o Manson Ensemble, o Lusocello Ensemble e a Orquestra do Algarve.

    Actualmente lecciona na Artave.

    A Voz de Ermesinde - Qual o significado de dirigir nesta sala mítica do Coliseu do Porto, ainda para mais nesta data festiva de homenagem?

    Maestro Luís Machado - É um privilégio poder, através deste concerto, fazer parte da história desta mítica sala de espectáculos do Porto e ao mesmo tempo de uma homenagem à pianista Helena Sá e Costa, que através do piano muito contribuiu e honrou o panorama musical português.

    AVE - Já alguma vez tinha aqui dirigido uma orquestra?

    LM - Já. Tenho dirigido a Orquestra Artave anualmente nos concertos Promenade.

    AVE - Desde quando começou a trabalhar com o pianista Constantin Sandu?

    LM - Esta é a segunda vez que tenho o prazer de trabalhar com este excelente pianista. A primeira foi há cerca de 4 anos.

    AVE - De quem partiu a ideia para esta homenagem no Coliseu do Porto?

    LM - O convite para fazer parte desta homenagem foi-nos feito pela direcção do Coliseu do Porto.

    AVE - Houve alguma preparação extra ou diferente para esta data?

    LM - Este concerto foi especial a vários níveis. No entanto ao nível da preparação, não foi diferente do habitual. Gostamos de estar ao nosso melhor nível em todas as nossas apresentações, quem nos convida e quem nos ouve merecem o nosso maior respeito e esforço.

    AVE - Que sentimentos e pensamentos lhe despertam as obras interpretadas neste concerto?

    LM - A Abertura de Beethoven “Consagração da Casa op. 124” e o concerto nº 1 de Mendelssohn para piano despertam tanto no ouvinte como no intérprete um variado leque de sentimentos. Na abertura, o carácter majestoso é proeminente na primeira parte da obra contrastando com a intensidade cinética da segunda, criada através de uma escrita extremamente contrapuntística. O concerto para piano de Mendelssohn, também rico do ponto de vista de contrastes leva-nos numa viagem em três andamentos; tempestuosa e dramática no primeiro, lírica com uma canção sem palavras no segundo, culminando com alegria e júbilo no terceiro.

    AVE - Qual a sua relação com a homenageada, a Pianista Helena Sá e Costa e sua restante família?

    LM - É de admiração e grande estima pelo contributo musical que deram ao nosso país. Foi a primeira vez que tive contacto pessoal com a família.

    AVE - De que forma poderá caracterizar a Orquestra da Artave?

    LM - A Orquestra Artave caracteriza-se pelos jovens que a compõe. São enérgicos, generosos e com um brio profissional acima da média para as suas idades.

    AVE - Que trabalhos tem o Maestro para o futuro?

    LM - O nosso próximo concerto é de novo no Coliseu do Porto no dia 22 de Janeiro de 2012. Neste concerto serão interpretadas obras de Gustav Holst e Vaughan Williams com a colaboração do tubista Sérgio Carolino.

     

     

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