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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 15-07-2006

    SECÇÃO: Destaque


    FEIRA DO LIVRO DO CONCELHO DE VALONGO

    No reino das lambarices

    Com base num projecto educativo que tinha como motivação a sensibilização das crianças para uma alimentação mais saudável, a professora Isabel Ferreira e outras colegas, desenvolveram na Escola Básica do Susão, uma actividade em que pôs os seus alunos, de várias turmas e anos, a representar algumas peças que, de um modo ou outro, abordavam essa temática. É o caso de “Os Três Porquinhos” e de “O Bebé Mais Doce do Mundo”. Agora, na Feira do Livro do Concelho de Valongo, os meninos (da companhia amadora Tralhas & Companhia, ai, ai!...) representaram “O Rei Lambão”, de José Vaz, e tiveram direito à presença viva do escritor, que falou com estes actores de palmo e meio, dizendo-lhes como tinha gostado de os ver a recriar a sua peça e logo num lugar tão difícil como aquele, assim fora de uma sala de teatro...

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    José Vaz, retido no trânsito por um incidente fora do programa, não pôde seguir logo logo desde o início, a representação de “O Rei Lambão”, tal como explicou. Mas chegou ainda muito a tempo de ver grande parte da peça, assistir à forma como os meninos mostraram o vaidoso Rei Lambão, a coragem e sinceridade de D. Limão, naturalmente compensado com a mão da filha do rei, e as malvadezas aracnidais da sua mentirosa e ardilosa inimiga.

    Personagens muito bem interpretadas pelos petizes, como os dois detectives, fizram as delícias quer dos próprios actores (que demonstraram uma muito bonita cultura de inclusão dos diferentes), quer dos assistentes, grande parte deles os próprios livreiros, já que a representação decorreu na zona do Parque Urbano onde se encontravam montados os stands. Mesmo ao lado.

    No final, José Vaz mostrou-se agradavelmente surpreendido com a qualidade da representação, realizada com tão poucos meios, com a vivacidade posta na reinvenção da peça ao ser posta em tal “palco” – digamos assim –, brincando ainda (o autor) com o engenho de várias das soluções cenográficas, como a coroa do rei, ou o cavalo que mais parecia um ... bom, deixemos isso, um outro bicho qualquer que agora também não nos apetece dizer.

    A peça, passada no Reino das Lambarícias, mostra todos os excessos de uma gulodice desenfreada feita política de Estado, e põe lado a lado a insensatez de um reino perdido na noite dos tempos, mesmo gulosos, com as comodidades da vida moderna, como o telefone.

    No final, José Vaz agradeceu à Câmara e à Àgorarte, por meio de quem foi convidado, e mandou um xi-coração aos actores da sua peça.

    Por: LC

     

     

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