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Edição de 31-10-2020
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    Arquivo: Edição de 30-06-2006

    SECÇÃO: Destaque


    ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Medalha da cidade não vai para o mercado!

    A Assembleia de Freguesia de Ermesinde reuniu no passado dia 26 de Junho para, entre outras matérias, apreciar as alterações ao Regimento da Assembleia, e discutir a situação e o funcionamento do mercado, com vista a tomar as medidas consideradas necessárias.

    Além destas, contudo, uma outra questão aflorou à reunião, a da atribuição da Medalha da Cidade de Ermesinde. A questão, que não ficou inteiramente esclarecida, parece ir ainda fazer correr muita tinta, embora a decisão final, que parece bem aceite por todos, deva vir a contemplar uma das mais antigas e importantes instituições da Cidade.

    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    A discussão sobre a situação actual do mercado de Ermesinde constituiu o prato forte da última reunião da Assembleia de Freguesia de Ermesinde, colocando frente a frente duas visões sobre esta matéria.

    Começou por usar da palavra Angelina Ramalho, em nome do PSD, que considerou que o prejuízo do mercado não deveria continuar, mas que chamou igualmente a atenção para o facto de este constituir para 15 comerciantes, o único meio de subsistência, não devendo pois esquecer-se também esta questão de ordem social.

    O Executivo da Junta deve continuar a pressionar a Câmara para que se resolvam os problemas, considerou. «O PSD defende a reestruturação do espaço interior ou a estruturação dos espaços circundantes» como alternativa à construção de um novo mercado.

    Como medidas imediatas o PSD apontava a sensibilização dos comerciantes para a necessidade de diminuir o consumo de água e uma taxação mais justa dos consumos eléctricos, mas sem alterar as taxas do mercado sobre os comerciantes.

    Artur Pais usou então da palavra para anunciar que, ainda durante este mês, deveria realizar-se uma reunião da Junta com técnicos da Câmara para avaliar possíveis soluções para o mercado. De qualquer modo, dada a falta de meios financeiros da Câmara, estaria posta de parte a construção de um novo mercado.

    Artur Pais esclareceu também que o mercado (que foi entregue à Junta em 1992), sempre deu prejuízo.

    Manuel Costa, que interveio a seguir, introduziu a posição do PS, que era a de se entregar, de imediato, o Mercado à Câmara, já que a Junta não tem meios para continuar a suportar o prejuízo que este acarreta e há a obra da sede da Junta para terminar.

    O PS apresentou uma proposta de moção nesse sentido. Proposta essa, que sem ser sequer colocada à admissão – erro que Antonino Leite viria mais tarde a reconhecer –, começou de imediato a ser discutida.

    Angelina Ramalho propôs que se esperasse, antes, pelo que a Câmara tinha a dizer sobre o assunto.

    Carlos Coutinho (PCP) defendeu uma perspectiva de descentralização administrativa, pelo que não via com bons olhos a entrega à Câmara, deste equipamento social.

    Ao contrário, Luís Santos, do BE, defendeu posição favorável à moção do PS.

    O social-democrata Luís Ramalho, da Junta, considerou que seria possível tomar medidas para eliminar os prejuízos de funcionamento do mercado, embora moralmente – dado o seu estado de degradação, não se pudesse alterar as suas taxas de utilização. Mas, pelo contrário, a Junta não deveria suportar custos que lhe eram alheios, como os da água e electricidade.

    O prejuízo do mercado, esclareceu também , tem vindo a aumentar sobretudo pela diminuição dos vendedores de carne e peixe, instalados no piso superior, porque o mercado não lhes dá as devidas condições.

    «Até serem esgotadas as soluções ao nosso alcance, devemos manter a gestão do mercado», concluiu, até porque isso correspondia a honrar os compromissos.

    Manuel Costa, que voltou a intervir, comentou que não tinham «que se honrar os compromissos» se eles estavam em prejuízo da Junta, tinha era que se clarificar e acordar um novo protocolo que não penalizasse esta, como apontava a moção do PS.

    O bloquista Luís Santos reafirmou a posição anteriormente defendida, mas juntou uma nova preocupação, a de que fossem também resolvidas as grandes deficiências de acessibilidade, que tornavam muito difícil, para não dizer impossível, o acesso ao piso superior, por parte de pessoas com mobilidade reduzida.

    Posta à votação, a moção do PS seria derrotada por 9 votos (PSD) contra 8 (PS + BE) e uma abstenção (PCP), dada a falta de um deputado de freguesia do PS.

    A MEDALHA

    DA CIDADE

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    Abordada na sessão foi também a questão da atribuição da Medalha da Cidade, que será entregue pela primeira vez, este ano, em princípio, durante as projectadas Festas da Cidade, aos BVE.

    Mas a questão, que se esperava relativamente pacífica, acabou por dar lugar a grande discussão, porque a comissão encarregue de apresentar uma proposta – a Junta de Freguesia – não conseguiu senão chegar a um consenso precário, quer porque alguns dos nomes apontados não se tivessem revelado consensuais, quer porque a decisão de atribuir apenas uma Medalha, também não colheu uma aprovação total da Junta, conforme apontou Almiro Guimarães. Mesmo a apresentação deste assunto na Assembleia foi atribulada, pois foi feita como se correspondesse a uma decisão final quando esta, como muito bem fez notar (questionando) a social-democrata Angelina Ramalho, deveria pertencer sim à Assembleia de Freguesia.

    A questão de se terem colocado ali vários nomes publicamente que, pelo menos este ano, não serão objecto da distinção (casos, além de algumas colectividades – ver peça da página seguinte –, de Alberto Taborda, Luís Ramos, Joaquim Teixeira e Santos “Rasteiro”, poderia também constituir objecto de melindre, além de ser uma banalização da própria Medalha, como apontou Artur Costa, membro da Junta, que pediu excepcionalmente a palavra no final da reunião, para relatar a forma atribulada como o assunto foi discutido na reunião da Junta.

    Por: LC

     

     

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