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Edição de 31-12-2020
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    Arquivo: Edição de 30-06-2006

    SECÇÃO: Desporto


    Campeonato do Mundo de Futebol - Alemanha 2006

    Bravo Portugal!!!

    Quarenta anos depois da epopeia dos Magriços de Eusébio e companhia em Inglaterra, Portugal chega de novo às meias-finais de um Campeonato do Mundo de Futebol.

    A proeza foi alcançada às custas da Inglaterra num dramático e emocionante jogo realizado no Arena AufSchalke de Gelsenkirchen após uma vitória de 3-1 obtida através do desempate de grandes penalidades. Um resultado que deixou eufórica toda a nação lusitana. Um país que tem vibrado, sofrido, sorrido e chorado (de emoção e alegria, é claro) com o desempenho da “equipa de todos nós” em terras germânicas.

    Uma campanha que começou de forma algo morna, sem grande chama, com uma magra vitória de 1-0 perante a estreante (em termos de fase finais de Campeonatos do Mundo) Angola. Um golo de Pauleta disfarçou uma exibição menos conseguida do conjunto orientado por Luiz Felipe Scolari.

    Bem diferente foi o triunfo alcançado diante do Irão por duas bolas a zero, com golos de Cristiano Ronaldo e de Deco, último jogador que espalhou “magia” pelo relvado do Commerzbank Arena de Frankfurt, contribuindo, e muito, para uma bela exibição da “turma das quinas”. Vitória que carimbou desde logo o passaporte para a fase seguinte da competição. Talvez por isso no encontro diante do México – da última jornada do grupo D – Scolari tenha procedido a uma autêntica “revolução” na sua equipa, tendo oferecido a titularidade a alguns jogadores não utilizados nos dois encontros anteriores. Mesmo assim o nível qualitativo exibicional da selecção não baixou, antes pelo contrário, tendo a equipa nacional rubricado uma segura e óptima exibição culminada com uma vitória por 2-1 (com golos de Maniche e Simão).

    Com estas três vitórias, Portugal vencia o grupo D com nove pontos contabilizados.

    Nos oitavos-de-final a selecção teve, por assim dizer, a sua primeira “prova de fogo”. Pela frente o conjunto lusitano encontrou a forte Holanda, uma equipa que constituiu um duro teste aos pupilos de Scolari. Só com uma grande dose de concentração, determinação e espírito de sacrifício aliada a mais uma boa exibição, os portugueses conseguiram digerir uma “laranja” (vitória por 1-0 com um tento de Maniche) com muita falta de fair-play e avançar para os quartos-de--final. Patamar este onde encontraram uma velha conhecida nestas andanças de fases finais de Mundiais e de Europeus, a Inglaterra. E à semelhança do que havia acontecido dois anos antes, nos quartos-de-final do Euro 2004, as duas equipas realizaram um jogo emocionante, verdadeiramente impróprio para cardíacos, como se diz na gíria. E, tal como em 2004, o vencedor deste duelo só foi conhecido na “lotaria” das grandes penalidades, com o grande herói a chamar-se uma vez mais Ricardo. O guardião português voltou a ser determinante no apuramento da nossa selecção para a ronda seguinte, ao defender três das quatro grandes penalidades apontadas pelos ingleses. Portugal vencia assim por 3-1 (depois de, no fim do tempo regulamentar, o jogo ter registado um resultado de 0-0), e assegurava a presença entre as quatro melhores equipas do mundo. Aliás, Ricardo estabelecia um novo recorde no futebol mundial ao tornar-se no primeiro guarda-redes a defender três grandes penalidades num jogo do Campeonato do Mundo.

    A nação em peso saiu à rua para festejar efusivamente esta histórica e brilhante vitória da equipa nacional. Depois dos festejos é altura de voltar a preparar o coração para mais 90 minutos (no mínimo) de emoções fortes, que com toda a certeza voltarão a vir ao de cima no embate das meias--finais ante a França no próximo dia 5 de Julho.

    Uma coisa é certa, faça o que fizer, este grupo de notáveis jogadores já entrou, não só na história do futebol português, como também na história do futebol mundial. Quando daqui a quatro, vinte, ou trinta anos, se falar no Alemanha 2006, o nome de Portugal será dos primeiros a figurar no livro da história deste Mundial. Pelo que fez até aqui, Portugal é a grande surpresa, a grande revelação do campeonato, e esse “título” já ninguém nos tira.

    No entanto, e já que a selecção chegou até esta fase da competição, certamente que não existe nenhum português que não sonhe com o capitão da equipa Luís Figo a erguer o troféu de campeão do Mundo a 9 de Julho próximo no Estádio Olímpico de Berlim.

    Por vezes os sonhos não passam disso mesmo, de sonhos, mas também é verdade que um sonho como este que todo o povo português tem vivido nas últimas semanas, nunca esteve tão perto de ser tornado em realidade.

    Nota: Apesar de a presente edição d’ A Voz de Ermesinde ser datada de 30 de Junho, o fecho da mesma apenas aconteceu após a realização do jogo Inglaterra-Portugal (1 de Julho) para que este texto pudesse ainda fazer parte dos conteúdos da edição n.º 757 do nosso jornal.

    Por: Miguel Barros

     

     

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