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Edição de 31-03-2021
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    Arquivo: Edição de 15-06-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Ermesindenses opinam sobre o actual flagelo social português: o desemprego

    Na sequência da dramática situação social que recentemente abalou os trabalhadores da Lear de Valongo, “A Voz de Ermesinde” saiu para a rua na tentativa de saber a opinião dos ermesindenses sobre este caso, bem como também em relação ao actual panorama de desemprego que continua a persistir no dia-a-dia do País.

    Tentámos saber se já sentiram, ou sentem, na “pele” o que é estar desempregado, ou se conhecem algum familiar, amigo ou vizinho que se depare com este flagelo social. Quisemos saber também o que pensam em relação ao futuro, se no horizonte encontram alguma solução que possa inverter o rumo dos acontecimentos.

    No geral, os ermesindenses são da opinião de que o País vive uma situação social alarmante, apontando em seguida o Governo como sendo o principal responsável pelos elevados índices de desemprego em que a nação está mergulhada. Pensam que os governantes portugueses deveriam investir mais na formação profissional com vista à criação de novos postos de trabalho. Opinam igualmente que o Governo necessita, com alguma urgência, de criar uma lei que impeça as empresas de entrar e sair do País quando bem lhes apetece, contratando e despedindo trabalhadores de acordo com as suas conveniências, sem que com isso sofram qualquer penalização. Uma lei que, no fundo, possa proteger os trabalhadores que sejam vítimas de situações como a que aconteceu na Lear de Valongo.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ

    Altino

    Guimarães

    Reformado

    61 anos

    Sei bem o que é estar no desemprego, pois vivi uma situação dessas durante três anos. Foram tempos muito difíceis. Agora estou na reforma. De uma forma geral, penso que oPaís vive uma situação péssima em termos do desemprego. Cada vez pior. Acho que o Governo já deveria ter feito alguma coisa para inverter este quadro negativo. Deveria investir mais em novos cursos de formação, cursos que fossem úteis, e não em cursos que no fundo não servem para nada, como até aqui tem feito. No caso da Lear, sou da opinião de que Governo poderia ter tido uma intervenção directa neste processo, deveria proteger mais os trabalhadores, mais concretamente fazendo contratos com estas multinacionais que as impedissem de sair do país quando bem entendem.

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    José

    Magalhães

    Reformado

    81 anos

    Em termos de situação de desemprego penso que não poderíamos estar pior do que aquilo que estamos actualmente. Não é preciso ser muito inteligente para ver isso.

    Infelizmente, tenho um filho que teve de ir para a Irlanda trabalhar porque em Portugal não conseguia arranjar emprego. Em relação à Lear acho que o que se fez àqueles trabalhadores foi um acto miserável. Aliás, miserável é como hoje em dia eu classifico a classe patronal, querem ser ricos de um dia para o outro e não respeitam o pobre do trabalhador que anda honestamente, e por vezes com muito sacrifício, a ganhar o seu dinheiro para comer.

    E nisto o Governo é o principal culpado, porque não vê nada disto.

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    Irene

    Pinto

    Emp. Artes Gráficas

    48 anos

    Isto cada vez está pior, cada dia que passa há mais desempregados. Sei o que isso é, pois o meu marido já esteve nessa situação durante alguns anos. Actualmente conheço alguns amigos meus que se debatem com este problema. Sinceramente, não sei onde isto vai parar. O Governo em vez de assistir impávido e sereno ao fecho de cada vez mais empresas, podia colaborar mais com elas, incentivando-as a permanecer em actividade nos locais onde se encontram instaladas, assegurando desta forma o posto de trabalho dos funcionários. Julgo também que o Governo deveria criar mais postos de trabalho, em vez de andar a gastar dinheiro com estádios de futebol, por exemplo. A única coisa que posso dizer em relação à Lear é que lamento o facto de 285 trabalhadores terem ficado sem os seus empregos.

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    Maria

    Inês

    Emp. doméstica

    43 anos

    Acho que o país vive uma situação complicada em termos de emprego. Hoje em dia é muito difícil arranjar-se um emprego estável. Felizmente, até hoje eu nunca passei pela situação de estar no desemprego, mas conheço muita gente que está sem emprego. Pessoas que acabam por desesperar com este problema, já que não têm dinheiro para nada, vivem com a ajuda dos outros, e quando assim é fica tudo mais complicado. Vivem num stress permanente. Para combater esta falta de emprego penso que o Governo deveria criar mais postos de trabalho, ou então ser mais responsável e impedir que as empresas fechem as portas de um momento para o outro, como acontece actualmente, evitando desta maneira que haja mais pessoas no desemprego. Sobre a Lear não me posso pronunciar pois não conheço o assunto.

    Por: Miguel Barros

     

     

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