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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 15-06-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Fotos URSULA ZANGGER
    Fotos URSULA ZANGGER
    O MELHOR DO MUNDO SÃO AS CRIANÇAS

    Foi cigarra... e foi formiga

    Em semana de muitas e muitas actividades direccionadas para a criança, também o ENTREtanto Teatro pôs em cena uma peça já clássica do seu reportório dedicado à infância, a peça “Fábulas”, de Júnior Sampaio, escrita a partir das fábulas de La Fontaine para a exposição do Museu dos Transportes e Comunicações do Porto “No Tempo em que os Animais Falavam... Fábulas de La Fontaine”, já nos longínquos anos 80. Por isso, a peça conta com um número recorde de assistências para cima de 70 mil pesssoas. Neste espectáculo estiveram presentes (não podemos dizer na assistência, já verão porquê) os alunos da Escola EB 2,3 P.e Américo, de Campo, que saíram de olhinhos a brilhar do Centro Cultural de Campo, onde teve lugar esta representação.

    “FÁBULAS”: ENTREtanto Teatro REPÔS EM CAMPO ESPECTÁCULO CLÁSSICO DA SUA PRODUÇÃO PARA A INFÂNCIA

    Vamos vamos vamos

    vamos voltar ao tempo

    onde [em que] falam os animais

    as plantas o mar e o vento

    foto

    Os actores Hugo Sousa e Sandra Santos entram em cena pelo fundo da sala a cantar uma melopeia muito muito baixinho: vamos vamos vamos... Vamos voltar ao...

    Já em cima do palco e antes que as crianças derivem a sua atenção para outro qualquer motivo de interesse, surge inesperada e bem alto, a voz e a cabeça de uma ovelha, que tão rápida como aparece logo se esconde: mé!!

    Os miúdos, tomados de surpresa desatam aos aplausos. Esta é uma das várias chaves do sucesso do espectáculo, a que as crianças aderem quase logo desde o início.

    A peça explora a interactividade com as crianças, sempre evitando infantilizar ou imbecilizar estes argutos espectadores de palmo e meio, que vão dando as suas dicas, por exemplo sobre as personagens que Sandra Santos supostamente vai encontrando na assistência e assim os preparando para a grande aventura de se transformarem de espectadores em actores da peça que iam só ver.

    Dada prematuramente como terminada por um cartaz que assinala “Fim”, os miúdos reagem: Vamos embora?, perguntam-lhes. O seu improvisado mas muito determinado coro responde: Não!

    E trata-se então agora de experimentar irem brincar a fazer de lobo ou de ovelha ou de pastor, o que evidentemente todos eles querem, dispondo-se então a representar mais uma fábula em palco, “O Lobo Feito Pastor”.

    A representação evoca, de forma muito didáctica, o escritor La Fontaine, e no decurso de “As Fábulas”, para além da já referida, com que se encerra (e que conta com a participação de uma boa mão cheia de miúdos), são ainda apresentadas “A Formiga e a Cigarra” e “O Corvo e a Raposa”. Os dois actores vão evolucionando e modelando muito bem as suas vozes (Sandra Santos, com o papel mais rico, fá-lo particularmente bem e, no final, promovida a vedeta do espectáculo, é até solicitada a dar autógrafos, à porta da sala onde os actores se despedem das entusiasmadas crianças).

    Trabalho de cigarra a merecer os maiores elogios (a representação), não pode deixar passar em claro o trabalho de formiga da belíssima proposta de teatro de Júnior Sampaio, explorando muito bem a psicologia infantil, e semeando nas crianças, além da curiosidade por um marmanjo francês já morto há muito e a capacidade para responder a desafios, certamente até o gosto pela aventura teatral.

    Por: LC

     

     

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