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    Arquivo: Edição de 15-06-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    REUNIÃO DA CÂMARA MUNICIPAL DE VALONGO

    Mercado de Ermesinde: respeitar o projecto que está feito, criar um novo ou requalificar?

    O destino do actual mercado de Ermesinde e a solução para os seus problemas foi um dos assuntos em destaque na última reunião pública da Câmara Municipal de Valongo.

    Em resposta à intervenção de Jorge Videira, sobre os problemas permanentes do mercado, o presidente Fernando Melo referiu que provavelmente a Câmara deixará cair o projecto de um mercado de raiz que tem na sua mão, por ser demasiado ambicioso e incomportável para o estado actual das finanças da Câmara, em favor de um novo projecto de mercado mais maneirinho.

    Maria José Azevedo confrontou então o presidente da edilidade com uma terceira hipótese, a da requalificação do actual mercado. Os dois autarcas estavam na posse de pareceres distintos sobre a viabilidade dessa requalificação, que seria, na actual situação da Câmara, uma saída bem vista pelo actual Executivo, caso fosse possível.

    O mercado, que está a ser gerido pela Junta de Freguesia de Ermesinde por cedência da Câmara, tem sido um constante poço de problemas, cujos prejuízos a Junta tem vindo a suportar, constituindo para esta, por isso, um autêntico presente envenenado. Na Junta haverá mesmo quem ponha a hipótese de devolver à Câmara a sua gestão.

    Foi uma reunião com modestos motivos de interesse, cuja Ordem de Trabalhos apenas contemplava a atribuição de apoios a uma comissão de festas de Valongo e à participação de um munícipe valonguense num evento mundial de desporto adaptado – no caso o V Campeonato do Mundo de Basquetebol, no Japão, além do Projecto de Desenvolvimento Desportivo já discutido em reunião anterior.

    O período de antes da ordem do dia e o período destinado ao público também não trouxeram grande animação. Quanto ao primeiro, Maria José Azevedo, a primeira a intervir, colocou questões relacionadas com o excesso de ruído nocturno na Rua Santa Isabel, voltou a apresentar o problema de acesso viário na Rua dos Marianos e desmentiu as informações prestadas pelo Gabinete de Comunicação da Câmara acerca de um problema levantado por um munícipe em reunião pública anterior da Câmara. Segundo a autarca, o comunicado seria muito pouco rigoroso, para dizer o menos.

    O socialista António Gomes referiu a necessidade de reparação urgente na Avenida Vallis Longus, via alternativa muito importante nas comunicações dentro do concelho. E quis saber do andamento da Zona Industrial de Campo.

    Jorge Videira, além da já referida questão do mercado de Ermesinde, abordou o «estado lastimoso» do centro de Ermesinde, quis saber a razão do abate de um cedro num relvado existente no entroncamento da Rua Mário Pais de Sousa com a Rua Sebastião Pereira, e referiu ainda a continuação de juntas de dilatação em mau estado no viaduto de Ermesinde.

    Na Humberto Delgado estranhou que os buracos tenham sido tapados com betuminoso, depois da intervenção de Mário Duarte em reunião anterior, em defesa do calcetamento e contra o asfalto.

    Ilídio Lobão questionou a razão do site da Câmara continuar sem reflectir a vida política desta, propôs uma solução para a limitação de velocidade junto da Ilha de S. Miguel, na Bela, e propôs ainda, a execução de um inventário exaustivo do património nacional, dando como exemplo não estar evidenciado em lado nenhum o terreno destinado ao novo centro de saúde.

    RESPOSTAS DO EXECUTIVO

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ

    Fernando Melo reconheceu o erro no caso do site da Câmara: «Alguém falhou. Vou tentar saber como e porquê».

    Mário Duarte, sobre a situação nos Marianos, declarou estar à espera que o supermercado aí construísse a rotunda que prometera para reunir então com os moradores. Também ficou de saber o que se passou com o abate do cedro referido.

    Quanto à questão do viaduto, esta é conhecida e foi referenciada à Refer a necessidade de intervenção, que esta tem que autorizar, pois provavelmente implicará o corte da circulação ferroviária no decurso dos trabalhos.

    José Luís Pinto, sobre a questão dos ruídos nocturnos, esclareceu que era um assunto conhecido da Câmara, tendo os técnicos, em tempos aí se deslocado para averiguar a origem do ruído, sem terem conseguido então chegar a uma conclusão.

    Fernando Melo abordou a questão da Zona Industrial de Campo, informando que o projecto está à espera de aprovação em Conselho de Ministros há cerca de um ano.

    INTERVENÇÃO DO PÚBLICO

    No período destinado ao público o munícipe António Matos queixou-se da situação em que vive, na Rua 1º de Maio, em que, segundo as suas palavras, no rés-do--chão do prédio que habita, funcionará um estabelecimento de restaurante «desgovernado», com execesso de ruídos à noite, publicidade desordenada por cima do restaurante, por vezes restos de comida no exterior «a atrair ratos e outros rastejantes».

    O munícipe queixou-se ainda de existirem duas entradas para o prédio, quando no projecto só existia uma, e que o afluxo de trânsito aos estabelecimentos comerciais, torna, por vezes, impossível o acesso em boas condições a sua casa (ou o acesso de uma viatura de socorro, em caso de necessidade).

    Em resposta, Mário Duarte referiu que se conheciam alguns problemas para além daqueles que seriam assuntos de polícia e que, por isso, existe «um projecto de requalificação da zona, que avançará logo que houver disponibilidade financeira da Câmara».

    Por: LC

     

     

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