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    Arquivo: Edição de 15-05-2006

    SECÇÃO: Destaque


    REUNIÃO DA JUNTA DE FREGUESIA DE ERMESINDE

    Junta promove abaixo-assinado

    O lançamento de um abaixo-assinado sobre a estação, por parte da Junta de Freguesia de Ermesinde foi, talvez, o mais importante ponto da agenda da Ordem de Trabalhos da reunião pública deste órgão autárquico, reunido no passado dia 3 de Maio. Tratando-se da sessão pública mensal da Junta, foram diversas as situações anómalas na Cidade trazidas à sessão por vários munícipes.

    Sónia Sousa, da CDU, apresentou nesta reunião a prometida proposta de abaixo--assinado que a Junta tinha ficado de dinamizar, e referente às anomalias verificadas na estação ferroviária de Ermesinde.

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    O lançamento do abaixo--assinado por parte da Junta seria, aliás, o principal ponto de controvérsia nesta reunião da Junta, já que Artur Costa, do PS, expôs fortes dúvidas quanto à sua oportunidade, pois considerava que esta iniciativa poderia vir a prejudicar o bom entendimento institucional que se tem vindo a verificar entre a Junta de Freguesia e a Refer.

    De opinião contrária foram todos os outros eleitos da Junta que se pronunciaram sobre o assunto, incluindo os seus pares socialistas Almiro Guimarães e Alcina Meireles («fui eleito pela população e não para agradar à Refer», chegou a dizer Almiro Guimarães, o que levou Artur Costa a lamentar estar a ser mal compreendido).

    Entretanto, e inesperadamente, depois de Sónia Sousa ter acentuado numa sessão da Junta que a iniciativa era do órgão autárquico e não deste ou daquele partido, a CDU invocou em comunicado a autoria original da iniciativa (ver Painel Partidário).

    Mas voltando à sessão, foi ainda Sónia Sousa que, referindo a questão apresentada em reunião anterior da Assembleia Municipal pelos deputados municipais da CDU, inquiriu a Junta sobre o empreendimento que está a ser construído nos antigos terrenos da Resineira.

    Sónia Sousa queria saber que tipo de urbanização e construção é que foi licenciada para aquela zona tão vulnerável, nas margens do rio Leça, já que a previsível canalização de efluentes para o rio deveria estar sujeita a um estudo de impacto ambiental. A eleita da CDU queria também saber se a urbanização se encontrava legalmente enquadrada pelo PDM do concelho de Valongo actualmente em vigor.

    BALANÇO DO 25 DE ABRIL

    A autarca fez ainda um balanço das comemorações do 25 de Abril levadas a cabo por este órgão.

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    Alcina Meireles fez também o seu balanço a este propósito e apresentou diversos problemas viários, entre eles insistindo nos que se mantêm na Rua 5 de Outubro.

    Artur Costa referiu uma situação de crianças carenciadas de Sampaio que, para poderem ter acesso a refeição, foram transferidas para uma escola em Moutidos, já no concelho da Maia, considerando tal vergonhoso para o concelho de Valongo.

    Também Almiro Guimarães se debruçou bastante sobre o 25 de Abril, considerando que a divulgação das comemorações não foi a melhor.

    Abordada depois a questão das actas, e verificado o descontentamento pela forma como alguns passos das declarações de certos membros da Junta foram transcritas, Luís Ramalho prontificou-se, de agora em diante, a proceder a uma redacção extensiva destas, em termos de processo verbal e não na forma resumida que se vinha até aqui a usar.

    Dadas depois informações sobre o concurso para estagiário responsável pela futura elaboração e manutenção do sítio web da Junta e pela gestão do parque informático desta, levantaram-se dúvidas sobre os critérios que presidiram à designação de Luís Ramalho como orientador do estágio, decisão que parecia já tomada mesmo sem a Junta a ter discutido, o que motivou a acesa indignação de Artur Costa.

    A situação era tanto mais anómala quando, por exemplo, Sónia Sousa, com um mestrado em Informática, parecia à partida mais qualificada do que o actual secretário da Junta.

    Discutido o assunto, Luís Ramalho pôs à disposição o lugar, ficando então decidido que fosse a eleita da CDU a responsável pela orientação do estágio.

    No período destinado ao público, usaram da palavra Joaquim Pinto, que quis saber as condições de acesso ao concurso para as bancas do cemitério, Teixeira de Carvalho, sobre a degradação do parque no largo da antiga feira e das condições do actual mercado de Ermesinde, Juliana Silva, sobre uma situação na Rua José Joaquim Ribeiro Teles e Esmeralda Carvalho, sobre o lixo que continuava por despejar nos ecopontos e sobre a situação da estação ferroviária de Ermesinde, para a qual estão previstas obras já este mês (painel electrónico).

    Esmeralda Carvalho alertou ainda para a necessidade de se colocar na estação um tapete rolante e não escadas. Esta proposta foi tida em conta na aprovação final do abaixo-assinado.

    ABAIXO-ASSINADO

    Em defesa da qualificação das condições da Estação de Ermesinde

    A Estação de Ermesinde constitui, porventura, a principal imagem de marca desta freguesia. Porta de saída e de entrada na cidade, a Estação de Caminhos de Ferro é ponto de passagem diária para milhares de pessoas e referência incontornável para os Ermesindenses, detendo igualmente uma importância estratégica na estruturação da rede regional de transportes, ao constituir não apenas o eixo de divisão das linhas do Douro e do Minho, mas igualmente um ponto de passagem obrigatório da rede ferroviária do Grande Porto.

    A inauguração do actual edifício reflectiu a importância conferida a esta Estação pela REFER e a materialização da consciência da necessidade de oferecer aos seus milhares de utilizadores diários melhores condições de circulação e usufruto dos serviços oferecidos. O que se tem verificado, porém, é a degradação progressiva dos diversos espaços da Estação de Ermesinde, com prejuízo claro para os seus utilizadores, Ermesindenses ou não.

    Assim, os abaixo-assinados solicitam à REFER que invista de forma empenhada na qualificação e manutenção dos diversos espaços da Estação de Ermesinde, designadamente através:

    • da limpeza mais cuidada e regular das áreas de circulação, plataformas, zonas dos elevadores, WCs, etc.;

    • do arranjo e manutenção das portas automáticas, frequentemente avariadas por longos períodos de tempo;

    • da substituição em tempo útil dos pontos de iluminação deteriorados e da melhoria da qualidade geral da iluminação do espaço;

    • da colocação de um painel electrónico de chegadas e partidas nas duas entradas da Estação e de painéis individuais de informação nos pontos de acesso a cada linha;

    • da colocação de tapetes rolantes junto às escadarias que ligam o átrio principal ao piso inferior, de forma a permitir o acesso de todas as pessoas;

    • da abertura de uma sala de espera.

    Por: LC

     

     

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