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Edição de 31-12-2021
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    Arquivo: Edição de 15-05-2006

    SECÇÃO: Destaque


    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ

    Bloco de Esquerda indignado

    Quem também passou pelas imediações da Lear com o intuito de conhecer ao pormenor todos os contornos desta situação foi o Núcleo Concelhio de Valongo do Bloco de Esquerda (BE). Para além de Eduardo Valdrez, coordenador geral do BE em Valongo, de destacar igualmente a presença do deputado bloquista João Teixeira Lopes. Nas palavras deste dirigente, esta foi uma situação que provocou uma profunda indignação neste partido de esquerda. Teixeira Lopes sustentou a sua afirmação com o facto de que já algum tempo eram mais do que evidentes os sinais de que esta situação se iria despoletar mais dia menos dia. «Já se sabia que este drama ia acabar por acontecer, já que os sinais estavam bem patentes, e só não viu quem não os quis ver. Perante factos como a produtividade da empresa ter diminuído no último ano, de o acordo que a mesma tem com o Estado relativamente aos incentivos fiscais terminar no final de 2006, ou ainda de estar neste momento a ser idealizada pela empresa uma nova unidade produtiva na Polónia, era claro que a situação que se vive hoje estava prestes a acontecer». Teixeira Lopes criticou ainda o Governo por ter tido conhecimento de todos estes sinais e de nada ter feito para evitar que a situação chegasse ao estado ao qual chegou. «Há algum tempo que o BE havia alertado o Governo através de vários requerimentos para a situação. Por isso é incrível, e de uma profunda revolta, que o Governo nada tenha feito para evitar esta grave situação. Podia ter feito desde logo um plano de prevenção, ter pressionado de imediato a empresa, ter servido de mediador entre os trabalhadores e a administração, mas não, nada fez. É evidente que o cenário de saída da Lear de Valongo no final do ano vai ser uma realidade, disso não temos dúvidas. É, aliás, inadmissível que o Governo não tenha um plano de intervenção para combater a deslocalização, que cada vez mais é levada a cabo por estas empresas. Neste momento não existem restrições para com as empresas que se instalam em Portugal, algo que existe noutros países da União Europeia, países onde existe um plano que penaliza as empresas que ajam da forma semelhante à que a Lear está a fazer», referiu o deputado. Sublinhou ainda que o número de trabalhadores a dispensar pela empresa é assustador, classificando este como um dos casos mais graves vividos nos últimos tempos em termos de despedimentos colectivos. Teixeira Lopes mostrou-se ainda extremamente preocupado com o futuro destes operários, questionando mesmo qual será o destino de muitos, uma vez que a maior parte do quadro operário da Lear de Valongo não possuí outro tipo de formação que não a deste sector, sendo do conhecimento público o risco de que, até 2010, possa não existir em Portugal uma única fábrica do sector de cablagens de automóveis. O deputado do BE deu ainda a saber que o seu partido havia entregue um requerimento ao Governo para que este órgão explicasse no Parlamento o que irá fazer para ajudar os trabalhadores despedidos pela empresa.

    Por: MB

     

     

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