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Edição de 30-09-2020
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    Arquivo: Edição de 30-10-2005

    SECÇÃO: Desporto


    Futebol - Campeonato Nacional da 3ª Divisão - Série B - 6ª Jornada

    Justa repartição de pontos

    Foto MANUEL VALDREZ
    Foto MANUEL VALDREZ
    Depois de três jornadas consecutivas onde conheceu o sabor amargo da derrota, o Ermesinde voltou na última ronda do Campeonato Nacional da 3ª Divisão – 6ª jornada – a somar pontos. A equipa ermesindista arrancou um suado, mas justo, empate a zero bolas na recepção ao líder da prova, o Vila Meã. Um ponto que, no entanto, não afastou o conjunto dos Sonhos dos últimos lugares da prova, ocupando agora o penúltimo posto – 16º – da classificação, com quatro pontos conquistados.

    Era com alguma expectativa que as hostes ermesindistas aguardavam este embate entre o Ermesinde e o Vila Meã, um facto comprovado com a considerável moldura humana presente nas bancadas do Estádio dos Sonhos. A ocasião não era para menos, já que de visita ao reduto do Ermesinde estava nada mais nada menos do que o líder do campeonato, a única equipa invicta nesta Série B, sendo por isso que um resultado positivo do Ermesinde perante este conjunto poderia dar um novo alento aos pupilos de José Augusto que vinham de uma “série negra” de três derrotas consecutivas. Estavam então reunidos todos os condimentos para que se pudesse assistir a uma interessante partida de futebol, um prognóstico que se viria a confirmar com o decorrer do encontro. O Ermesinde apresentou algumas novidades no seu “onze”, nomeadamente as inclusões do guardião Casqueira, que relegou Jorge Lopes, o habitual dono da baliza verde e branca, para o banco, do defesa Tiago e do avançado Alex, para além dos regressos de Fernando Almeida e Quim, que estiveram ausentes dos últimos jogos devido a lesões. A partida começou com o Vila Meã ao ataque, demonstrando desta forma que queria continuar invicto a comandar o campeonato depois desta deslocação a Ermesinde. Por seu turno a equipa da casa ia sacudindo com maiores ou menores dificuldades a pressão que os forasteiros vinham impondo desde o apito inicial. E foi precisamente num desses “alívios de pressão” que o Ermesinde ficou reduzido a dez elementos à passagem do minuto 16, quando o defesa Pinhal travou em falta o jogador Maia, quando este seguia isolado para a baliza de Casqueira. Neste caso e como mandam as leis de jogo, o juíz de Viana do Castelo não teve dúvidas em mostrar a cartão vermelho directo ao defensor local. Em infrerioridade númerica e com o elevado caudal ofensivo do Vila Meã, previa-se que o Ermesinde sentisse ainda mais dificuldades do que aquelas que tinha sentido nos primeiros quinze minutos de jogo. Enganou-se quem assim pensou, já que a equipa ermesindista equilibrou o encontro e dispôs mesmo da primeira grande ocasião de golo do jogo, quando ao minuto 25, após um cruzamento de Hélder, Quim remata de cabeça fazendo o esférico passar a centímetros da barra da baliza contrária. A partir desta altura o jogo ganhou uma vivacidade enorme, com ambas as equipas a procurarem chegar ao golo, pese embora tenha sido o Vila Meã aquela que esteve mais perto de o conseguir, como foi o exemplo do remate de Maia, aos 44 minutos, que levou a bola a “tirar tinta” do poste direito da baliza de Casqueira, tendo-se chegado então ao descanso com o marcador a registar um nulo. E se a equipa da casa havia dado uma boa réplica na meia hora final do primeiro tempo, no reatamento da partida essa toada foi ainda mais vincada pelo conjunto de José Augusto, que encostou o Vila Meã “às cordas” nos primeiros minutos da etapa complementar, não se fazendo notar em nada que a equipa dos Sonhos estava a jogar com menos um jogador. Aos 65 minutos Quim poderia ter dado expressividade a esta “onda” ofensiva da sua equipa, quando à entrada da área desferiu um remate surpresa que quase levou a bola ao fundo das redes de Paulo Jorge, que acabou, com alguma dificuldade, por evitar o golo. Nos derradeiros 20 minutos do encontro o “sinal mais” voltou a pertencer à turma do Vila Meã, que apostou tudo no ataque com a entrada de um avançado (Gringo) para a saída de um defesa (Assis), tentando a todo o custo chegar ao golo do triunfo. Perante este cenário a equipa do Ermesinde limitava-se a explorar a sempre perigosa arma do contra-ataque. A avalanche ofensiva do Vila Meã quase que dava os seus frutos quando a partida já se encontrava em período de compensações, altura em que por duas vezes a bola esteve perto de entrar na baliza ermesindista, primeiro após um cabeceamento ao poste de Hugo e na sequência da jogada o esférico sobrou para Óscar que, com a baliza escancarada, atirou para as nuvens.

    Uma bola que caso tivesse entrado na baliza de Casqueira teria um certo sabor a injustiça, já que pelo o que as duas equipas fizeram ao longo dos 90 minutos, o empate acabou por ser um resultado justo, já que nem Ermesinde nem Vila Meã mereceram sair derrotados dos Sonhos. Apesar de ter conquistado um ponto, o Ermesinde continua numa situação muito complicada no campeonato, já que após esta 6ª ronda a equipa desceu mais um lugar na tabela, ocupando agora a 16ª posição, com quatro pontos, apenas mais três que o “lanterna vermelha”, o Tirsense.

    Por: Miguel Barros

     

     

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