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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 30-08-2005

    SECÇÃO: Destaque


    A ferro e fogo

    Embora, infelizmente, não seja o primeiro dos anos de brasa, Agosto de 2005 deixou o País à beira da catástrofe, mas muita da tragédia virá depois, após o espectáculo dantesco dos efeitos visíveis da destruição. O concelho de Valongo não escapou ao mar de chamas, tendo-se aqui registado centenas de fogos florestais (36 no período compreendido entre 1 e 15 de Agosto – mas o pior estava para acontecer – e 205 desde o início do ano até àquela data, com 136 no mesmo período do ano anterior, segundo os números mais recentes, mas ainda assim provisórios, do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil – SNBPC).

    Observando os números constantes dos relatórios do Corpo Distrital de Operações de Socorro do Porto – SNBPC, uma simples operação matemática dá-nos conta da anormalidade do mês de Agosto no que respeita à ocorrência dos fogos florestais, com uma média de 24 incêndios por cada um dos meses anteriores e de 72 de média no mês de Agosto, até ao dia 15.

    FOTO: J. Jacinto Mota
    FOTO: J. Jacinto Mota
    A área ardida no concelho de Valongo foi, neste último período (de 1 até 15 de Agosto), de 16,52 hectares (e desde 1 de Janeiro de 565,43 ha), o que significa que, até à altura, em Agosto, apesar de ter disparado o número de incêndios, não se tinham ainda verificado incêndios de grande dimensão.

    De qualquer modo, a proliferação de fogos florestais no concelho de Valongo foi de tal ordem que obrigaram, além da intervenção dos corpos de bombeiros, à mobilização de meios aéreos distritais e externos para lhe acudir, que totalizaram cerca de 13,5 horas de voo (números de 1 de Julho a 15 de Agosto), e ao recurso a três pelotões militares (entre 13 a 15 de Agosto), ainda segundo os últimos números disponíveis do SNBPC/Porto.

    Para se avaliar melhor os meios que foi necessário usar no combate aos fogos no período a que temos vindo a aludir (1/15 Agosto), refira-se a mobilização de 618 bombeiros, com 155 viaturas correspondentes a 52 corporações!

    Neste período, os incêndios florestais no concelho incidiram sobretudo nas freguesias de Alfena, Campo e Ermesinde, que representaram respectivamente uma área ardida de 30,21%, 31,17% e 31,90% da totalidade do concelho, contra 3,33% de Sobrado e 3,39% de Valongo. Sendo estes os últimos números oficiais confirmados, esta proporção viria a alterar--se no final do mês.

    Por: LC

     

     

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