Subscrever RSS Subscrever RSS
Edição de 20-07-2022
  • Edição Actual
  • Jornal Online

    Arquivo: Edição de 30-06-2005

    SECÇÃO: Cultura


    Água

    Em ano de seca é natural que a preocupação sobre o consumo da água seja inquietante. No entanto a seca era previsível e todos sabemos que os recursos hídricos são finitos.

    Com um crescimento exponencial de consumo de água, com o aumento da poluição dos cursos de água, não é de admirar que se chegue a um ponto de ruptura.

    Com o desenvolvimento acelerado da indústria, em particular a partir da Segunda Guerra Mundial, ela é responsável pela poluição inorgânica das águas, particularmente por metais pesados e fosfatos altamente prejudiciais aos ecossistemas aquáticos.

    As grandes explorações agrícolas são também responsáveis pelo alto teor de nitratos que atingem os cursos de água.

    São na verdade as actividades económicas as grandes responsáveis pela poluição da água doce, sem a qual a espécie humana não tem possibilidades de sobreviver.

    Em Portugal a poluição das águas é grave e é bom que cada um de nós se preocupe, é preciso ter consciência da qualidade da água que consumimos.

    Estas e outras questões serão debatidas na próxima 5ª feira , dia 7 de Julho, pelas 21h30, na Vila Beatriz.

    ___________________________________________________________

    POEMA DE ANTÓNIO RAMOS ROSA:

    ÁRVORES

    O que tentam dizer as árvores

    no seu silêncio lento e nos seus vagos rumores,

    o sentido que têm no lugar onde estão,

    a reverência, a ressonância, a transparência

    e os acentos claros e sombrios de uma frase aérea.

    E as sombras e as folhas são a inocência de uma ideia

    que entre a água e o espaço se tornou uma leve integridade.

    Sob o mágico sopro da luz são barcos transparentes.

    Não sei se é o ar se é o sangue que brota dos seus ramos.

    Ouço a espuma finíssima das suas gargantas verdes.

    Não estou, nunca estarei longe desta água pura

    e destas lâmpadas antigas de obscuras ilhas.

    Que pura serenidade da memória, que horizontes

    em torno do poço silencioso! É um canto num sono

    e o vento e a luz são o hálito de uma criança

    que sobre um ramo de árvore abraça o mundo.

    “A Mão de Água e a Mão de Fogo”, Antologia Poética, Ed. Fora do Texto, Coimbra, 1987.

    Por: FL

     

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
    © 2005 A Voz de Ermesinde - Produzido por ardina.com, um produto da Dom Digital.
    Comentários sobre o site: webmaster@domdigital.pt.