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Edição de 25-06-2024
Jornal Online

SECÇÃO: História


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Várias foram as passagens de D. João I por S. Lourenço d’Asmes (2)

Uma outra passagem por esta localidade, deu-se após ter ganho a Batalha de Aljubarrota (A Batalha de Aljubarrota decorreu no final da tarde de 14 de agosto de 1385, entre tropas portuguesas com aliados ingleses, comandadas por D. João I de Portugal e o seu condestável, D. Nuno Álvares Pereira, e o exército castelhano e seus aliados, liderados por João I de Castela. A batalha deu-se no campo de São Jorge, na localidade de S. Jorge, pertencente à freguesia de Calvaria de Cima, concelho de Porto de Mós, nas imediações da vila de Aljubarrota, entre o referido concelho e Alcobaça), narra o cronista Fernão Lopes, que D. João I depois de se ajoelhar no altar de Nossa Senhora de Oliveira a agradecer a vitória, assim como tinha feito antes da Batalha junto do altar de Nossa Senhora de Oliveira a suplicar-Lhe a sua proteção, partiu para Santarém para cumprir a promessa de peregrinação de ir a pé a Santa Maria de Oliveira, na Vila de Guimarães, chegando a Coimbra.

BATALHA DE ALJUBARROTA
BATALHA DE ALJUBARROTA
“Chegou el Rei a Coimbra e muitas gentes com ele…” Crónica de D. João I. Embora apenas de passagem este seria um cortejo de grande dimensão, em pessoas. Sem dúvida, seria composto por uma multidão de pessoas, de muitos pontos do país e inúmeras profissões. (Normalmente os desfiles reais eram mais ou menos assim, à cabeça iria El-Rei D. João I e a Rainha D. Filipa de Lencastre, seguidos dos seus filhos. Seguiam-se as várias classes sociais da época, o Clero, a Nobreza, a Burguesia e o Povo, na cauda dos desfiles seguiam todos os que não tinham direitos, como mendigos, leprosos e outra gente marginalizada.)

Neste caso era uma situação diferente, pois era um exército em que o primeiro seria sem dúvida o rei D. João I (como acima representado), seguido do seu exército, composto por nobres, algum clero e povo.

Segundo as crónicas de Fernão Lopes o exército real era formado por cerca de mil e quinhentos lanceiros e «muita gemte de pee», ffidalguos e outras gentes, a maior parte dos seus homens vinha do sul. O cronista escreve a propósito que «sendo todos (assi) agoardando cada huu em seu loguar, pareçeo a jemte del Rey de parte alem Guaya, por omde elle avya de vir…». Então, o caminho seguido pelas hostes de D. João I, foi o seguinte, a estrada romana/medieval, saindo do Porto pela Porta de São Sebastião (não existe), seguia pela Rua do Bonjardim, Praça Marquês de Pombal, Rua do Lindo Vale (antiga «Estrada Velha»), entroncando na Rua de Costa Cabral, ali pela Cruz das Regateiras (onde hoje se situa o Hospital Conde de Ferreira), seguindo pela Areosa, Pedrouços pela EN105, Rua D. Afonso Henriques, em Águas Santas, por Cruz, Corim até ao

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Por: Carlos Marques

 

 

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