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Edição de 25-06-2024
Jornal Online

SECÇÃO: Local


NOTÍCIAS DA AGORÁRTE/UNIVERSIDADE SÉNIOR DE ERMESINDE

“Da Sé Episcopal até à Ribeira”

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As origens da cidade do Porto dentro das muralhas, a história das igrejas, do casario medieval e o rio Douro e os mercadores nos idos tempos do séc. XVI, foram os locais escolhidos, pela Prof.ª Lídia Alves, para no passado dia 6 de junho levar os seus alunos ao encontro da história do Porto antigo, que foi a cidade de onde teve nome Portugal. No norte de Portugal, antigo povoado celta, pré-romano, que se chamava Portus Cale. Fundado como condado por Vímara Peres, galego da Corunha, no ano de 868, que o conquistou aos mouros. O Condado Portucalense de 869 até à sua dissolução com a assinatura do tratado de Zamora, em 1143. O centro deste Condado situava-se no local da Sé do Porto. A antiga catedral aí existente foi por ele reedificada. Fundou também o burgo fortificado chamado, “Vimaranis” (derivado do seu nome), que passou mais tarde a chamar-se Guimarães, sede do poder político, mais tarde, com a chegada do Conde D. Henrique, em 1069.

No âmbito da disciplina de Inglês, lecionada na USE, a prof.ª Lídia Alves, também habilitada como Guia Intérprete e Correios de Turismo (AGIC), levou os seus alunos à cidade capital do Norte, inundada de turistas, onde prevalece a língua universal inglesa, e onde, nesta envolvência, o grupo da USE se sentiu turista em “casa própria”.

Para este percurso turístico, o grupo da USE, viajou de comboio de Ermesinde para S. Bento e reuniu no Terreiro da Sé, onde a Prof.ª Lídia Alves, nos elucidou sobre a História e detalhes históricos, deste núcleo amuralhado no séc. XII, desde o Edifício da Sé Catedral, também chamada de Igreja de Nossa Senhora da Assunção, onde no seu interior está a imagem de Nossa Senhora da Vandoma, padroeira do Porto, dos edifícios adjacentes, torres, pelourinhos, fontanários e ruelas até à praça da Ribeira.

Vislumbraram-se detalhes do séc. XIV, a “Coca” (1.º navio) e as “medidas” na coluna da porta de entrada, nos granitos da fachada da Sé Catedral de estilo românico, renascentista, com elementos góticos da bela rosácea, além do corpo da igreja de três naves cobertas por abóbadas. Também soubemos que, na Capela-mor, se encontra um magnífico e riquíssimo altar de prata, do séc. XVII. Este foi salvo das tropas francesas do gen. Junot, em 1807, por meio de uma parede de gesso construída apressadamente, para o esconder.

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Na entrada para o Terreiro da Sé, a estátua de Vímara Peres a cavalo, símbolo da reconquista de Portugal aos mouros. No ano de 1736, Nicolau Nasoni terá ficado encarregado de projetar uma nova fachada norte (lateral esquerda) para a Sé, a “galilé”, (em galeria) de arcadas em estilo barroco, contendo painéis de azulejos. Anexada à Sé Catedral do Porto e ao claustro, a Casa do Cabido é um edifício de aspeto arcaico, que foi construído na primeira metade do séc. XVIII.

O Paço Episcopal do Porto do séc. XVIII é a antiga residência dos bispos do Porto. Adjacente à Sé, pela sua posição elevada, domina a paisagem do centro histórico do Porto.

O pelourinho no centro, cheio de ornamentos graníticos como a coroa, estilo rococó foi inaugurado em 1940.

As torres dos 24 e do museu (a “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta”) e a estátua do Porto de 1818.

Saindo do terreiro pelas “escadas da rainha”, que desemboca na rua S. Sebastião (D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques teve o seu paço numa das casas desta rua). Passando pela rua de Pena Ventosa, até ao largo, e à Igreja de S. Lourenço (dos Grilos), construída pelos Jesuítas em 1577 em estilo maneirista, barroco-jesuítico, para os antigos Frades Descalços de Santo Agostinho até 1832, e ocupado pelas tropas liberais de D. Pedro, com a caserna de Almeida Garret. Descendo do Nicho de Sant’Ana e S. Joaquim para a rua da Bainharia (bainhas das espadas), rua dos Mercadores, até chegar ao antigo Mercado da Ribeira – Praça do Cubo, junto ao rio, que faz parte da história do “Portus Cale”. Fim do passeio guiado e agradecimentos à prof.ª Lídia Alves.

O grupo USE, misturou-se com os turistas, e depois de degustar a comida portuense na Ribeira, regressou a casa de comboio, mais enriquecidos culturalmente, pelos conhecimentos adquiridos da história do Porto.

Joaquim Almeida

 

 

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