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Edição de 25-06-2024
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    Arquivo: Edição de 31-05-2024

    SECÇÃO: Crónicas


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    “Até chegar a Lugo foi um dos caminhos mais duros que percorri”

    Os odores da primavera misturaram-se com os ainda não findos do inverno, mas abril estava ao virar da esquina. O calçado de montanha saiu da sapateira. É necessário dar-lhe alguma dignidade. A pomada espalhou-se pelo cabedal e a escova de cerdas já findas, deu-lhe o brilho quase compatível com o do sapatinho de verniz.

    Há uns anos, já não me recordo quem, disse-me que ao fazer um caminho me viciaria neles. Assim foi, assim é. Este ano iria percorrer o caminho primitivo para Santiago de Compostela. O início foi na capital das Astúrias, a bela cidade de Oviedo. A Cordilheira Cantábrica foi a minha companheira de viagem na linha do horizonte virada ao sul. Os seus picos majestosos ainda pintados de branco davam-me uma sensação de paz ao nascer e por do sol. As pernas tanto gemiam como gritavam. Ora se queixavam do peso da mochila, ora do caminho ou por vezes lá se confessavam: “Olha, afinal não custou assim tanto, podíamos continuar”.

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    Até chegar a Lugo foi um dos caminhos mais duros que percorri. Em termos culturais as cidades e vilas são um pouco pobres, as partes velhas cederam o espaço a construções recentes, de paisagem! A paisagem é um constante deslumbramento.

    Os caminhos são percorridos durante todo o ano por centenas de milhares de peregrinos, uma fonte de rendimento que anda de mochilas às costas. Desde as profissões mais básicas, até aos CEOs de firmas mais emblemáticas do mundo. Disse-me um: “Então português, se sou peregrino, tenho que me comportar como um verdadeiro peregrino, fico nos albergues como tu, mas vamos lá jantar que pago uma paelha de marisco”.

    Aldeias que outrora estavam desabitadas, hoje estão recuperadas com o seu casario transformado em alojamentos e restaurantes. Numa das subidas mais íngremes lá estava um espanhol com fatias afiambradas de melão e melancia, frescas, fresquinhas e que bem me souberam. Perguntei quanto devia e a resposta foi:

    (...)

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    Por: Manuel Fernandes

     

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