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Edição de 25-06-2024
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    Arquivo: Edição de 31-05-2024

    SECÇÃO: História


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    50 ANOS DO 25 DE ABRIL

    A Fita do Tempo da Revolução: As movimentações militares na Revolução dos Cravos (2)

    Quando se deu o 25 de Abril o autor tinha 18 anos. Viveu aquele dia num complexo de emoções e sentimentos contraditórios.

    Sempre se interessou em conhecer a fundo as movimentações militares e fruto do estudo de inúmera bibliografia julga poder dizer que conhece bem essas movimentações. E está em fase de concluir a sua Fita-do-Tempo.

    Num conjunto de 12 artigos vai trazer aos leitores d’A Voz de Ermesinde alguns dos episódios mais marcantes daquela gloriosa jornada.

    OS CAPITÃES DE ABRIL

    Há 50 anos atrás alguém disse: dentro de 50 anos todas as universidades do Mundo ainda estarão a estudar o 25 de Abril.

    E aqui estamos, 50 anos depois, a estudar o 25 de Abril. Ainda há muitas histórias para contar. E o autor destes artigos diz hoje: dentro de 50 anos ainda haverá histórias para contar. Só os seus filhos e netos saberão da justeza ou não destas palavras.

    Neste artigo o autor quer prestar uma sentida homenagem aos Capitães de Abril, aos homens que comandaram colunas militares com uma envergadura muito para além do que seria de esperar para o seu Escalão.

    Salgueiro Maia saiu de Santarém no comando duma coluna com cerca de 250 militares. Isto é um Batalhão, que deveria ser comandado por um Major. Mas foi um Capitão.

    O Agrupamento November formou-se na Figueira da Foz e integrava forças de Infantaria de Aveiro, Viseu e Figueira da Foz, que se juntaram a várias Batarias de Artilharia Pesada da Figueira da Foz. Totalizava mais de 500 militares. Isto é um Regimento. Deveria ter sido comandado por um Coronel ou mesmo um Brigadeiro. Mas foi um Capitão, o Capitão Gertrudes da Silva do Regimento de Infantaria 14, de Viseu, que o comandou.

    A totalidade dos militares envolvidos nas operações era de vários milhares. Deveriam ter sido comandados por um General. Mas o Comandante Operacional, embora apoiado por outros militares do Posto de Comando, era um Major, o Major Otelo Saraiva de Carvalho.

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    E o êxito da operação não deixou qualquer dúvida. Em poucas horas o Estado Novo ruiu. Por mérito dos revoltosos, por demérito das tropas fiéis ao Regime, que não quiseram combater. Mas por mérito dos militares integrados – muitos, se não a esmagadora maioria, contra a sua vontade – nas colunas das tropas fiéis ao Regime que tiveram a coragem de entender que era mais prudente estar do lado certo da História e não combater.

    Ficará para sempre na memória da História o abraço trocado entre o Capitão Salgueiro Maia e o Tenente Dário Guiomar, da GNR, no Campo das Cebolas, próximo do Terreiro do Paço. O Tenente Guiomar tinha sido enviado para combater Salgueiro Maia, mas o combate derreteu-se num abraço entre homens amigos e camaradas de armas, embora em lados opostos da barricada e da História.

    Onde foram estes homens buscar a sabedoria e a coragem para se meterem em tão esmagadora epopeia? Sem dúvida, foram-na buscar aos matos africanos.

    Todos ou quase todos os comandantes das Unidades Revoltosas já tinham passado por Comissões de Serviço em África. Lá os Capitães eram os senhores do mato. Eram eles que improvisavam, que alteravam as Ordens de Batalha, lá onde cinco minutos depois de iniciada uma operação, o quadro operacional se alterava por completo. Não podiam depender dos senhores coronéis ou generais que estavam nos seus quartéis a muitos quilómetros de distância e, por isso, não podiam alterar, eles próprios, a Ordem de Batalha porque já não dominavam o quadro operacional.

    E eram jovens, apaixonados, patriotas. Combateram pelos seus filhos e pelos seus pais. Não combateram por si próprios, nem por louros ou galões. Já Marcelo Caetano tinha dito, referindo-se aos capitães amotinados contra os malfadados Decretos: “Cuidado com estes capitães! São demasiado jovens para se deixarem comprar!” Palavras eloquentes, mas que ninguém quis entender.

    O 25 de Abril ficará para sempre marcado na História como o dia em que coronéis agiram “às ordens” de capitães. Por exemplo, cerca das 8:30 da manhã, quando o Sr. Coronel Lopes da Conceição chegou ao seu quartel do Regimento de Engenharia 1, à Pontinha, e viu negada a sua entrada no mesmo, esta foi-lhe

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José Campos Garcia

     

     

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