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Edição de 25-06-2024
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    Arquivo: Edição de 31-10-2023

    SECÇÃO: Destaque


    Conferência “Educação, que futuro?”... Uma reflexão muito rica

    JOÃO DIAS DA SILVA
    JOÃO DIAS DA SILVA
    No passado dia 30 de setembro, entre as 14h30 e as 18h, muito oportunamente, por se iniciar um novo ano letivo, realizou-se no auditório da Fundação Gramaxo, Quinta da Boa Vista, Maia, a Conferência “Educação que Futuro?”, uma iniciativa do Movimento de Cidadania Democrática (MCD) e da Federação das Associações de Pais e Encarregados de Educação do Concelho da Maia (FAPEMAIA), com o apoio da Câmara Municipal da Maia (vice-presidência e Divisão de Educação e Ciência).

    A receção e desejo de boas-vindas foi feita pelo vice-presidente do MCD, Carlos Magalhães, a apresentação coube a Fernando Pereira (presidente do MCD) e a Cláudio Gonzaga (presidente da FAPEMAIA), a abertura competiu a Paulo Gonçalves (Adjunto da vice-presidente e vereador da Educação da Câmara Municipal da Maia) que defendeu um paradigma diferente da sala de aula.

    Os trabalhos começaram com um momento musical a cargo da flautista Ana Ferraz que interpretou obras de Bach e Debussy.

    INTERVENÇÃO DE MANUEL AUGUSTO DIAS
    INTERVENÇÃO DE MANUEL AUGUSTO DIAS
    E, de imediato, porque os conferencistas eram muitos, começaram as intervenções do 1.º painel, moderadas por Ana Miguéis, professora do Ensino Secundário. A 1.ª intervenção foi de Álvaro Bastos, Diretor do Agrupamento de Escolas do Levante da Maia, que falando do que bem conhece, referiu o uso e abuso das novas tecnologias, isto é, dos alunos, de todas as idades levarem telemóveis e tablets para as aulas, constituindo bons meios para afetar a sua concentração. Falou de alguns estabelecimentos de ensino que os proibiram para alunos em determinada faixa etária, e verificou-se que os seus resultados melhoraram. Não pôde evitar falar também da falta de docentes, problema que se agrava, pondo em causa a escola pública, quando se sabe que até 31 de dezembro, mais 3 mil e 500 professores se vão aposentar.

    A deputada da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência e vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral do Centro Social de Ermesinde, Catarina Lobo, na sua qualidade de psicóloga escolar falou da escola inclusiva, que os famosos decretos 54 e 55 estabelecem. Apesar de reconhecer que nem tudo está bem no sistema escolar, mostrou-se uma pessoa otimista, dizendo que tem de haver solução para superar os diversos obstáculos e manifestou a defesa da escola pública reconhecendo, no entanto, que ela carece de maior autonomia.

    A 3.ª intervenção foi de Cláudio Gonzaga, presidente da FAPEMAIA, que pôs em evidência a mais valia que podem representar os Encarregados de Educação se tiverem um papel mais interveniente nos estabelecimentos de ensino, participando, nomeadamente no Conselho Pedagógico. A escola pública não pode nivelar por baixo e não pode estar desfasada das necessidades de conhecimentos e competências dos seus alunos, porque alguns “não sabem nada de nada!” Trouxe à preleção um tema novo: o número de alunos estrangeiros que não pára de aumentar nos últimos anos. A título de exemplo, revelou que a Escola Secundária de Águas Santas tem alunos de 37 nacionalidades diferentes. Como é que as escolas vão conseguir lidar com esta realidade?

    A DEPUTADA ERMESINDENSE CATARINA LOBO
    A DEPUTADA ERMESINDENSE CATARINA LOBO
    A última intervenção deste painel pertenceu João Dias da Silva presidente da Associação para a Formação e Investigação em Educação e Trabalho (AFIET) e ex-Secretário Geral da Federação Nacional da Educação, que refletindo sobre o futuro da educação, não pôde deixar de falar dos professores. Estes bons profissionais não são bem pagos, têm grandes dificuldades na progressão das suas carreiras, o que, muito justamente, os torna descontentes e desmotivados e isto não é só em Portugal, é a nível mundial. A profissão exige mais respeito do poder central e da população em geral, tem de ser mais dignificada para que haja professores que substituam aqueles que se encontram ao serviço, pois a média de idades anda acima dos 50 anos e isso é um problema que os governos têm urgência em resolver bem para que a educação tenha futuro.

    A qualidade das intervenções fez alongar o tempo usado e, por isso, não houve tempo para intervalo, arrancando logo o 2.º Painel que teve como moderador, Celso Monteiro, um jovem formado em História que está a começar precisamente a profissão de professor. O médico António Lúcio Baptista, que tem trabalhado muito no Porto e Algarve com ingleses e alemães, foi o primeiro palestrante, falando de um excesso de rigidez no sistema educativo, tal qual como se passa com a saúde. Explicou que as primeiras idades são fundamentais para a aprendizagem, os jovens captam muita informação até aos 16/17 anos, que retêm toda a vida. Por isso, é particularmente relevante aquilo que aprendem até essa idade, devendo investir-se mais na formação cívica e na literacia financeira. Depois, as pessoas continuam a aprender mas não fixam da mesma maneira.

    CARLOS MAGALHÃES
    CARLOS MAGALHÃES
    Celeste Carvalho, professora do Ensino Especial, interveio a seguir, repetindo algumas coisas que já tínhamos ouvido a Catarina Lobo, debruçando-se de forma mais pormenorizada sobre a educação inclusiva que os decretos, já acima identificados, implementaram de uma forma mais sistemática, em 2018, e que obrigam os professores a apoiar a aprendizagem de todos os seus alunos, com a adoção de medidas universais e de medidas seletivas, procurando corresponder às dificuldades diagnosticadas nos seus estudantes.

    A 3.ª palestrante foi a deputada da Assembleia Municipal da Maia, Paula da Costa, que é professora e formadora, e trouxe a esta Conferência a importante questão da educação ambiental. Efetivamente, as alterações climáticas e o fenómeno da poluição obrigam a que a dimensão cívica da educação não esqueça o ambiente, uma vez que todos nós fazemos parte da natureza e temos a grande responsabilidade de tudo fazer para garantirmos a sustentabilidade do planeta, com a garantia da vida dos vindouros, não só dos seres humanos como de todos os outros seres vivos que connosco coabitam a Terra.

    O painel terminou com a intervenção do nosso diretor e presidente da Direção da Agorárte/Universidade Sénior de Ermesinde, Manuel Augusto Dias, que falou das

    O VEREADOR DA EDUCAÇÃO DA CÂMARA DA MAIA, PAULO GONÇALVES
    O VEREADOR DA EDUCAÇÃO DA CÂMARA DA MAIA, PAULO GONÇALVES

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