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    Arquivo: Edição de 31-10-2023

    SECÇÃO: Editorial


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    Mundo global

    A interação entre países e continentes, a nível económico e cultural vem de longe, tendo-se começado a firmar no período dos Descobrimentos, quando os reinos da Península Ibérica, tiveram, nesse desiderato, um papel pioneiro e preponderante, sobretudo pelas ligações marítimas que estabeleceram entre os continentes banhados pelo Atlântico.

    Nos tempos que correm agora, a globalização está diretamente ligada à extrema facilidade de comunicação e ao tratamento da informação. Efetivamente, nesse domínio, as últimas décadas testemunharam uma verdadeira revolução: foram as telecomunicações por satélite, multimédia, CD Rom, Internet, telemóveis, televisão por cabo.

    É verdade que a globalização, com as suas vantagens e desvantagens, é mais sentida a nível económico. Logo após o termo da 2.ª Guerra Mundial, os vários Estados recuaram nas medidas protecionistas e enveredaram por um mercado cada vez mais livre. E a partir de finais da década de 1980 o comércio internacional evidencia um crescimento excecional, mercê dos progressos técnicos nos transportes e da criação de mercados comuns.

    Às zonas da Europa Ocidental, da Ásia-Pacífico e da América do Norte, a chamada Tríade, coube o papel de polos dinamizadores das trocas mundiais. Os movimentos de capitais aceleraram-se desde os anos 80. As grandes bolsas de valores, como as de Nova Iorque, Tóquio, Londres e Singapura, mobilizaram massas crescentes de ações, em virtude de um aligeiramento das regulamentações que pesavam sobre a circulação de capitais. Desde 1990, os investimentos externos ultrapassaram o montante de mil milhares de milhões de dólares. Acelerou-se a tendência para a internacionalização.

    Desde essa data, aumentou também o número de empresas em que a conceção do produto ou do bem a oferecer, as respetivas fases de fabrico e o setor da comercialização se encontram dispersos à escala mundial. Eis-nos perante as firmas da era da globalização, as chamadas multinacionais ou transnacionais. É essa lógica de rentabilidade das condições locais que conduz, em momentos de crise ou de diminuição de lucros, as multinacionais a abandonarem certos países. Encerram aí as suas fábricas e/ou estabelecimentos comerciais, para os reabrirem noutros locais. A este fenómeno chama-se deslocalização, sendo-lhe atribuída a principal razão do desemprego crónico.

    Mas o Mundo Global em que vivemos não se cinge à economia. O poder do imediatismo da comunicação, o desequilíbrio da procura e da oferta bem como as dificuldades na livre circulação de mercadorias, provocadas por situações de terrorismo e de guerra, traz impactos diretos na distribuição e, por consequência, na curva inflacionária dos preços, com a generalizada descida do poder de compra.

    E é o que está a acontecer presentemente, resultando no aumento da pobreza, da fome, da insegurança e do medo. A construção da paz é urgente e só pode emergir de uma postura tolerante para com a diferença de crença, de nacionalidade, de ideologia. Ninguém tem o direito de impor aos outros os seus pontos de vista, a sua maneira de ser e de estar e, muito menos, subjugá-los económica e politicamente. E todos os países têm de, forçosamente, atribuir à ONU outra autoridade em matéria de paz, de segurança e de ambiente, e, sobretudo, respeitar as suas decisões.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

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