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Edição de 30-04-2024
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    Arquivo: Edição de 31-07-2023

    SECÇÃO: Saúde


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    MEDICINA DE A a Z (Continuação)

    PEIXE ARANHA (PICADA)

    O termo “Peixe-aranha” refere-se a um conjunto de peixes de várias espécies, abundantes nos mares da costa portuguesa, mas mais frequente no sul do país. É basicamente inofensivo mas tem duas caraterísticas desagradáveis: tem espinhos venenosos e enterra-se na areia imóvel à espera das suas presas. Pelo que pode ser pisado. E como na praia normalmente se anda descalço, os espinhos venenosos cravam-se no pé e provocam uma dor muito intensa. Normalmente não passa disso mesmo, mas a dor é de tal forma intensa que aconselha tratamento. Há muitos “tratamentos” aconselhados por algumas pessoas bem-intencionadas, mas que podem ser mais perigosos do que a própria picada. O único tratamento aconselhado para ser aplicado o mais depressa possível é o calor local. O veneno degrada-se com o calor. O mais prático é introduzir a zona afetada (normalmente um pé) em água o mais quente que a vítima possa aguentar. Pode ser difícil encontrar água quente na praia e uma alternativa é aproximar um cigarro aceso da zona afetada, mas sem lhe tocar. O autor deste texto já sofreu uma picada deste animal (Praia da Luz, em Lagos, Algarve). Decidiu regressar ao seu alojamento turístico e pelo caminho ligou o aquecimento do seu carro no máximo, à saída do qual encostou a parte afetada do seu pé. O alívio foi imediato, mas parcial. Só em casa, com o pé colocado em água bastante quente é que a dor praticamente desapareceu. Em casos raros pode provocar doença alérgica que obriga a tratamento médico. A única forma de se evitar este encontro desagradável é com a utilização de alpercatas quando se vai para a água.

    PENICILINA

    Foi o primeiro antibiótico descoberto e que revolucionou – para o bem – toda a medicina. E curiosamente foi descoberto por mero acaso. No longínquo ano de 1928, o bacteriologista inglês Alexander Fleming dedicava-se ao estudo de eventual forma de controlar as infeções. De facto, durante a 1ª Guerra Mundial muitos soldados feridos morriam mais pelas infeções das suas feridas do que delas próprias. Um dia, Fleming esqueceu-se em cima da sua mesa de trabalho de algumas placas onde estudava certo tipo de bactérias. Alguns dias depois verificou que numa delas as bactérias se haviam desenvolvido, exceto em alguns locais arredondados, no centro do qual havia aquilo que parecia um fungo. O seu espírito metódico permitiu identificar esse fungo como sendo o Penicillum notatum. Experiências logo realizadas confirmaram que esse fungo segregava uma qualquer substância que impedia o crescimento das bactérias. Nascia o primeiro antibiótico, sendo este uma substância química capaz de travar o crescimento de bactérias ou mesmo provocando a sua morte. Nos dias de hoje, a Penicilina e seus derivados continuam a ser dos mais importantes antibióticos utilizados pela medicina

    PERITONITE

    É uma inflamação do peritoneu, sendo o peritoneu uma membrana que forra o interior do abdómen. Pode ter várias causas, mas a mais vulgar é a partir da infeção dum órgão do abdómen. Por exemplo, uma apendicite aguda pode complicar-se com a rutura do apêndice que vai dar origem a uma peritonite. O tratamento da peritonite depende do tratamento da causa que lhe deu origem e normalmente é cirúrgico e a administração de antibióticos dados na veia em meio hospitalar. É uma situação muito grave.

    PESQUISA DE SANGUE OCULTO

    NAS FEZES (PSOF)

    Exame de realização fácil que consiste na deteção de sangue nas fezes por processos químicos. Nem sempre o sangue nas fezes se consegue detetar a olho nu. A presença de sangue nas fezes pode indicar uma quantidade muito vasta de doenças, nomeadamente cancros do intestino. Uma PSOF positiva obriga a uma colonoscopia para avaliar a origem do sangramento. Nem todos os médicos confiam nesta técnica (o autor destas linhas é um deles), preferindo passar diretamente à colonoscopia. As razões duns e doutros são complexas e ultrapassam o âmbito deste artigo.

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    PESTE

    Se há palavra que ainda hoje evoca terror, é a palavra “peste”. E sempre que nos queremos referir a algo muito mau, nomeadamente uma pessoa, utilizamos esta palavra. Em termos médicos, Peste é uma doença altamente contagiosa provocada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida por uma pulga que, ela própria, parasita uma espécie de rato. Assim, os ratos transportam as pulgas que, estando infetadas e picando o Homem, lhe transmitem a doença. Pode apresentar-se de duas formas principais: a “peste bubónica”, que se carateriza por bubões (gânglios infetados e supurados, muito dolorosos) e a “Peste Pneumónica”, que afeta principalmente os pulmões e tanto pode ser a evolução da forma bubónica como a infeção transmitida diretamente por outro doente. Houve no século XIV uma epidemia de Peste, conhecida hoje como “Peste Negra” que teria começado na China e se propagou para a Europa através da chamada “Rota da Seda”. Pode ter provocado 200 milhões de mortes no mundo. Nos dias de hoje ainda se verificam em alguns países menos desenvolvidos surtos de peste, mas esses surtos são controlados com antibióticos adequados.

    PIEIRA

    Trata-se do nome que normalmente se dá ao termo médico “sibilo”. Trata-se do som caraterístico de algumas doenças pulmonares audível por auscultação e que se deve à dificuldade de passagem do ar pelos brônquios. Uma das doenças em que este som se ouve é na asma. Quem sofre ou sofreu de asma sabe que é mais difícil “deitar o ar para fora” do que “para dentro”. Isto é caraterístico da asma, embora não caiba no âmbito deste artigo explicar a razão deste facto. E o ar a passar pelos brônquios apertados faz um som caraterístico que pode ser audível pelas pessoas próximas do doente.

    PIELONEFRITE

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José Campos Garica*

    *Médico

     

     

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