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Edição de 30-04-2024
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    Arquivo: Edição de 31-07-2023

    SECÇÃO: Cultura


    NOTÍCIAS DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA E CULTURAL DE ERMESINDE

    XIII Encontro Internacional de Coros - Cidade de Ermesinde

    O ORFEÃO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
    O ORFEÃO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
    Anabela Coelho, a apresentadora de serviço, fez a introdução a este XIII encontro de coros, ressalvando que «voltamos a fazer este encontro após dois anos parados pela pandemia». Agradeceu a presença do público, que encheu o Auditório, e com a sua colaboração assistir-se-á a um espetáculo, onde o canto coral é interpretado ao mais alto nível, disse. E não se enganou. De facto exibiram-se quatro esplêndidos grupos, três dos quais convidados do grupo anfitrião “Orfeão de Ermesinde”. Por isso, os aplausos nunca se esgotaram mostrando a quem estava no palco que os espetadores estavam a apreciar o espetáculo.

    De Ponte de Lima veio o Orfeão Limiano, uma das valências do Instituto Limiano-Museu dos Terceiros, fundado em 19 de maio 1979, com estreia no Teatro Diogo Bernardes da vila de Ponte de Lima. É um grupo coral com mais de quatro dezenas de coralistas, de várias idades, distribuídas por quatro vozes mistas. Dedica-se à execução de música profana e religiosa. Já esteve presente, com as suas canções, em várias cidades e vilas de Portugal, Espanha e França.

    Em 2007 gravou o primeiro CD, que inclui o Hino a Ponte de Lima e o Hino da Casa do Concelho de Ponte de Lima. O Orfeão Limiano atuou ainda na cerimónia oficial de reabertura do Museu dos Terceiros, presidida pelo então Presidente da República, Professor Aníbal Cavaco Silva, em 2008. O atual Diretor Artístico é o professor Nuno Tiago Fernandes Pereira Lima, que orientou este coro na sua reaparição em 2014.

    Em 2021, aderiu ao Projeto CARDO e, assim, participou no Encontro Luso-Galaico, na Expolima, em 10 de agosto. Em 29 de agosto, participou no Altice-Arena de Braga no espetáculo final e conclusão do Projeto Cardo. Já em 2023, no dia 29 de abril, cantou no Concerto Internacional do XV aniversário do Orfeão da Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo, e no dia seguinte, participou no VIII Encontro Ibérico de Coros de Barcelos a convite do Orfeão Magistrói e do Coral Cypsella, de Giron (perto de Barcelona).

    O ORFEÃO DE ERMESINDE
    O ORFEÃO DE ERMESINDE
    Neste XIII Encontro Internacional de Coros, o Orfeão Limiano interpretou “MLK”, “Os Homens que vão prá guerra”, “Foi Deus”, “Balada do Outono” e “Quem quiser que o carro cante”.

    Porque se tratou efetivamente de um Encontro Internacional de Coros, do norte de Espanha, mais concretamente da Galiza (município de Oleiros), viajou até Ermesinde, o Coral Airiños de Nós. Este grupo coral iniciou a sua atividade em setembro do ano de 2002 sob a tutela da Associação de Bairro “Os Rueiros de São Pedro de Nós”, na Câmara de Oleiros. Em junho de 2004 tornou-se independente, embora tenha continuado desde essa data a colaborar estreitamente com a associação, atuando tanto em festas paroquiais, como em diferentes eventos ao longo do ano, como é o caso do Dia das Letras Galegas ou o Dia de Reis nas festas de Natal.

    No seu início e até 2015, foi dirigido por Nico Matteo Nicora, nos 3 anos seguintes por Eduardo Mallén Candel e em 2018 passou a ser dirigido por Santiago Lago Rey que continuou até ao momento presente. Atualmente o conjunto é formado por 29 vozes mistas, divididas em quatro grupos (Soprano, Mezzosoprano, Contralto e Baixo). O folclore tradicional galego é o centro do seu repertório, juntamente com habaneras panxoliñas, música latino-americana, litúrgica... Participam na Rede Cultural da delegação da Corunha, realizando atuações por toda a província, bem como em intercâmbios com outros coros de toda a Galiza, Leão, Cantábria e Portugal. Todos os anos fazem parte do cartaz dos Concertos de Natal e Panxoliñas organizados pelas Câmaras Municipais de Oleiros e da Corunha, bem como da Romaria Coral de FECOGA (Federação Coral da Galiza).

    No Auditório do Fórum Cultural de Ermesinde cantaram “Peixe Fresco”, “Meus Amores”, “Viento del Norte”, “Ojos de España” e “Heiche de contar un conto”.

    O último grupo coral convidado foi o Orfeão de Vila Praia de Âncora. Foi fundado em 1958 e é uma associação que, desde a sua origem, se dedica à prática do voluntariado cultural, conforme foi reconhecido pela Comissão para o Ano Internacional do Voluntariado, no ano de 2001. Desde então vem alargando a sua atividade em diversos campos. Para além do grupo Coral, a quatro vozes mistas, tem um grupo de teatro e um grupo de Danças e Cantares Regionais.

    ORFEÃO LIMIANO
    ORFEÃO LIMIANO
    O Orfeão de Vila Praia de Âncora tem atuado de norte a sul de Portugal e em Espanha, principalmente na Galiza, tendo feito diversas digressões artísticas por França, atuando junto de associações de emigrantes portugueses ali radicados e público francês. Organizou o I Encontro de Coros do Norte de Portugal, em 1971, precursor de todos os grandes Encontros de Coros realizados em Portugal, tendo também organizado os IV e XIII Encontros, em 1974 e 1983, respetivamente. Participa anualmente nos Encontros Internacionais de Corais da Ribeira do Baixo Minho, com corais Minhotos e Galegos. Estabeleceu um protocolo de geminação com o “Coro e Orquestra Salinas Torrevieja” (9-10-2001). Em 16-8-2007 geminou-se com o coro cubano “Schola Cantorum Coralina”. Tem colaborado com a Orquestra do Norte e, mais recentemente, com a Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade, tendo apresentado por diversas vezes, a cantata “Carmina Burana”, de Carl Orff, o “Stabat Mater”, de Rossini, Coros de Óperas de Verdi, Missa de Requiem, de Mozart, Coros de Zarzuelas. Em outubro de 2018 participou na Gala Lírica & amp; Antoloxia de Zarzuela, no Auditório de Galícia, em Santiago de Compostela, integrado nas comemorações dos 175 anos da Banda Municipal de Santiago de Compostela. O seu Diretor Artístico é, desde 1984, Francisco Presa.

    No concerto em Ermesinde apresentou: “Canção da Vindima”, “Oração de Santo António”, “As Sete mulheres do Minho”, “Al Compas de Habanera” e “Locuras”.

    Finalmente foi a vez do anfitrião subir ao palco – o Orfeão de Ermesinde, da Associação Académica e Cultural da nossa cidade.

    Com a criação do Orfeão de Ermesinde a 15 de abril de 1999, nascia a Associação Académica e Cultural de Ermesinde. A sua primeira atuação pública teve lugar a 10 de dezembro de 2000, na Igreja Matriz de Ermesinde. Foi seu primeiro Maestro o Dr. Manuel Henrique Coelho de Almeida, de seguida foi dirigido pelo professor Sérgio Nery e posteriormente pelo professor Jorge Pires. Atualmente é dirigido pelo Maestro Prof. Hélder Magalhães. Integra cerca de 29 elementos de várias idades, distribuídos por quatro vozes mistas. O Orfeão de Ermesinde tem no seu repertório obras de Haendel, Arcadell, Wagner, Shubert, Mozart, entre outros compositores clássicos, e ainda, temas populares portugueses e de outras nacionalidades. Para além da cidade de Ermesinde, a arte do canto tem sido levada pelo nosso Orfeão, ao longo dos seus 24 anos de existência, a várias cidades e vilas, de norte a sul do País e na vizinha Espanha, nomeadamente na Galiza, onde tem participado em diversos encontros de coros. Em 2008 organizou o “1.º Encontro Internacional de Coros da Cidade de Ermesinde”, evento que só foi interrompido entre os anos 2020 e 2022, devido à pandemia. No entanto, este ano retomaram esta atividade para apresentar a XIII edição deste Encontro, sendo, por isso, já uma referência na nossa cidade e na Agenda Cultural do Concelho de Valongo.

    O CORAL AIRIÑOS DE NÓS
    O CORAL AIRIÑOS DE NÓS
    No XIII Encontro Internacional de Coros, o Orfeão de Ermesinde entoou “Senhora do Almurtão”, “A Senhora D’Aires”, “Haja o que Houver”, “Milho Verde” e “Chamateia”.

    O Maestro, Hélder Magalhães, é professor no Conservatório de Artes do Marco de Canaveses, onde também exerce as funções de diretor pedagógico e coordenador das áreas de Sopros e Percussão. Em 2018, assumiu o cargo de maestro titular da Orquestra Portuguesa de Guitarras e Bandolins. Em 2019 tornou-se Maestro e Diretor pedagógico da Banda Marcial da Foz do Douro - Filarmónica do Porto, e atualmente é, para além de outras funções, Maestro da Banda de S. Vicente de Alfena.

    O evento não terminou sem que antes interviesse o presidente da AACE, Constantino Moreira, que agradeceu o apoio da Câmara e da Junta de Freguesia e de todos os que concorreram, mesmo nos bastidores, para o êxito do evento, que classificou como um «maravilhoso espetáculo que nos foi proporcionado por estes quatro magníficos Coros». Elogiou o empenhamento dos intervenientes mais diretamente ligados à AACE, sem os quais não seria possível a organização e apresentação de todos os espetáculos que se têm realizado. A vice-presidente da Câmara Municipal de Valongo também usou da palavra para realçar a importância da partilha e do convívio entre estes coros.

    Todos os coros presentes receberam prendas para memorizar a sua presença no XIII “Encontro Internacional de Coros de Ermesinde”.

    E quando já todos pensavam que o final havia chegado, eis que surgiu uma surpresa: Agostinho Gomes, que nos habituámos a ver como o Coordenador deste grupo, usou da palavra para dizer que, a partir de agora deixa essas funções depois de as exercer com evidente competência desde o início do Orfeão há 24 anos. Aproveitou a oportunidade para agradecer a presença destes Coros e o aplauso de todos os presentes que são um incentivo à continuação do Orfeão em que, embora sem ser o seu Coordenador, continuará a participar, enquanto puder.

    Também o Maestro Hélder Magalhães usou da palavra para elogiar o elevado nível dos coros que se exibiram no XIII Encontro Internacional de Coros de Ermesinde, e agradeceu todo o empenho de Agostinho Gomes, como Coordenador, oferecendo-lhe em nome do Coro que dirige um ramo de flores, como singela gratidão por todo o tempo em que coordenou o Orfeão de Ermesinde.

    Por: Manuel Augusto Dias

     

     

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