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Edição de 30-06-2022
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    Arquivo: Edição de 31-01-2022

    SECÇÃO: Ciência


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    O universo e as suas curiosidades

    Neste mês de janeiro, em que completamos um mês de inverno, trazemos um texto que revela o curioso facto de que é precisamente nesta altura do ano em que estamos mais próximos do sol. Pelo contrário, durante o verão do hemisfério norte, estamos mais afastados. Qual será a razão para esse facto que nos engana à “primeira vista”?

    O espaço é efetivamente um dos assuntos que mais focamos nesta rubrica de ciência pois a sua imensidão é tal que a cada dia que passa ficamos mais surpreendidos pelo que descobrimos. Felizmente, o nosso país continua, e bem, a contribuir para essa descoberta através do excelente trabalho dos cientistas portugueses.

    Em dezembro de 2021, foi lançado o telescópio James Webb, o maior telescópio espacial, que teve mão portuguesa, nomeadamente num dos seus instrumentos pela astrónoma Catarina Alves de Oliveira, responsável pela calibração de um dos seus componentes. Este revolucionário telescópio que tem criado grande expectativa, espera ser um novo “olho” humano para o universo de forma a termos uma maior capacidade de observação. Catarina Alves de Oliveira, astrónoma portuguesa, trabalha no Centro de Operações Científicas da Agência Espacial Europeia (ESA), no país vizinho, onde tem sobre a sua alçada a calibração de um dos quatro instrumentos do James Webb. Após o lançamento do telescópio a astrónoma participa na “campanha de preparação” para observações científicas, que se iniciarão, se tudo correr bem, após seis meses, sendo esperados os primeiros dados científicos ainda durante este ano de 2022.

    O telescópio James Webb, batizado em homenagem a um antigo administrador da agência espacial norte-americana (NASA), é uma brilhante obra de engenharia sendo cerca de 100 vezes mais sensível do que o telescópio Hubble que se encontra na órbita terrestre há 31 anos. É esperado que as observações permitam obter novos dados como o nascimento das primeiras estrelas e galáxias.

    Um telescópio desta magnitude tem características únicas como “o maior espelho alguma vez lançado para o espaço, composto de 18 segmentos hexagonais revestidos de ouro, com um diâmetro de 6,5 metros”, revelou a astrónoma portuguesa à agência Lusa. Para poder realizar este tipo de observações, o telescópio precisa de operar a uma temperatura de -233 graus Celsius, revelando a astrónoma que todos os sistemas a bordo devem ser capazes de arrefecer no espaço necessitando para isso de escudo solar desdobrável do tamanho de um campo de ténis que mantém o telescópio frio. Impressionante!

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    “A VELOCIDADE DA TERRA

    Vivemos em movimento!

    Não nos apercebemos, mas viajamos pelo Espaço a uma velocidade estonteante para a nossa escala! Na realidade, é a Terra que se desloca, mas nós viajamos com ela. Como sabemos, a Terra percorre anualmente uma trajectória elíptica em torno do Sol. E faz isso a uma velocidade média de cerca de 107 280 quilómetros por hora, ou seja a cerca de 29,8 quilómetros por segundo!

    Escrevi velocidade média uma vez que a velocidade da Terra varia ao longo do ano. Ela é máxima quando a Terra se encontra mais próxima do Sol (periélio) e mínima quando se encontra mais afastada (afélio). E foi no dia 4 de Janeiro de 2022, pelas 7h00, que ocorreu o periélio. Nesse momento, a cerca de 147,1 milhões de quilómetros do Sol, a velocidade da Terra foi cerca de 30,8 quilómetros por segundo (110 880 quilómetros por hora).

    Seguindo a sua órbita, a Terra afasta-se agora do Sol até atingir a sua distância máxima (afélio) no próximo dia 4 de Julho (segundo o Observatório Astronómico de Lisboa). Nessa altura, a uma distância de cerca de 152,1 milhões de quilómetros do astro rei, a velocidade a que viajaremos pelo espaço será cerca de dois quilómetros por segundo menor (ou 7 164 quilómetros por hora menor) do que a verificada agora no periélio.

    O astrónomo e matemático alemão Johannes Kepler (1571 – 1630) foi o primeiro a detectar estas diferenças na velocidade de translacção e a propor uma órbita elíptica para a Terra e restantes planetas. Kepler baseou-se para isso nas tabelas astronómicas do seu mestre, o astrónomo dinamarquês Tycho Brahe (1546 – 1601). Brahe terá sido o observador mais rigoroso do céu antes do início do uso do telescópio para observações astronómicas, realizado por Galileu Galilei (1564 – 1642) em 1610.

    A causa para as diferenças na velocidade da Terra só pode ser compreendida após o trabalho do matemático e físico inglês Isaac Newton (1643 – 1727), principalmente após a formulação da sua lei da gravitação universal. Segundo esta lei, a força da gravidade entre dois corpos com massa diminui na razão inversa do quadrado da distância entre eles.

    (...)

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    António Piedade*

    *Associação Portuguesa de Imprensa”

    Por: Luís Dias

     

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