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Edição de 20-07-2022
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    Arquivo: Edição de 30-11-2021

    SECÇÃO: Saúde


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    MEDICINA DE A a Z (Continuação)

    COLESTEROL

    É uma substância normalmente existente no sangue e é muito importante na formação dos tecidos do corpo das pessoas. Nó somos constituídos por colesterol. Porém, o excesso mata. O excesso de colesterol no sangue leva a que este se deposite no interior das artérias e cause a sua obstrução. Doenças temíveis provocadas muitas vezes (nem sempre) por rolhões de colesterol são o enfarte agudo do miocárdio (“ataque cardíaco, ver abaixo) e a trombose cerebral (ver abaixo). Pelo menos uma vez por ano deve ser estudado o valor do colesterol através de análises de rotina, principalmente a partir dos quarenta anos de idade, idade a partir da qual o seu aumento é mais frequente. O colesterol elevado combate-se com medicamentos muito eficazes e muito seguros.

    CÓLICA

    É um tipo especial de dor. Nem toda a dor é uma cólica e nem tudo aquilo a que se chama “cólica” é uma verdadeira cólica. Exemplo de “falsa cólica” é a chamada “cólica renal”. O termo vulgarizou-se, mesmo na linguagem médica. A palavra “cólica” nasceu na palavra “cólon”, que é o nome técnico do “intestino grosso”. Na prática, este tipo de dor tem a principal origem no cólon e com muito poucas perguntas e respostas o médico localiza a dor abdominal numa doença do cólon. Na prática, uma cólica é uma dor “que vai e vem”, “aumenta e diminui”. É típica do cólon, quando este tenta resolver uma obstrução parcial (fezes duras) ou excesso de gás (má digestão, por excesso alimentar…). O doente sente uma dor, por vezes forte, num qualquer ponto do abdómen. Há medicamentos muito eficazes no tratamento desta situação, mas se a dor for muito forte ou não resolver facilmente, é obrigatória a consulta médica, para diagnóstico da causa da dor, que pode obrigar a exames complexos como a TAC abdominal (ver abaixo). A cólica abdominal pode ser o primeiro sintoma dum tumor do intestino, na fase de obstrução parcial. Se o diagnóstico não for feito rapidamente, o tumor vai agravando e pode chegar à fase de oclusão intestinal, situação muito grave e mortal se não for rapidamente resolvida por cirurgia.

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    COLITE

    É uma inflamação do cólon (intestino grosso) e tem causas muito variáveis, desde a “simples” colite espástica (que causa “espasmos” dolorosos do cólon) até à grave “colite ulcerosa”. A dor é o principal sintoma de “colite”, mas há colites não dolorosas. Sinais frequentes de “colite” são os ruídos hidroaéreos do abdómen (“barulho nas tripas”), episódios de diarreia, vontade frequente de defecar, fezes em bolinhas duras acompanhadas de muco, etc. A pessoa minimamente informada tem conhecimento do que é o funcionamento normal dos intestinos. Se o padrão desse funcionamento se alterar, será importante consultar o médico para avaliar a situação.

    COLONOSCOPIA

    É uma palavra constituída por dois vocábulos latinos: “cólon” (intestino grosso) e “scopia” (olhar, ver). Na prática é uma técnica pela qual se pode olhar para o interior do cólon. Usa-se um aparelho chamado “colonoscópio” num paciente geralmente sedado (anestesia muito leve). Sem esta sedação, o exame pode ser doloroso. O colonoscópio é um tubo flexível constituído por três partes principais: uma câmara de televisão na extremidade, um sistema de fibras óticas e um ecrã de televisão onde é projetada a imagem captada pela câmara. Por esse tubo flexível podem ser introduzidos vários aparelhos, como pinças de biópsia, aparelhos de coagulação, etc. A colonoscopia constitui um exame de Rastreio Oncológico obrigatório a partir dos 40 anos de idade, pois pode detetar cancros do cólon em fases muito iniciais e potencialmente curáveis.

    COLOSTOMIA

    É uma técnica cirúrgica utilizada quando não é possível garantir, temporária ou definitivamente, a continuidade do cólon. Na pratica é conhecida como “evacuar para o saquinho”. A colostomia definitiva utiliza-se, por exemplo, num caso de tumor inoperável do intestino grosso. Como o paciente, duma forma ou outra, tem de evacuar, a alternativa é ligar o intestino grosso à pele e no orifício assim aberto colocar um saco para a recolha das fezes. Pode haver situações de colostomia temporária. Num primeiro tempo faz-se uma colostomia clássica e posteriormente, por outra cirurgia, refaz-se o trânsito intestinal normal.

    COMA

    Tecnicamente significa “ausência de resposta a estímulos”. Pode corresponder ao que vulgarmente se chama “desmaio”, embora possa haver “desmaios” sem corresponder a verdadeiro estado de Coma. Por vezes a causa é evidente (traumatismo craniano, por exemplo). Outra vezes nem por isso. O perigo imediato que corre uma pessoa em estado de Coma é a asfixia. Por falta de estímulo, a língua “cai” e obstrui as vias aéreas superiores. A solução é colocar de imediato a pessoa deitada de lado (Posição de Recuperação ou, como antigamente conhecida, Posição Lateral de Segurança). Toda a situação de desmaio obriga a alertar as autoridades de emergência através do número nacional 112.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José Campos Garcia*

    *Médico

     

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