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Edição de 30-11-2022
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    Arquivo: Edição de 30-11-2021

    SECÇÃO: Local


    ERMES - S. Martinho em Penafiel

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    A 20/11/2021 o ERMES - Grupo de Pedestrianismo de Ermesinde, valência da Agorárte - Associação Cultural e Artística de Ermesinde, realizou mais uma atividade: S. Martinho em Penafiel.

    Uma dúzia de participantes, na maioria do ERMES e da Universidade Sénior de Ermesinde (USE), também valência da Agorárte, tomaram parte nesta atividade.

    O grupo de participantes utilizou o serviço de transporte ferroviário na ida, a partir da Estação Ferroviária de Ermesinde até à Estação Ferroviária de Paredes e no regresso de Estação Ferroviária de Penafiel até Estação Ferroviária de Ermesinde.

    O dia apresentou-se solarengo, apesar das temperaturas terem variado entre os 11º e os 22º, o que não impediu que a caminhada que efetuámos entre Paredes e Penafiel tenha aquecido e disposto bem todos os participantes. Tendo iniciado a caminhada na Estação Ferroviária de Paredes deslocámo-nos por caminhos e estradas secundárias ora acompanhando e atravessando o rio Sousa com enquadramentos muito naturais e bucólicos, ora passando por um antigo caminho empedrado, ora por entre a Quinta da Aveleda, com as suas belas construções rurais e perfiladas vinhas produtoras de tão famoso e prestigiado Vinho Verde, continuando a caminhar em direção à alcantilada e festiva cidade de Penafiel. Uma vez chegados ao sopé e tendo atravessado os diversos prédios urbanos da encosta, ingressámos finalmente no Parque da Feira, tendo realizado um percurso pedestre de cerca 6km.

    Apesar de já estarmos no fim do período da Festa de S. Martinho – entre 9 e 21 de novembro – encontrámos ao longo da antiga estrada os diversos comerciantes ambulantes de vestuário, calçado, ferramentas, as casinhas de farturas e cachorros quentes, os vendedores de castanhas e nozes, os vendedores de doçarias, as tendas das bebidas (atualmente já não as malgas do vinho verde tinto novo, mas mais os shots: caipirinhas, cocktails vários e muitos não identificados) os vendedores de brinquedos, os vendedores de balões e de brinquedos de fazer bolas de sabão para crianças, sem esquecer os vendedores de castanhas assadas, que se iam apresentando pelos cantos. A feira, modificou-se, adaptou-se aos tempos atuais…modernizou-se, pois já não se veem vender as famosas “samarras de Penafiel” – albardas para animais, nem se vê vender gado, nem tão pouco linho em peça e outros produtos que ainda há cinquenta anos se transacionavam nesta feira. Continuando, lá fomos pela Av.ª Sacadura Cabral (artéria que atravessa o centro da cidade, e parte da N15) , Rua Dr. Joaquim Cotta (rua direita… creio que mais torta seria difícil), Rua D. António Ferreira Gomes até ao Santuário da Nossa Senhora da Piedade, mais conhecido por Igreja do Sameiro.

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    Nessa altura, começámos a sentir vontade de algum abastecimento e voltámos bem perto da Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, por trás da Igreja da Misericórdia, próximo da Câmara Municipal de Penafiel, onde, do Largo de Nossa Senhora de Ajuda, passámos por uma velha arcada – que dizem ter sido uma das entradas da velha fortaleza medieval – hoje pouco conservada; passámos para o início do Caminho de Pussos, onde a CMP, organiza anualmente recinto de alimentação, em grande parte coberto, não fora S. Pedro agraciar a Festa de S. Martinho com chuva ou frio. Neste recinto, encontrámos associações, clubes, restaurantes, particulares que vendem as suas sopas-caldo de nabos, papas de nabiças, papas de sarrabulho, etc.; os seus porcos assados no espeto; as febras e os entrecostos grelhados; os bolinhos de bacalhau,os rissóis, as pataniscas, as trouxas; o pão com chouriço; e também as pizas e as sandes de leitão; os doces tradicionais, conventuais; os vinhos verdes de pipa: branco e tinto, mas também refrigerantes: “seven-up” e “coca-cola”; e a fazer presença e ganhar terreno: espumantes e que bem representados (Murganheira). Neste recinto, o grupo combinou uma certa liberdade de opções em que acabámos por saborear umas tantas castanhas “assadas sobre o pote”.

    Após o nosso repasto de feira, dirigimo-nos através da velha urbe, Hospital Arrifana de Sousa, rua Ruival de Cima, Tv.ª Penedo, Av.ª Manuel da Rocha Melo até à Estação Ferroviária de Penafiel, tendo realizado um percurso de cerca 4km – em que percebemos a disfuncionalidade e falta de ligação quer de caminhos para peões, quer de estradas para veículos, quer de transportes entre o centro da cidade e a estação ferroviária.

    Por fim, regressámos a Ermesinde, tendo registado satisfação e contentamento por parte dos participantes nesta atividade, na qual e apesar de repartida e sem sentirmos grande esforço, realizámos uma caminhada de cerca 14km.

    A. Almeida Santos

     

     

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