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Edição de 31-01-2023
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    Arquivo: Edição de 20-09-2021

    SECÇÃO: Saúde


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    Medicina de A a Z (Continuação)

    CATARATA

    Trata-se da opacificação dos tecidos dos olhos. Para podermos ver, a luz ambiente tem de entrar nos olhos e incidir na retina (membrana sensível à luz que temos no fundo do olho), tal como acontece numa máquina fotográfica (a máquina fotográfica foi inventada antes de se saber como os olhos funcionavam). Para que tal aconteça são necessários muitos mecanismos, dos quais se salientam dois: uma lente (o cristalino) localizada logo atrás da pupila (a “menina do olho”). E tecidos de passagem da luz totalmente transparentes. Uma máquina fotográfica com a lente suja não tira boas fotografias. A catarata mais vulgar é a opacificação do cristalino e ocorre com muita frequência nas idades mais avançadas. A solução é apenas cirúrgica: tira-se o cristalino e no seu lugar coloca-se uma lente artificial. Corrige-se a opacificação, mas a pessoa deixa de ter a capacidade de adaptar os seus olhos para ver ao perto ou ao longe, de acordo com a sua vontade. Pelo que terá de utilizar os chamados “óculos progressivos”, dotados duma lente especial que permite que a pessoa veja para o perto e para o longe.

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    CATETERISMO

    Trata-se dum ato médico que consiste em introduzir um tubo fino (cateter) um qualquer orifício corporal. Por vezes esse orifício não existe e é preciso criá-lo cirurgicamente. O caso mais conhecido de cateterismo é o “cateterismo cardíaco”: faz-se um orifício numa qualquer artéria ou veia (habitualmente na virilha) e introduz-se um tubo plástico muito fino por essa veia até ao coração. Esta técnica é muito utilizada para procurar apertos nas artérias coronárias (artérias próprias do coração), nomeadamente nos doentes que sofrem de enfartes do miocárdio (ver abaixo) ou angina de peito (ver acima). Neste caso o procedimento é o seguinte: faz-se um pequeno orifício na artéria femoral do doente (na região da virilha). Por esse orifício introduz-se um cateter, que tem a extremidade opaca ao RX. Através duma ampola de RX pode acompanhar-se a progressão da extremidade do cateter. Orienta-se esse cateter até à origem das artérias coronárias. Quando aqui chegar injeta-se pelo cateter um líquido opaco ao RX e consegue-se ver a anatomia das artérias coronárias. Se for descoberto um aperto, o doente pode ser submetido a uma intervenção cirúrgica de substituição da artéria obstruída (coronarioplastia) e evitar desta forma um futuro e perigosos enfarte agudo do miocárdio.

    CEFALEIA

    Trata-se da vulgar “dor de cabeça”. As causas de cefaleia são muito variadas, desde problemas da coluna cervical até às graves doenças do próprio cérebro. A primeira abordagem a uma cefaleia é o analgésico, sendo o Paracetamol o analgésico de eleição. Mas se a cefaleia não resolve com este analgésico, ou for muito frequente ou intensa, a pessoa deve ser observada pelo seu médico assistente habitual, que fará alguns exames para descobrir a razão da cefaleia. Caso seja necessário, envia essa pessoa para uma consulta especializada (neurologia).

    CELULITE

    Este termo refere-se a uma inflamação (normalmente infeção) da gordura que existe por baixo da pele (tecido celular subcutâneo). Esta situação pode ser muito grave, pois a gordura é um ótimo meio de cultura para muitas bactérias. Utiliza-se mal este termo para designar o que se pode chamar de “pele em casca de laranja” que se nota quando se aperta da pele entre os dedos. A “pele em casca de laranja” pode ser completamente normal ou ser provocada por algum grau de obesidade. A pele possui uma espécie de ligamentos que firmam a epiderme (a parte mais exterior da pele) à profundidade. A melhor forma de controlar o peso é através do cálculo do Índice de Massa Corporal (ver abaixo) e não a apertar a pele pois, dessa forma, apenas estamos a olhar para a impressão na epiderme dos tais ligamentos falados atrás.

    CHOQUE (ESTADO DE)

    Trata-se duma situação muito grave que sem tratamento pode ser mortal. O Choque mais comum é o “Choque Hemorrágico”: se houver uma perda de sangue muito importante, os valores de Tensão Arterial descem, a frequência cardíaca aumenta, o doente fica pálido e a suar e se não for tratado de imediato, pode morrer. O tratamento imediato é a reposição do volume sanguíneo recorrendo, numa primeira fase, à administração de soro numa veia. Pode ser necessária uma ou mais transfusões de sangue. O tratamento que se pode fazer a este doente enquanto não chega o socorro profissional – INEM – é tentar suster a hemorragia se esta for por uma ferida da pele. Deve deitar-se o doente de costas e levantar-lhe as pernas. Desta forma, o sangue das pernas desce para a parte central do corpo, onde é mais necessário. Há outros tipos de Estado de Choque e um deles é o Choque Anafilático. É provocado por uma alergia aguda (picada duma abelha, algum medicamento, etc.). Neste caso, o organismo reage duma forma muito violenta e há uma dilatação generalizada do leito vascular, originando os mesmos sintomas (baixa da tensão arterial, aumento da frequência cardíaca, palidez e suor). O tratamento imediato é o mesmo, mas verificada a causa alérgica, não se faz normalmente transfusão de sangue, mas administram-se medicamentos específicos para combater o estado alérgico.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José Campos Garcia*

    *Médico

     

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