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Edição de 30-11-2021
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    Arquivo: Edição de 20-09-2021

    SECÇÃO: Cultura


    Serra em Canto

    Teatro na e pela Natureza

    2.ª cena - “O vento que percorre os Caminhos-de-ferro / Chefe de Estação”, alusão às vias ferroviárias que servem o concelho, sobretudo à estação de Ermesinde
    2.ª cena - “O vento que percorre os Caminhos-de-ferro / Chefe de Estação”, alusão às vias ferroviárias que servem o concelho, sobretudo à estação de Ermesinde
    No último fim de semana de agosto (dias 28 e 29) na Serra de Santa Justa houve teatro na e pela natureza, no lindo palco bucólico da Serra, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Valongo e do ENTREtanto Teatro. Com entrada gratuita, mas que obrigou à pré-inscrição, centenas de pessoas (usando máscara e cumprindo as normas da DGS) tiveram a agradável surpresa e oportunidade única de apreciarem cerca de três dezenas de cenas, interpretadas por outros tantos atores, que participaram no espetáculo final como conclusão de mais uma formação (a 29.ª) promovida pelo “ENTREtanto Formação Teatro Adulto 2021”, com a assinatura de Júnior Sampaio.

    Os 31 atores (alguns ligados a grupos de teatro da nossa cidade), por ordem alfabética, foram os seguintes: Álvaro Sampaio, Beatriz Villas-Bôas, Catarina Ferreira, Cátia Costa, Cátia Rodrigues, Cristina Pereira, Daniel Marques, Diana Guedes, Elsa Carneiro, Érica Silva, Hernâni Azevedo, Irina Sousa, Isabel Campos, Jacinta Quelhas, Jaque Lodi, Joana Cabêda, Jorge Cunha, Laura Avelar Ferreira, Luís Dias, Mário Soares, Margarida Baldaia, Maria Fernanda Rodrigues, Mário Sá, Nuno Sousa Pereira, Sandra Vieira, Susana Vieira, Sofia Nunes, Sofia Príncipe, Telma Lopes, Tina Bastos e Vítor Russo.

    2.ª cena – Referência ao santuário de Santa Rita, em Ermesinde
    2.ª cena – Referência ao santuário de Santa Rita, em Ermesinde
    As cenas que se prolongaram por umas centenas de metros, na parte da Serra que fica por detrás da Capela de Santa Justa, foram estas: 1.ª - O vento que canta a lenda de Susana e Donnus...; 2.ª - O vento que percorre os Caminhos-de-ferro / Chefe de Estação...; 3.ª - O vento que leva o cheiro do ouro para os fojos Romanos...; 4.ª - O vento que preenche o imaginário da Serra de Cuca Macuca...; 5.ª - O vento que sustenta a lida das Carquejeiras...; 6.ª - Este vento que doa os feitos de D. Ermesenda...; 7.ª - Este vento que corre com os Desportistas e reverencia o Ambiente...; 8.ª - Este vento que chora no canto da Moura Encantada...; 9.ª - Este vento que sana a Leprosa...; 10.ª - Este vento que permite visitas de OVNIs...; 11.ª - Este vento que da história nasce o teu pão, Mollet...; 12.ª - O vento que batalha na Ponte Ferreira e canta reis e rainhas, D. Maria II, D. Pedro IV e D. Miguel...; 13.ª - Este vento que direciona a água da Fonte...; 14.ª - Este vento que seca a roupa límpida das Lavadeiras...; 15.ª - Este vento que conta os sons dos Animais da Serra e aconchega os fósseis, Fóssil Trilobite...; 16.ª e 17.ª - Este vento que guia ao mar a dança do Rio Ferreira e do Rio Leça...; 18.ª - Este vento que anuncia o Futuro, o Sonho...; 19.ª - O vento que planta sementes de Liberdade / Semeador...; 20.ª - O vento que refresca o trabalho árduo do Mineiro / Ardósia...; 21.ª - Este vento que inebria de alegria o sabor do Vinho...; 22.ª - O vento que leva peregrinações à Santa Rita...; 23.ª - O vento que acompanha os Desportistas e reverencia o Ambiente...; 24.ª - Este vento que transforma a fé nos festejos das Bugiadas e Mouriscadas...; 25.ª - O vento que leva a brisa e o homem à sua infância mais pura, Brinquedos Tradicionais...; 26.ª - Este vento que canta, planta e alimenta os moinhos e as mãos da Padeira / Regueifa e Biscoito...; 27.ª - O vento que possui o sopro divino de Santa Rufina e Santa Justa...; 28.ª - Este vento que mantém viva a memória da Cuca Macuca; 29.ª - Este vento que guia e leva as papeladas, as entrajadas, as deixas, as Sátiras, o Enterro do João e os Reiseiros ao atual Teatro. O vento que “soprava” numa interessante melodia fez a ligação entre cenas, como se estivéssemos no mesmo palco, só que não eram os atores que mudavam eram os espetadores que se deslocavam de cena para cena!

    Foi a concretização de uma ideia excelente que proporcionou uma atuação notável e a comunhão perfeita do teatro com a história local/lendas de todo o concelho e com o ambiente, deixando passar a mensagem de que somos natureza e respeitando-a, estamos a respeitar-nos a nós próprios.

    12.ª cena – Também não foi esquecida a Batalha da Ponte Ferreira e as guerras liberais entre absolutistas e liberais que também se travaram aqui, ao tempo S. Lourenço de Asmes
    12.ª cena – Também não foi esquecida a Batalha da Ponte Ferreira e as guerras liberais entre absolutistas e liberais que também se travaram aqui, ao tempo S. Lourenço de Asmes
    Concluímos com as palavras de Júnior Sampaio que explica o que foi “Serra em Canto”:

    «Um canto poético ao concelho de Valongo…

    Uma idílica entrega à sua história e às suas lendas, com o seu povo e as suas figuras emblemáticas…

    Uma caminhada cultural pelo Circuito de Contemplação na Serra de Santa Justa…

    Um percurso de 700m (ida e volta), que se inicia junto à Capela de Santa Justa, unindo povos, culturas e sonhos…

    Um espetáculo que se apropria da luz diurna para realçar toda a visão oferecida pela natureza da Serra…

    Um universo artístico, onde o texto, a encenação, os figurinos, os adereços e a música alimentam as criações envolventes dos atores/formandos…

    Um… Uma… “Faz-te em silêncio… Escuta a tua memória… Aqui encontrarás o canto dos teus antepassados… Aqui glorificarás os teus feitos…”».

     

     

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