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Edição de 20-10-2021
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    Arquivo: Edição de 30-06-2021

    SECÇÃO: Local


    Centro Social de Ermesinde aprova unanimemente o Plano de Atividade e Orçamento para 2021 e as Contas de 2020

    Fotos MANUEL VALDREZ
    Fotos MANUEL VALDREZ
    De forma unânime o Centro Social de Ermesinde (CSE) aprovou em Assembleia Geral (AG) na passada noite de 15 de junho o seu Plano de Atividades e Orçamento para 2021 e o Relatório de Atividades e Contas relativos ao exercício de 2020.

    Tal como foi inicialmente explicado quer pelo presidente da AG, Abílio Vilas Boas, quer pelo presidente da Direção do Centro, Henrique Rodrigues, o primeiro documento estava a ser apresentado aos associados fora do tempo próprio, isto é, deveria ter sido apresentado até 30 de novembro de 2020, e estava agora a ser colocado à apreciação e votação quando o exercício já vai a meio, e portanto de alguma forma o que estava nele contido como previsão em metade já está realizado. Mas a razão para este sucedido era simples, e prendia-se com a pandemia, que condicionou a realização de eventos de natureza cooperativa, como assembleias gerais, por razões de saúde pública, durante quase todo o ano de 2020. Mesmo assim, Henrique Rodrigues achou por bem tecer algumas notas sobre o documento, começando por salientar que este orçamento previa uma situação de equilíbrio, ou seja, que estavam previstos resultados positivos no fim do exercício de cerca de 16.000 euros. Um valor que segundo o dirigente pode ser alterado por fatores que poderão ter um grande impacto nas contas. Ou seja, do lado da despesa não está ainda assinado o contrato coletivo de trabalho relativo ao setor, o qual segundo o dirigente será assinado com os sindicatos nos próximos tempos, o que significa pois que ainda não se conhecem os critérios de atualização das remunerações dos trabalhadores na medida em que a contratação coletiva não fixou ainda essa variável. Do lado da receita também persiste uma indefinição relativamente a uma das principais fontes de receita da instituição, isto é, as verbas da cooperação com a Segurança Social, porque não foi ainda assinada pela confederação que representa as instituições particulares de solidariedade social e o Governo o compromisso de cooperação que define os valores de comparticipação das respostas sociais. «Não sabemos qual vai ser a percentagem. De qualquer forma, o que eu estimo é que esse valor da comparticipação da Segurança Social dos acordos de cooperação será superior ao aumento de encargos relativamente à atualização das remunerações. E portanto, pelos pressupostos definidos eu creio que no final do exercício teremos um resultado superior a estes 16.000 euros que estão na previsão», referiu o presidente da Direção. Do ponto de vista do plano de investimentos, Henrique Rodrigues deu conta que a instituição contraiu um empréstimo junto do Montepio Geral, através de uma linha de crédito para apoio à Economia Social, com garantia pública, no montante de 500.000 euros para liquidez de tesouraria para fazer face às despesas com a empreitada de remodelação do edifício da Creche e do Jardim de Infância, do lar, de uma casa do largo da antiga feira para o Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), bem como a reabilitação de uma outra casa no mesmo largo a fim de expandir a Escola de Segunda Oportunidade de Valongo. Findas as explicações do presidente da Direção o documento foi colocado à votação, tendo então sido aprovado por unanimidade.

    ELOGIO AOS TRABALHADORES PELO

    PAPEL DESEMPENHADO

    EM CONTEXTO DE PANDEMIA

    foto

    O ponto seguinte da Ordem de Trabalhos aludiu ao Relatório de Atividades e Contas de 2020. Na explicação do documento, Henrique Rodrigues começou por deixar uma nota de agradecimento aos trabalhadores do CSE, pelo esforço, competência e dedicação no ano de 2020, designadamente a partir de março, pelo papel que tiveram em manter a instituição em bom navegar e para não cessar nem diminuir a qualidade dos serviços prestados aos utentes e à população em contexto de pandemia grave.

    Acrescentaria que a pandemia trouxe repercussões à instituição, com o encerramento de atividades presenciais da Creche, da Creche Familiar, do Jardim de Infância e do ATL, durante 3 meses, suspensão esta que levou à redução em 50% das comparticipações dos utentes e suas famílias, ou seja, traduziu-se numa perda de receita na ordem dos 106.000 euros. Por outro lado, os constrangimentos e as imposições das autoridades de saúde no sentido da criação de horários em espelho e do reforço em recursos humanos para diminuir o nível de contacto entre trabalhadores e os utentes, acabou por se traduzir num aumento de despesas com pessoal de cerca de 170.000 euros.

    O presidente da Direção sublinharia que o fim do exercício foi atingido com valores positivos de cerca de 82.000 euros após amortizações, e de cerca de 192.000 positivos antes da amortizações, e que estes são valores idênticos aos de 2019.

    Explicou ainda que a referida perda de receitas de 106.000 euros de comparticipações dos utentes mais cerca de 100.000 euros para o reforço das equipas, foram de alguma forma compensadas com o aumento das comparticipações públicas em 282.000 euros, que correspondem à atualização dos acordos de cooperação da Segurança Social, na ordem dos 119.000 euros, «sendo que a esse respeito queria assinalar que mesmo as atividades que foram suspensas e que deixaram de ter utentes durante 3 meses mantiveram na íntegra a comparticipação da Segurança Social para apoio ao funcionamento», explicou. Depois houve recurso ao Programa MAREESS, que é um programa desenvolvido pelo IEFP para colocação de trabalhadores desempregados inscritos no centro de emprego para apoio, mais precisamente, às respostas sociais da terceira idade, como são os casos do lar e do SAD, em que a remuneração é paga pelo CSE mas o valor é reembolsado através do IEFP. Deu conta ainda do facto de a valência Centro de Formação, que normalmente é deficitária, ter reduzido o défice de 18.000 euros p}ara 2300 euros, bem como o facto de o SAD ter tido um acréscimo financeiro de cerca de 11.000 euros, sendo estes em seu entender os movimentos mais significativos de evolução das respostas sociais desenvolvidas pela instituição.

    Colocado à votação este Relatório de Atividades e Contas de 2020 recebeu a aprovação unânime por parte dos associados.

    Por: MB

     

     

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