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Edição de 30-04-2022
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    Arquivo: Edição de 30-04-2021

    SECÇÃO: Saúde


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    MEDICINA DE A a Z (Continuação)

    ANGINA (DE PEITO)

    Trata-se duma dor tipicamente em aperto que o doente sente na parte anterior do tórax (peito) e pode corresponder a uma situação grave do coração. Qualquer dor no peito que dure mais de alguns segundos deve ser investigada. Se a dor não passar espontaneamente, obriga a consulta num Serviço de Urgência, pois pode tratar-se duma situação cardíaca muito grave chamada “Enfarte Agudo do Miocárdio” (ver abaixo). Classicamente a Angina de Peito é provocada pelo esforço (Angina de Esforço), embora haja outros tipos de Anginas de Peito que não são desencadeados pelo esforço. A Angina de Esforço é devida a um aperto numa artéria do próprio coração (artéria coronária) que, durante um esforço e com a consequente necessidade de mais oxigénio por parte do músculo cardíaco, deixa de poder conduzir mais sangue (porque está apertada). É como os engarrafamentos de trânsito nas nossas estradas em horas de ponta. O músculo cardíaco precisa de mais oxigénio, as artérias apertadas não lho conseguem dar e o músculo vai entrar em “Isquemia” (falta de Oxigénio). O sintoma é a dor. Só por exames médicos (Eletrocardiograma e análises) se pode distinguir a Angina de Peito do verdadeiro Enfarte Agudo do Miocárdio. Há vários medicamentos que podem reduzir a gravidade da Angina de Peito, mas o único tratamento definitivo é cirúrgico. Pode ser possível dilatar a artéria cardíaca apertada, ou pode ser necessário substituí-la por outra, numa cirurgia chamada “Coronarioplastia”, em que se vai buscar uma veia menos importante a alguma parte do corpo e colocá-la no sítio da artéria coronária doente. É uma cirurgia complicada mas, felizmente para todos nós, faz-se de rotina em todos os hospitais com Serviço de Cirurgia Cardiotorácica. Em Portugal existem vários centros nas principais cidades do País e inclusivamente alguns hospitais privados podem realizar esta cirurgia.

    ANOSMIA

    Perda do sentido do cheiro. Este termo veio para o conhecimento popular por ser um dos sintomas de Covid-19. O cheiro é sentido numa membrana que forra as fossas nasais (a membrana pituitária). A lesão desta membrana leva à perda do sentido do olfato. Esta perda pode ser também provocada por lesão da área cerebral destinada à receção dos estímulos vindos da membrana pituitária ou do nervo que os transporta (nervo olfativo). As causas mais comuns da perda do olfato são a “constipação” e a rinite, sendo esta perda passageira. Mas se durar mais do que uns poucos dias, depois de resolvida a constipação ou a rinite, a pessoa deve ser observada por um médico Otorrinolaringologista (vulgarmente conhecido por médico Otorrino), para despistar outras causas.

    ANSIEDADE

    É uma sensação vaga, “interior”, de medo sem motivo aparente ou por antecipação a um evento desagradável. Pode sofrer-se de ansiedade quando se vai para o Bloco Operatório. Ou pode sofrer-se de ansiedade quando se vai pedir a namorada em casamento… Neste caso trata-se de antecipação de um evento agradável, mas carregado de forte pendor emocional. A ansiedade é uma emoção e, por isso, é eminentemente Humana. Os sinais habituais são nervosismo, batimento cardíaco rápido, sensação de “nó no estômago”, por vezes sudação e extremidades frias. A ansiedade, por si só, não oferece qualquer perigo, pois é uma reação natural da Pessoa. Mas se for exagerada ou muito frequente, sem causa aparente, pode necessitar de tratamento especializado (médico Psiquiatra) com recurso a certo tipo de fármacos (ansiolíticos).

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    ANTICOAGULANTE

    Trata-se dum medicamento (ou classe de medicamentos) que têm por objetivo retirar ao sangue parte da sua capacidade de coagular. A coagulação do sangue é um fenómeno muito complexo que tem como objetivo evitar hemorragias. Quando se sofre um ferimento e esse ferimento sangra, ao fim de alguns minutos deixa de sangrar porque os fenómenos de coagulação “taparam” os vasos sanguíneos feridos. Mas há situações em que se torna necessário usar estes medicamentos para reduzir esta capacidade do organismo, embora com o risco de simples hemorragias poderem ser mais graves. É um risco calculado para resolver – ou prevenir – uma situação mais grave. Apresentam-se dois exemplos. O caso duma pessoa que foi operada com substituição de válvulas cardíacas. O material com que se fabricam as válvulas artificiais pode, por si só, desencadear os fenómenos da coagulação que, neste caso, iria pôr a vida do doente em risco. Para além de entupir as válvulas, um coágulo poderia soltar-se e provocar um AVC (ver abaixo). Ou o caso duma pessoa que sofre de varizes (ver abaixo) e sofreu uma trombose numa variz. O anticoagulante vai ser necessário para dissolver o coágulo, impedir a formação de mais coágulos e prevenir que algum coágulo se solte e vá provocar um AVC. As pessoas que tomam anticoagulantes fazem análises regulares para que a capacidade de coagulação se situe em valores não perigosos. Há anticoagulantes modernos que não necessitam deste tipo de controlo.

    ANTICORPO

    É uma substância produzida pelo sistema imunitário como defesa em relação a uma substância estranha que entra no organismo (antigénio, ver abaixo). Aproveitando a atual pandemia Covid-19, quando o vírus é “sentido” pelo sistema imunitário, este fabrica anticorpos dirigidos a esse vírus com o propósito de o matar. Os anticorpos são proteínas muito especializadas chamadas “imunoglobulinas”, de que há vários tipos. Muitas imunoglobulinas dão proteção durante muitos anos e o seu fabrico pelo organismo está na base das vacinas. Curiosamente existem doenças do sistema imunitário que o levam a produzir anticorpos contra o próprio organismo (autoanticorpos). Estas doenças tratam-se com medicamentos que baixam a capacidade do sistema imunitário fabricar anticorpos. Mas colocam o doente em risco de desenvolver outras doenças, por exemplo, infeções.

    ANTIGÉNIO

    É uma substância estranha ao organismo que, quando em contacto com o sistema imunitário, leva à produção de anticorpos (ver acima). Os antigénios normalmente são proteínas. Usando de novo a atual pandemia Covid-19, as proteínas que constituem o invólucro do vírus podem desencadear uma resposta do sistema imunitário destinada a inativá-las e, dessa maneira, matar o vírus. As vacinas funcionam como antigénios que se introduzem, normalmente por injeção, no organismo da pessoa, levando o sistema imunitário a formar anticorpos contra os constituintes da vacina. Se essa pessoa, já com anticorpos, sofrer o “ataque” do vírus, o seu sistema imunitário responde rapidamente formando mais anticorpos que vão inativar o vírus antes que ele possa produzir a doença.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    José Campos Garcia*

    *Médico

     

     

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