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Edição de 31-12-2021
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    Arquivo: Edição de 30-04-2021

    SECÇÃO: Destaque


    Revisão do Plano Diretor Municipal de Valongo

    No passado dia 15 de abril teve lugar, por videoconferência, a terceira sessão participativa de propostas do Processo Participativo da 2.ª Revisão do Plano Diretor Municipal, sob a dinamização de investigadores da Universidade de Aveiro, coordenados pelo docente José Carlos Mota.

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    Cerca de meia centena de valonguenses, sobretudo ligados às coletividades pois, desta vez o Convite era dirigido às Associações Culturais, Desportivas, Recreativas e Sociais de Valongo, com a presença da Vice-Presidente da Câmara de Valongo, Ana Maria Rodrigues, de vários autarcas, em particular dos Presidentes das Juntas de Freguesia, nomeadamente da de Ermesinde e de Valongo, participou ativamente nesta sessão, que tinha como principais objetivos: «Rever e validar as conclusões do trabalho da etapa anterior (memórias e diagnóstico do território); Conhecer o tecido associativo de Valongo e as suas expectativas; Discutir as sugestões de objetivos e propostas para o futuro e propor ações experimentais que possam contribuir para potencializar os recursos ou solucionar os problemas diagnosticados».

    Com o procedimento habitual, depois da sala geral, em que foi explicado o que se pretendia, os participantes dividiram-se por várias salas para validarem diagnósticos, apresentarem propostas e ações experimentais.

    No capítulo do Associativismo e Coletividades falou-se da criação de uma organização em rede das várias associações, para troca de conhecimentos e, sobretudo, para permitir uma rede intergeracional que promova algumas iniciativas e atividades. Pensou-se até na possibilidade de haver serviços administrativos partilhados por várias associações. Pôs-se ainda em evidência uma aparente deficiência na comunicação entre as coletividades. A verdade é que existe a “Associação das Coletividades do Concelho de Valongo” e até existe no concelho (em Ermesinde), uma delegação da CPCCRD (Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto), cujo responsável, Adelino Soares, um dos membros da Direção Nacional da Confederação, é colaborador habitual do nosso jornal, onde cede muita informação que interessa a todas as coletividades do município e da região.

    No que respeita a “Equipamentos e Infraestruturas” falou-se do Centro Cultural de Campo, do Hotel da Santa Rita, de algum património edificado a conservar, como alguns palacetes na cidade de Ermesinde, de outros a restaurar, como o Cinema de Ermesinde, e da necessidade de equipamentos para Sobrado, da construção de ciclovias e passadiços, da falta de mais equipamentos sociais (creches e lares para a Terceira Idade) e de saúde, nomeadamente destinados à saúde mental e deficiências; melhores passeios e ruas para facilitar a mobilidade pedonal no centro das cidades e das vilas; reformar a sinalética de trânsito para que este possa fluir de forma mais normal no centro das cidades, designadamente a de Ermesinde; aumentar o n.º de espaços desportivos; criar espaços públicos intergeracionais e houve quem propusesse também uma Pousada da Juventude e um Parque de Campismo aproveitando a riqueza paisagística das Serras ou a existência de linhas de água despoluída. Ainda no que respeita ao património, registou-se que Ermesinde é a única freguesia do concelho que não dispõe de um espaço museológico, aconselhando-se a que o mesmo fosse criado e instalado num dos palacetes devolutos no Centro de Ermesinde. Em contexto urbano e socioeconómico voltou a considerar-se prioritária a despoluição de todas as linhas de água do município.

    Em termos do “Social” inventariaram-se várias necessidades, nomeadamente a falta de articulação a nível de recursos e de respostas; a falta de projetos para uso de um banco local de voluntariado, dada a existência de muitos voluntários entre a população residente no concelho; e uma maior aposta na formação, capacitação de dirigentes das associações e instituições concelhias. Pensou-se ainda na criação de um Centro Interpretativo do Concelho de Valongo, para facilitar o trabalho de recolha de património oral, cultural, materiais ligados aos trajes tradicionais e aos ranchos folclóricos, um pouco de tudo aquilo que foi nosso e não está nos livros.

    Em suma, foi mais uma jornada muito interessante de reflexão e partilha que certamente terá impacto na próxima futura revisão em sede de Plano Diretor Municipal.

     

     

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