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Edição de 31-12-2021
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    Arquivo: Edição de 28-02-2021

    SECÇÃO: Crónicas


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    EU SOU O MAR! O MAR SOU EU!

    A Cris e os Maneis!

    Após dez meses de confinamento e de distanciamento social, saio pé ante pé da minha redoma.

    Máscara sob máscara, álcool gel, luvas e aos tropeços, por os óculos embaciarem, vou à procura dos conhecidos.

    Lá me dizem as novidades. Sim para eles o confinamento é uma treta. Já passaram por tudo. O alzheimer é que não os deixa lembrarem-se. Senão dir-me-iam tudo.

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    A Cris, a Cris só fala do Casinhas, Casinhas para cima, Casinhas para baixo. Pensei logo que esta juventude é danada para o negócio. Meteu-se no ramo imobiliário. Vou ter que lhe falar. Se me arranja uma casa, porque casinha ou melhor um barraco já eu tenho. Fica à beira do Leça, com uma levada de água choca por vizinhança. A minha Laica está treinada para os apanhar. Julga que os ratos são brinquedos e os vizinhos acham que são Lontras. Não é medricas, mas por vezes vem a ganir e refugia-se no meio dos meus pés.

    Agora falam do Ruben. Que Ruben!? Devias escolher, aqui o Manuel. Maneis, há miles de Maneis. Só aqui na terra das “gajas boas” há miles de miles de Maneis. Tinhas milhões de miles de seguidores. O mais jeitoso sou eu. Acredita. Independentemente da idade e por não ser narcisista, até sou bem parecido. Sou calvo, tenho a vantagem de não precisar de rapar o cabelo pelos lados. Um pouco, sim um poucochinho estrábico.

    Desdentado e com cáries, que me dá um ar bem popular, não desfazendo. Não tenho barriga nem abdominais que também fica bem. As calças é que são um problema. Mas tenho umas no baú, que eram quando regava o milho em novo. Um pouco justas ao fundo e ficam por ali, quase ao meio da canela, que era para as não humedecer. E digo mais. Não quero nada teu. Nada de nada. Se insistires só aceitaria um cartão de crédito. Claro que tenho. Os tipos do banco enganaram-me bem. Disseram: Aqui tem o cartão com x valor. Agora já pode comprar o que quiser. Eu assim fiz. Depois vieram com aquela lenga lenga que tinha que pagar. Com a reforma que tenho não dá. Tive que ir a outros bancos pedir mais cartões. São uns tipos porreiros. Só que agora passam a vida a telefonar. Assim se me desses um cartão, pagava os outros, e tu que tens boa figura negociavas a forma de pagamento com prestações fixas aos tipos. Em contrapartida só quero que não fales a ninguém de mim. O que é da alcofa fica em casa.

    Vieram uns senhores bem intencionados da junta pôr umas fitas brancas e vermelhas à volta dos bancos. Eu e os outros Maneis respeitamos, não somos como alguns que as retiraram e se sentaram aos molhos. Nós não. Um em cada ponta do banco e outros dois ao meio. Claro, sentados entre as fitas para se respeitar o distanciamento social.

    Como era bom eu dizer-lhes. Companheiros, sim por aqui não se usa camaradas, vou ver o programa da minha Cris, que ela hoje vai falar de mim. Imagina, seria logo um reboliço. Todos os outros Maneis a dizerem que era para eles. Há sempre um mais exaltado. Um deles a levantar-se e ameaçar o outro em desequilíbrio que lhe dava um par de estalos.

    (...)

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    Por: Manuel Fernandes

     

     

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