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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 31-01-2021

    SECÇÃO: Saúde


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    UMA QUESTÃO DE SAÚDE
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    Vamos falar da nossa voz?

    Todos os dias comunicamos entre nós e com o ambiente que nos rodeia. Para tal, podemos utilizar diversos tipos de linguagem, nomeadamente a verbal, que se encontra intimamente associada à linguagem não verbal. A voz é um dos elementos que nos permite comunicar, constituindo um aspeto importante da nossa personalidade e identidade, uma vez que cada pessoa tem um timbre diferente.

    ENTÃO E COMO SE PRODUZ A VOZ?

    A voz é produzida pela vibração de duas cordas vocais, localizadas na laringe, provocada pela passagem de ar proveniente dos pulmões, durante a expiração. É esta vibração que produz o som que vai, posteriormente, sofrer alterações pelas estruturas que o ar atravessa, nomeadamente a boca, faringe e nariz, e as estruturas que articulam as palavras, como a língua e os lábios. É assim que cada voz se torna única.

    ASSIM, EXISTEM 4 FASES DA PRODUÇÃO DA VOZ:

    1. Respiração – quando falamos, o ar viaja dos pulmões para a traqueia e desta para a laringe, até à boca;

    2. Fonação – quando o ar passa pela glote (uma estrutura presente na garganta que contribui para a produção da voz), esta pressiona as cordas vocais, separando-as. A sua abertura e fecho rápidos cria uma vibração que transforma o ar em ondas de som;

    3. Ressonância – quando utilizamos músculos para modificar o espaço no tórax, garganta, boca e nariz, que é variável de pessoa para pessoa e que permite ressoar o som;

    4. Articulação – os articuladores (lábios, língua e palato mole, vulgo “céu da boca”) modificam o som criado e produzem as palavras.

    Situações de uso inadequado da voz, como falar alto ou gritar, podem originar uma sensação de garganta arranhada, “cansaço vocal”, dores no pescoço e alterações nas características da voz, como a voz áspera e a rouquidão. Existem, ainda, doenças que provocam alterações na laringe e que impedem a normal vibração ou a aproximação das cordas vocais, como nódulos, pólipos ou quistos das cordas vocais, granulomas vocais e a papilomatose laríngea.

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    E COMO PODEMOS PROTEGER A NOSSA VOZ?

    • Deixar de fumar – o tabaco provoca inflamação das cordas vocais e da laringe, devido à secura provocada pelo fumo e calor do tabaco;

    • Beber líquidos com abundância – privilegiar o consumo de água, cerca de 8 copos por dia;

    • Frequentar locais com utilização adequada de ar condicionado, permitindo um ambiente pouco seco, e com pouco pó;

    • Evitar o consumo de cafeína, presente no café e algumas bebidas gaseificadas;

    • Evitar o consumo de álcool;

    • Evitar tossir ou gorgolejar frequentemente para “limpar” a garganta;

    • Evitar elevar a voz, gritar e, também, sussurrar, uma vez que pode aumentar a tensão das cordas vocais;

    • Evitar certos alimentos gordurosos ou picantes (por exemplo) e comportamentos que possam contribuir para o agravamento de refluxo gastroesofágico (comer imediatamente antes de ir dormir, deitar logo a seguir às refeições).

    Alguns profissionais, como os cantores, professores ou telefonistas, que utilizam mais frequentemente as cordas vocais, assim como os fumadores, correm maior risco de desenvolver problemas deste foro. Na presença de alterações persistentes da voz, deve consultar um profissional de saúde! Os médicos de família, os otorrinolaringologistas e os terapeutas da fala são alguns dos especialistas que o podem ajudar a resolver estes problemas!

    Telma Lopes - Médica Especialista de Medicina Geral e Familiar, Matosinhos

    Catarina Rebelo - Médica Interna de Medicina Geral e Familiar, Matosinhos

     

     

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