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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 31-01-2021

    SECÇÃO: Destaque


    Abriu a Oficina da Regueifa e do Biscoito de Valongo

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    A Oficina da Regueifa e do Biscoito de Valongo já abriu as suas portas ao público, facto ocorrido no Dia de Reis, embora tendo em conta a atual situação pandémica o tenha feito apenas com visitas guiadas, previamente agendadas.

    Localizada no centro de Valongo, a Oficina da Regueifa e do Biscoito «é um espaço dedicado à promoção do património cultural através da recolha, preservação e exibição de objetos e memórias ligadas à panificação como atividade secular do concelho. Este edifício tem como foco homenagear a alma valonguense e evidenciar uma das logomarcas do município, que referencia uma atividade que catapultou Valongo para o mundo com os seus aromas e sabores ancestrais, conseguidos através do árduo trabalho da população local, e que ainda hoje desperta os cinco sentidos», segundo se pode ler no sítio da internet da Oficina.

    Segundo explicação da autarquia valonguense, «trata-se de um moderno espaço cultural com 510 m² de área expositiva, onde o visitante pode contar com uma área audiovisual 3D, integrada na exposição “Do Grão ao Pão”; e uma outra área mais interativa, com jogos, dedicada ao fabrico do biscoito de Valongo. Além da oferta proporcionada pelas visitas ao espaço, a Oficina da Regueifa e do Biscoito de Valongo conta com uma agenda de atividades que pretendem envolver a população local e turística através de caminhadas pela Rota “Do Grão Ao Pão”, conferências, show cookings, workshops, entre outras atividades atualmente condicionadas pela situação pandémica, mas que serão concretizadas logo que a situação epidemiológica o permitir».

    Este equipamento cultural resulta da reabilitação do edifício, até então devoluto, do Quartel dos Bombeiros Voluntários de Valongo e do Teatro Oliveira Zina, cuja construção remonta pelo menos, a 1907. A obra, que contou com o financiamento do programa comunitário Norte 2020, implicou um investimento global de 3.072.224 milhões de euros, incluindo a aquisição do edifício.

    «Este espaço moderno de cultura viva, além do estímulo à regeneração urbana, irá projetar a força de um invulgar património ligado à panificação, desde o roteiro do grão ao pão que liga moinhos de água e de vento, antigas e atuais padarias e biscoitarias na zona histórica, até à marcante Feira da Regueifa e do Biscoito. Tudo se conjugará nesta oficina de promoção da Regueifa e do Biscoito, durante todo o ano, para todo o mundo», salienta José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo, referindo que «a panificação em Valongo é uma tradição muito antiga, que surgiu há pelo menos 500 anos, tendo sido os principais fornecedores de pão ao Porto durante séculos, mas que estava esquecida e por isso invisível, pelo que este investimento estratégico visa despertar toda uma comunidade e suas gentes criativas e talentosas para contarem uma história única, invulgar e inesquecível a quem nos visita».

    A Câmara esclarece ainda que a abertura da Oficina teve de ser adiada por diversas vezes devido à pandemia Covid-19, sendo que a inauguração oficial será agendada oportunamente. Contudo, frisa o autarca, «não podemos ficar paralisados pela pandemia, esta abertura mesmo com os necessários condicionamentos é mais uma prova da resiliência da nossa comunidade».

    José Manuel Ribeiro agradece a todos os que acreditaram neste projeto e participaram, direta ou indiretamente, na sua concretização. «Obrigado aos padeiros e biscoiteiros do município de Valongo de todas as épocas, esta é a homenagem que melhor podemos fazer a esta gente tão extraordinária, que sempre acreditou num futuro com esperança, a maior força de desenvolvimento da humanidade. A Oficina da Regueifa e do Biscoito é um espaço vocacionado para o futuro, com memórias e sensações, que nasceu da profunda paixão pela história e cultura deste fantástico e invulgar município, que nos confere a força do nosso carácter coletivo e nos caracteriza e distingue no espaço metropolitano onde vivemos e existimos, quer ao nível das tradições materiais e imateriais, quer ao nível do património natural e humano», conclui.

    Não deixar morrer a memória em torno do fabrico do pão e do biscoito que caracteriza o concelho é um dos objetivos deste projeto, assim como homenagear os valonguenses que através desta atividade profissional puseram o nome de Valongo no mapa. Mas há muitas razões para visitar a Oficina da Regueifa e do Biscoito, designadamente:

    - A Oficina da Regueifa e do Biscoito de Valongo alia a vertente teórica característica de um espaço museológico ao dinamismo proporcionado pelas novas tecnologias e pela vertente prática dos workshops;

    - É um espaço que não só resulta da interação com a comunidade local a vários níveis como tenciona prolongar esta relação no tempo – as doações de espólio para a exposição e os testemunhos na primeira pessoa (inclusive através de um holograma) são exemplos dessa envolvência.

    - Através de workshops e outras atividades como ateliers e ações de formação, a Oficina pretende passar às gerações mais jovens os saberes do fabrico do pão, da regueifa e do biscoito tradicionais.

    Além das primeiras visitas, o dia da abertura ficou marcado pela realização do debate «Regueifa e Biscoito de Valongo - Um Passado Sempre Presente», no âmbito do ciclo de debates Logomarcas de Valongo - Salvaguarda da identidade de Valongo.

    Os interessados em visitar a Oficina poderão fazer a sua reserva online (em oficinadaregueifaedobiscoito.pt/agenda), por via telefone (222 400 014), através do endereço eletrónico visitas.orbv@cm-valongo.pt, ou, em último caso, presencialmente. Com o objetivo de garantir a segurança de todos, apenas é permitida a presença de cinco visitantes em simultâneo. Por essa razão, todas as visitas são guiadas por um colaborador, sendo obrigatório o seu agendamento prévio. Nesta fase inicial, e tendo em conta a atual situação pandémica, a visita ao espaço vai ser gratuita. Terminado este período, a taxa de visitação é de 4 euros para adultos, de 3 euros para jovens (13-17 anos) e de 2 euros para crianças (6-12 anos). Há ainda packs para grupos a 3 euros por pessoa ou para famílias a 7 euros no total.

     

     

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