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Edição de 30-11-2020
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    Arquivo: Edição de 31-10-2020

    SECÇÃO: Opinião


    Reflexão Covid - Uso de Máscara de Proteção

    O uso de máscara é aconselhável quando o distanciamento social de 2 metros, pelo menos, não puder ser garantido. O seu uso obrigatório na via pública foi aprovado em Assembleia da República e já está implementado.

    Seria exaustivo demais se me referisse a cada uma das máscaras e materiais. Fico-me pelo conceito base que justifica estas máscaras.

    Como disse, o vírus aloja-se nas vias respiratórias. Ao tossir ou espirrar, ele pode ser arrastado pela corrente de ar. Mas vem sempre “dissolvido” em gotículas de saliva ou outras secreções respiratórias. O objetivo da máscara é o de impedir que estas gotículas, com dimensões entre 1 milímetro e alguns mícrons (a milésima parte dum milímetro) sejam lançadas para o meio ambiente, que poderiam ser inaladas por outra pessoa, Além disto, as gotículas depositam-se em variadas superfícies, onde o vírus fica ativo durante um período de tempo variável, mas que pode ser de vários dias. Dependendo do meio em que a pessoa se encontra deverá utilizar uma máscara de características específicas. Não é a mesma coisa encontrar-se numa superfície comercial ou numa sala de espera dum hospital. Pelo que, normalmente, à entrada do hospital seja fornecida uma máscara (cirúrgica) para utilização durante a estadia no hospital que, teoricamente, deveria ser mudada de quatro em quatro horas. E deve ser descartada à saída. Estas máscaras encontram-se à venda no comércio normal e devem ter o selo de aprovação da UE, como garantia de proteção eficaz. São de utilização única e nunca por um período superior a quatro horas. No caso de ficarem húmidas devem ser descartadas e substituídas por outras, pois a máscara húmida não evita (ou não evita garantidamente) a difusão do vírus para o meio ambiente.

    Erros mais comuns

    Cometem-se demasiadas vezes alguns erros, que é necessário evitar:

    1. Não andar com o nariz fora da máscara, nomeadamente “para respirar melhor”.

    2. Não andar com a máscara pendurada no cotovelo. Não esquecer que é para aqui que espirramos ou tossimos, pelo que será a zona do corpo potencialmente mais infetada…

    3. Não andar com a máscara “no queixo” quando queremos andar sem ela. O queixo e o pescoço são das áreas mais húmidas do corpo.

    4. Não reutilizar a máscara tipo cirúrgico nem a utilizar para além de, no máximo, quatro horas ou quando já se encontra húmida.

    5. Não descartar a máscara que não seja para o contentor do lixo comum. Nem é uma embalagem, nem é um resíduo orgânico.

    6. Não tocar na máscara “para a ajustar”. Se tal for necessário, tocar-lhe apenas no bordo superior da mesma, junto ao clipe do nariz. E, eventualmente, no bordo inferior, para reajustar ao queixo.

    7. Não guardar a máscara no bolso. O atrito destrói o filtro, que é químico. Guardá-la dentro dum vulgar envelope.

    8. Não guardar as máscaras usadas (para reutilização) num saco de plástico. O saco é impermeável e a máscara mantém-se húmida.

    9. Cuidado ao lavar a máscara social. Ou lavá-las à mão em água tépida e um sabão neutro, ou utilizar um programa para roupas delicadas e nunca acima de 40º.

    10. Em tempo de chuva evitar deixar que a máscara se molhe. E se tal acontecer, descartá-la e usar outra.

    11. Nas máscaras com filtro, mudar o filtro regularmente, dependendo da sua utilização. Eu, como uso pouco a minha, pois a maior parte do tempo utilizo uma máscara profissional, estou a mudar o filtro da máscara semanalmente. Mas já cheguei a mudá-lo de dois em dois dias, nos dias mais quentes do verão e quando estava de férias.

    José Campos Garcia*

    *Médico

     

     

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