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Edição de 30-11-2020
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    Arquivo: Edição de 31-10-2020

    SECÇÃO: Local


    CARTAS AO DIRETOR

    Tantos amigos (sem pão)

    foto
    Como prometido aqui estou abordando o assunto da pobreza. Não me refiro à infelicidade de quem é verdadeiramente pobre e necessita da ajuda mesmo dos que pouco têm. O que revolta è mesmo a pobreza de espírito; a vaidade; diria mesmo a estupidez, daqueles que se julgando ricos e privilegiados por todo o amanhã fora; escandalosamente deitam ao abandono tanto e tanto que é ainda útil, diria mesmo que há artigos no lixo, que apresentam estado de nunca terem sido utilizados, em especial roupas, montes de roupas e calçado. E depois o complemento de móveis e eletrodomésticos; com defeitos que até o mais ignorante resolveria quiçá: muitos os resolvem. Quase novos e muitos antigos de inestimável valor, muitos certamente comprados com sacrifício de seus antigos familiares, para disfarçar de inutilidades, na hora do abandono são partidos e vandalizados, para que mais ninguém os aproveite, conheço quem os procure e tente recuperar, para uso próprio, ou oferta a amigos, até mesmo ganhar uns euritos. Torna-se até repugnante viver com certa sociedade de consumo, que tanto tem para esbanjar; pergunto-me, será que lhes sobram uns cêntimos, para ajudar quem não tem pão para si e seus familiares? Pão, isso; a fartura macabra è tanta que esta foto bem o documenta e não julguem que se trata apenas deste triste instantâneo aqui focado, em conversa com pessoas conhecidas e amigas, logo que lhe mostrei este crime, logo me elucidaram, viste isto? Por aí é mato, em especial nos inícios de semana nos sacos de lixo; pão; fruta e até carne ou peixe, o pãozito vejo muito, o resto apenas sei “que los ai; ai”. Para não me alongar devido ao espaço, fica por dizer muita da informação que recolhi, dos indignados, com tanta pobreza de mentalidades. Junto a “quadrifoto” bem elucidativa do meu indignado texto. E o meu pesar de tanta gente a passar fome e muito em especial as crianças, que os esbanjadores parecem esquecer.

    Parafrasearia: isto é um insulto aos mais necessitados.

    Texto e Fotos:

    João Dias Carrilho (C. C. 454502)

     

     

    este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu Este espaço pode ser seu
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