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Edição de 28-02-2021
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    Arquivo: Edição de 30-09-2020

    SECÇÃO: Últimas


    José Manuel Ribeiro defende que Linha de Leixões deve ligar comboio de alta velocidade Porto-Vigo ao aeroporto do Porto

    O presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, defende que o anúncio da nova ligação ferroviária do Porto a Vigo é o mote para modernizar a Linha de Leixões: «Ao atual desperdício da Linha de Leixões para o tráfego de passageiros não pode somar-se, em caso algum, o seu desaproveitamento para ligar o aeroporto do Porto às cidades da Galiza», afirma o autarca.

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    José Manuel Ribeiro saúda o anúncio governamental de uma nova ligação ferroviária de alta velocidade entre o Porto e Vigo e defende que esta deve ser potenciada com uma ligação ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, em Pedras Rubras, através da modernização da Linha de Leixões.

    «A visão estratégica que o Governo revela ao decidir ligar com comboios de alta velocidade o Porto à Galiza tem de incluir, como óbvio, uma ligação ferroviária ao aeroporto do Porto: o planeamento estratégico de uma nova linha Porto-Vigo não pode excluir a sua articulação com o transporte aéreo», afirma. «Essa articulação é indispensável e deve ser feita através da Linha de Leixões, a qual, não só já existe, como todos os dias funciona para mercadorias, estando eletrificada em toda a sua extensão – só precisa de ser modernizada e adaptada ao trânsito de passageiros».

    A Câmara salienta em comunicado que a utilização da Linha de Leixões por passageiros da Área Metropolitana do Porto (AMP) é uma causa antiga do presidente da Câmara de Valongo. José Manuel Ribeiro sustenta que «é um enorme desperdício de recursos não utilizar uma linha férrea que atravessa uma zona com 250 mil residentes a menos de 15 minutos a pé dos seus apeadeiros e estações. Ainda por cima, a Linha de Leixões cruza com quatro linhas do Metro do Porto em estações que são potenciais interfaces. E entronca nas linhas do Norte, do Minho e do Douro, as quais movimentam nos comboios urbanos do Porto 25 milhões de passageiros por ano. Ao longo do seu trajeto, a Linha de Leixões atravessa zonas tão populosas como Matosinhos, São Mamede de Infesta, Pedrouços ou Ermesinde, incluindo espaços industriais com empresas como a EFACEC ou a UNICER».

    «Ao atual desperdício da Linha de Leixões para o tráfego de passageiros interurbano na Área Metropolitana do Porto não pode somar-se, em caso algum, o seu desaproveitamento para ligar o maior aeroporto do noroeste peninsular à futura ligação do Porto às cidades da Galiza», afirma José Manuel Ribeiro. «Qualquer visão de futuro, de bom planeamento e de bom uso dos recursos disponíveis exige que a Linha de Leixões seja colocada ao serviço da eficiência da rede de transportes ferroviários do norte de Portugal».

    A autarquia diz ainda que «nos últimos anos José Manuel Ribeiro tem considerado absurdo que quem viaja do Sul (Aveiro e Gaia) através do Linha do Norte, ou do Minho ou do Douro para a AMP não seja distribuído de forma mais eficiente pela rede do Metro do Porto através da Linha de Leixões».

    Segundo o presidente da Câmara de Valongo, na Estação de Esposade (Matosinhos) a linha deve ser prolongada em três quilómetros e passar também a ligar os passageiros dos Alfa e dos Intercidades entre Braga e Lisboa ao aeroporto do Porto.

     

     

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