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Edição de 30-09-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Opinião


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Fake News e Ciberpopulismos – Responder com Cultura e outra literacia mediática (parte 2)

3. OUTRA LITERACIA - NOVO MODELO DE MEDIÇÃO

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Este número apresenta passagens rápidas do modelo de mediação apresentado na tese de doutoramento defendida na FCSH/UNL em 23 de janeiro de 2006, adaptada a livro publicado em dezembro de 2016 pela Editora CRV, Curitiba/Brasil, Estratégias de Comunicação para reduzir a Incerteza em situações complexas de Decisão.

Do diagrama, publicado na edição anterior, e que surge na capa do livro acima referido, salientam-se Critérios Epistémicos, paradigma vital para melhorar a comunicabilidade. Quem terá interesse no nosso trabalho, nos nossos desabafos, nas nossas meditações? Quais os sistemas ou agentes mais capazes de os comunicar? Que pessoas e meios estão em condições de ajudar a alterar comportamentos?

O modelo constrói-se com Teoria da Argumentação, Pragmática, Técnica, Relação Sistema/Meio (improbabilidade da comunicação) e Critérios Epistémicos. A sua aplicação faz-se em qualquer assunto interligando os cinco paradigmas de competências de diferentes. No diagrama constitui-se um espaço (triângulo central), sugerindo a exigência de mínimos comuns de competência. Ao conjunto sobrepõem-se, numa espécie de coroa circular de valores e atitudes, conceitos a seguir na comunicação: Aprendizagem; Partilha; Coerência; Verdade e Eficiência.

No projeto de comunicação baseado no diagrama funcional jogam-se esferas de competências em todos os aspetos das mais diversas atividades humanas não se aplicando apenas à gestão e liderança.

* Critérios Epistémicos - O processo argumentativo desenvolve-se demonstrando que uma correta compreensão do discurso e das crenças do autor provoca no auditório a sensação de que a maior parte daquilo que exprime é verdade, deve ser aceite e provocar alterações de comportamento (mudanças) nos auditores. A orientação epistemológica da causalidade desenvolve-se no ambiente argumentativo, seu estatuto, seus poderes e articulação da verdade com o racionavelmente aceitável.

* Teoria da Argumentação - O autor tem de se fazer compreender. A argumentação provoca, ou aumenta, a adesão do auditório. A ligação espiritual entre os interlocutores é vital para comunicação correta. A organização dos discursos ajuda a criar consensos. Na sequência do contexto comunicativo, hábitos e conhecimento do auditório, a intervenção é preparada analisando os seus limites, temporal, social, económico e psicológico, face à quantidade e qualidade dos argumentos.

* Na Pragmática os conceitos e metodologias a salientar situam-se num processo comunicativo orientado para as consequências e para os efeitos das ideias. Falar é agir, ao falarmos provocamos sentimentos, pensamentos e comportamentos. A pragmática é um processo privilegiado na interlocução livre, provoca entendimento recíproco.

* Técnica - A natureza cultural da evolução técnica recomenda que se aproveitem as potencialidades dos interlocutores, quer venham da experiência teórica quer da prática. Aderimos à revolução digital usando telemóveis, computadores e milhares de sistemas digitais, mas importa contrariar mentalidades tecnocráticas através de melhores ligações humanas e mais atividades corporais em termos de exercício físico, afetos e amizades.

* Relação Sistema/Meio - Na teoria sistémica tradicional o todo era formado por partes reunindo qualidades não assumidas em cada uma. Na nova teoria as estruturas e processos só são possíveis em relação a certo ambiente. Os sistemas são objetos que criam e regulam relações sendo a sociedade capaz de as produzir, sendo a comunicação dispositivo de autorregulação. A sua improbabilidade acontece em três níveis: falta de compreensão; dificuldade de receção por razões de espaço, tempo e diversidade de interesses; resistência à aceitação do conteúdo; dificuldade em conseguir mudanças.

4. EXPERIÊNCIA E PODER FAZER

Este registo dinamiza mudanças no alertar para a diferença entre conhecimento e experiência, esta exige envolvimento na repetição de casos isolados, de trabalhar alguma coisa, fazer, como é vital no trabalho jornalístico. A experiência não se pode obter com base em posições seguras, temos de nos deixar envolver, de assumir novas e inesperadas situações, estar abertos aos desafios que nos fazem, ao que possa aparecer, tem de haver ousadia, atitudes inovadoras, disposição para a obter uma vez que enfrenta perigos e causa dor.

A experiência deve ser avaliada para se transmitir com êxito. Na liderança os pormenores e a inovação contam: reunião antes da reunião; assunção de outros processos; valorização dos aspetos relacionais e posicionais, supervisão e controlo.

Nos contextos de Portugal e da União Europeia, o “poder diluído” afeta os interesses de utilizadores quer de bens, quer de ideias, integrando-se nas organizações e no processo decisório. Ao longo dos anos a realidade social, o pensamento ocidental, orientou-se numa cronologia numérica e linear ao redor de três tempos: longo (época); cíclico (ondas/períodos) e curto (acontecimentos). A panóplia de comunicabilidade, conseguiu converter a História e a Democracia valorizando um quarto espaço (não geográfico, não está em qualquer lugar) e de um quarto tempo (não cronológico), criando-se um sistema novo de relação. Hoje o espaço é um sítio integrado numa rede onde qualquer ser humano (ainda ficamos pelo humano) pode trabalhar (construir) o seu mundo interligando o fisiológico com o virtual.

5. ALGORITMO – ADAPTAÇÃO DO MÉTODO PERT

Neste artigo onde se pretende apontar razões para outra forma de trabalhar por parte dos jornalistas e sugerir mudanças de comportamento face aos utilizadores dos media, destaca-se que há muita informação adquirida através de dois outros canais fora da lógica dos media. Um sendo blogues ou websites, web semântica, revolução digital e inteligência artificial, o outro assume-se na capacidade dos algoritmos reconhecerem os gostos e as disponibilidades do utilizador.

Na dinâmica baseada em algoritmos recorda-se a existência de outra forma de trabalhar tendo em vista criarmos nós próprios organizações de trabalho interligadas com os canais agregadores de conteúdos. A proposta consiste na apresentação duma espécie de algoritmo para executar tarefas e enfrentar questões utilizando uma adaptação do modelo PERT como instrumento de planeamento e controlo. No projeto de comunicabilidade (baseado no diagrama funcional) interliga-se a esfera de conhecimentos, práticas e competências, com a programação de tarefas para realizar determinada obra, projeto ou ideia, preparando em representação gráfica, tarefas (atividades), acontecimentos e tempo expresso, caso a caso, em horas, dias, semanas meses ou anos.

(...)

leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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António Pena*

*1 Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”.

NOTA: O CORONEL PENA ENTRE OS FINALISTAS DE UM CONCURSO DE ÂMBITO EUROPEU

O nosso colaborador foi uma das 150 pessoas que disse “sim” à iniciativa da representação da União Europeia em Portugal, cujo desafio era: “Que propostas faria e que temas teria como prioridades se fosse o/a Presidente da Comissão Europeia?” Lançado com o Hackathon #SOTEU, decorreu online entre os dias 19 e 21 de agosto último, tendo 10 finalistas, entre os quais o Coronel Pena, que foi o concorrente com mais idade, conforme se pode ler no JN, de 20 de agosto, que dedica a este assunto quase toda a sua página 9.

O coronel Pena que aos 18 anos era o militar mais jovem do Batalhão Expedicionário Vasco da Gama que, em 1954, seguiu para a Índia Portuguesa, escolheu falar do assunto que conhece bem: a defesa. Propôs, nesta matéria, um projeto inovador, defendendo que a UE, em matéria de segurança e defesa, constitua umas “Forças Armadas Europeias Comuns”. Parabéns coronel pela sua energia e intervenção atenta e cívica nos assuntos de interesse nacional e europeu.

 

 

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