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Edição de 31-01-2021
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    Arquivo: Edição de 30-09-2020

    SECÇÃO: Opinião


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    VAMOS FALAR DE ASSOCIATIVISMO (29)

    Debater o Futuro do Associativismo com Confiança

    Foi este o mote para a realização de um debate realizado no passado dia 19 de setembro em Vila Nova de Gaia e para o qual foram convidadas todas as Estruturas Concelhias e Coletividades ELO situadas a Norte, e abrangendo os distritos de Aveiro, Porto, Vila Real, Bragança, Viana do Castelo e Braga.

    Foram também convidadas várias outras entidades coletivas e individuais, de forma a que todos pudessem prestar o seu contributo a uma discussão necessária, pelo momento que o país atravessa por causa da pandemia em que estamos envolvidos e à qual o Movimento Associativo não passa incólume.

    As limitações colocadas pela necessidade de tomadas de precaução para com a saúde de todos os participantes, previamente definidas e assumidas, e seguindo as orientações das autoridades de saúde, e correspondendo aos corretos cuidados que a Câmara Municipal de Gaia nos colocou para a sua realização, limitaram a presença de muitos outros dirigentes que manifestaram interesse na sua participação, e ainda de outros que resguardando-se perante esta situação, preferiram não participar.

    Tais limitações não impediram no entanto a realização de um bom Debate, onde foi preponderante a colocação das dificuldades que estão criadas às Coletividades, que de um momento para outro, se viram encerradas, não podendo obter a realização de receitas oriundas de várias áreas relacionadas com o seu funcionamento, tais como bares e atividades diversas que dão origem a receitas, não possibilitando a presença dos seus utilizadores, o convívio de associados, as atividades recreativas, etc.

    Assinalável é que derivado desta paralisação, e para além de dos prejuízos causados às Coletividades, o facto de o movimento associativo ser um contribuinte líquido para o Orçamento Geral de Estado, evidencia também prejuízos para o Estado, uma vez que não recebe valores correspondentes ao IVA, gerados pelo não consumo de energia elétrica, de água, de produtos alimentares e bebidas, do audiovisual, etc.

    Valores que derivando do trabalho voluntário e gratuito, são sustentados pelos serviços prestados pelos nossos Dirigentes Associativos que, benevolamente, contribuem com o seu esforço para o bem comum.

    A este facto, deve ser também associada a ideia de que os locais de convívio nas nossas sedes sociais, são espaços de convívio de centenas de associados e amigos, muitos deles com idades avançadas, e que na utilização dos nossos espaços, se divertem, como que estejam em centros de dia e de convívio, passando muitos dos seus tempos, na utilização dos mais diversos jogos de tabuleiro.

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    O COVID E A ATUAL CRISE…

    Perante esta realidade que nos afeta, são evidenciadas duas realidades diferentes, ambas prejudiciais para o movimento associativo, mas que sempre soubemos ultrapassar.

    A sempre falada crise do movimento associativo que ciclicamente se verifica já há cerca de 200 anos, que por diversas razões, afetou sempre em particular as nossas coletividades, por um lado, e por outro, as também cíclicas pandemias que prejudicando a população em geral, também prejudicavam a nossa atividade normal.

    Sempre conseguimos dar a volta por cima apesar das mazelas e prejuízos de vária ordem, uns mais fortes do que outros, exigindo sempre mais esforços e sobretudo, o tempo necessário para as soluções importantes para a ultrapassagem de tantos e tantos problemas.

    Foi com a preocupação do encontro de soluções que se procedeu à realização deste importante Debate, que pontuava a necessária manifestação de confiança para o futuro do nosso associativismo.

    A confiança necessária e importante para que perante os tempos que passamos, consigamos desenvolver iniciativas de discussão para o encontro de medidas, através da discussão entre todos os associativistas.

    A troca de experiências entre todos, a unidade do movimento associativo nacional, é fator essencial e decisivo para o nosso futuro.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    Adelino Soares*

    *Confederação Portuguesa das Coletividades

     

     

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