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Edição de 31-07-2020
Jornal Online

SECÇÃO: Local


CORREIO DO LEITOR

Maleitas da Cidade

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Ó meu rico S. João, na minha idade a pedalada já só vai dando para a caminhada matinal, e que às segundas feiras, por norma, dá para regressar mal disposta; por encontrar tantos sacos de lixo ao “Deus dará” a cada passada no meu roteiro. Vamos ao cerne da questão; na manhã de S. João repetia a dose e verifiquei que parte dos nossos conterrâneos, talvez pensando que só eles têm direito a festejar o Santinho e que os funcionários da recolha do nosso lixo são seus escravos, toca a colocar a sua lixeira à porta residencial e o pior, não só, tal como mostra a foto, com os ecopontos a 50 metros ou menos. Isto é repetitivo todos os fins de semana e não só! De salientar que quem quiser telefonar tem ali de pedir licença ao lixo! Caminhando mais um pouco esbarrei com mais negligência, em especial nesta situação perigosa do CORONAVÍRUS, junto ao recipiente do lixo lá está a inútil máscara, familiar de centenas de outras por todo o lado; acompanhada do lencinho de papel. Isto dos lenços e máscaras espalhados pelo pavimento são uma nova praga de atentado à saúde pública.

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O nosso jornal, muito e bem e com muitos milhares de caracteres, bem nos alerta da perigosa situação que estamos a passar, mas infelizmente parece que vivemos numa aldeia de surdos, por conveniência estúpida. Caminhando mais um pouco, e esbarrando em vários sacos de lixo, encontrei-me no velhinho túnel da estação e lá me voltei a deparar com o vandalismo, dos estúpidos pinta paredes, como mostra noutra foto que aqui se pode ver. Caminhei mais um pouco, entrei na Igreja, pedi a Jesus e ao meu S. João que iluminassem a consciência de tanto idiota que conspurcar o nosso querido meio ambiente e os torne mais civilizados. Azar, chegado junto à agência da Caixa Geral de Depósitos lá estava mais um monte de sacos de lixo dos habitué diários. A título de anedota já ouvi comentar que aquilo parece estar a ser conhecido como o lugar da lixeira da Caixa. Com tanta falta de civismo à solta lá ficou estragado o dia do meu Santo Padroeiro. Mas à noite estava mais animado, é que fui de moto à Trofa, circulei pelo lugar da Bela, de S. Pedro de Fins, de S. Miguel o Anjo, de Covelas, da Trofa. Estranho! Por onde circulei não bati com o longo nariz em sacos de lixo fora do seu local estipulado e obrigatório. Por aqui o meu pedido a Jesus e S. João parece ter sido ouvido e concretizado. Considerando o espaço disponível, tenho de ficar por aqui, voltarei a seguir com: fartura de abastados e pobres na nossa sociedade; TANTO DESPERDÍCIO; TANTA POBREZA.

Texto e Fotos:

João Dias Carrilho (C. C. 454502)

 

 

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