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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 30-06-2020

    SECÇÃO: Opinião


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    Da Grande Guerra ao Banco de Portugal - Como um Capitão se tornou Vulto Relevante das Transmissões Militares (parte 2)

    Aspetos gerais que justificam as acumulações de oficial do ativo com funções públicas.

    Revista de Engenharia Militar. A partir de 1910: número de abril de 1912, “Na noite de 26 de março de 1912 a Assembleia Geral dos Oficiais da Arma elegeram os novos Corpos Gerentes”. O tenente Carlos de Barros Soares Branco foi eleito para a Comissão Executiva que era composta por 12 oficiais (dois coronéis, um tenente-coronel, um major, quatro capitães, três tenentes e um alferes); número de out/nov/dez1912, publica-se do tenente Soares Branco, o artigo “A Telegrafia sem fios em Hespanha; em 1913 e número de jan/fev/mar1914 o tenente Soares Branco continua na Comissão Executiva, mas no número de julho/agosto, já não consta, tendo sido apenas esta colaboração nos Corpos Gerentes da Revista.

    Número de jan/fev/mar1916, consta, “Bases para o estudo do Serviço de Pioneiros em Campanha”, capitão Soares Branco. Em 1947, número comemorativo do III Centenário da Engenharia Militar, do general Soares Branco, “A Grande Guerra de 1914-1918 e a formação do engenheiro militar”, donde se destaca: “(…) No Regimento de Engenharia, na Cruz dos Quatro Caminhos e na Escola Prática de Engenharia, em Tancos, uns e outros se reuniam periodicamente para prestarem as suas provas e fazerem os tempos de Comando e de tirocínios. Seria bem possível que a alguns faltassem conhecimentos pormenorizados da táctica de tabuleiro ou serviço de guarnição. Mas como todos eram autênticos condutores de homens e técnicos proficientes!. Neste número, autoria de Heitor de Mascarenhas Inglês, coronel de Engenharia, “As tropas de telegrafistas”, de que se destaca: “Honrosa como foi a acção dos Telegrafistas na campanha da Flandres, não se pode contudo esquecer que de nada teriam valido as qualidades intrínsecas desta tropa se no alto da pirâmide por ela formada, não estivesse alguém, (nota 1 do artigo – O actual General Carlos de Barros Soares Branco, que foi, sendo Capitão, o Chefe do S.T. do C.E.P.), com larga e profunda visão do panorama que a seus pés se estendia, dotado de superior competência profissional, animado por inquebrantável energia e apurado espírito de organização, forte personalidade que a todos impunha e para quem o êxito não tem segredos”.

    Em 1952, n.º jul/ago/set, “Os altos comandos e alguns problemas económicos e sociais”, coronel Lopes de Oliveira, relacionado com a série de conferências realizadas no IAEM pelo seu professor, general Soares Branco: “Ao passar, em 1947, o centenário da criação do Banco de Portugal, redigiu o Sr General Soares Branco, uma brilhante alocução, digna de ser proferida, ante os delegados dos Bancos emissores das principais nações da Europa, então vindos a Portugal”. No número de jan/fev/mar1954, publica-se, “Alguns problemas económicos actuais”.

    O GENERAL CARLOS SOARES BRANCO (FONTE: HTTPS://HISTORIADASTRANSMISSOES.WORDPRESS.COM/)
    O GENERAL CARLOS SOARES BRANCO (FONTE: HTTPS://HISTORIADASTRANSMISSOES.WORDPRESS.COM/)
    Revista de Artilharia.

    Os números 55/56/58/ /59/60/64/65/66 de 1930, autor TCor Soares Branco, “A Batalha de ‘La Lys’ e as transmissões” onde faz a Reconstrução da Batalha de “La Lys” (Guerra de 1914/18) através dos registos de relatórios e depoimentos obtidos nos registos do Serviço de Transmissões. Lição Inaugural realizada na sessão de abertura do ano letivo 1929/1930 da Escola Militar. Daquela Lição salienta-se: “(…) O progresso de ordem material, traduzindo-se em toda a humanidade por um acréscimo do seu bem-estar, tem sido sempre acompanhado duma diminuição do esforço que homem carece de dispender para adaptar, às suas necessidades, os produtos da Natureza, Reflectindo os felizes resultados da luta que a ciência tem travado com o espaço, cioso de lhe encurtar as distâncias, conduziu ao estreitamento das relações entre os habitantes de um mesmo país, entre as diferentes Nações da Terra”.

    Blogue da CHT.https://historiadastransmissoes.wordpress.com/, postdo major-general, Pedroso de Lima (22jan2013).

    Livro, As Transmissões na Grande Guerra.Autor coronel de Artilharia, Aniceto Afonso, Mestre em História Contemporânea de Portugal membro da CHT, livro em fase de publicação que resultou do trabalho da CHT sobre a GG realizado no Arquivo Histórico Militar.

    Outras referências. Em 09jun1949, o Diário de Notícias, rubrica LIVROS NOVOS, “Os Altos Comandos e Alguns Problemas Económicos Actuais”, pelo general Soares Branco, “O sr general Soares Branco, ilustre vice-governador do Banco de Portugal, reuniu recentemente num pequeno volume as três conferências que em Maio e Junho de 1948 realizou no Curso dos Altos Comandos”.

    Livro, Pina, Luiz da Câmara (Tenente de Engenharia); UM PROBLEMA DA GUERRA MODERNA – A TSF e as Transmissões – Memória de Concurso para o Serviço de Estado-Maior; 1938. Descreve a defesa do assunto pelo autor perante o júri do curso do Estado-Maior no qual o tenente-coronel, Soares Branco foi o arguente; Prefácio do TCor Soares Branco donde se salienta: “Quando caminhamos para o fim de uma carreira que verdadeiramente encetámos em campanha, e continuámos no exercício do magistério em escolas militares, alguns prazeres espirituais temos experimentado, como compensação de referências que muitos formulam contra aqueles que ensinando procuram, à custa do próprio esforço, preparar os seus futuros camaradas para o consciente desempenho das suas funções no Exército”.

    Documento observado na Biblioteca da Liga dos Combatentes, datado de 24 de junho de 1962 (General Soares Branco) do qual se destaca: “Senhores Generais. Companheiros, antigos Telegrafistas Expedicionários à África e à França em 1914-1918.Hesitámos um pouco em vos dirigir, como habitualmente, algumas palavras de saudação. E não sei se esse hesitar reflectia o pressentimento e vir, pela última vez, experimentar esse prazer; ou se ele provinha do receio de, mesmo sem querer, me ver submergir neste mar de conceitos dogmáticos que, por todo o mundo, se espraia, confunde e cega. Mas, por fim, o dever impôs-se, acima de tudo”.

    Ao terminar o resumo duma existência profissional invulgar salientam-se dois aspetos, um ligado à História e outro à Atualidade. No primeiro lamenta-se a falta da sua genealogia neste artigo e no texto da comunicação apresentada no Colóquio de História Militar. Importa descobrir se a postura vivencial resultou, também, de ambiente familiar, sabendo-se ter havido durante a missão na GG, aprendizagem e construção de ideais políticos e desejos académicos do âmbito militar, ambas obtidas através da convivência com camaradas do ativo e de complemento portugueses e estrangeiros.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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    António Pena*

    *Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”

     

     

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