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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 30-06-2020

    SECÇÃO: Destaque


    99.º ANIVERSÁRIO DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE

    “Parabéns a você” aos bombeiros da nossa Cidade pelos seus 99 anos de vida”

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    Nem a situação de pandemia que atravessamos por estes dias impediu a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (AHBVE) de assinalar o seu 99.º aniversário. Facto ocorrido a 21 de junho último, numa cerimónia mais comedida, com menos intervenientes (bombeiros) e público do que é habitual nestas celebrações, precisamente para se fazerem cumprir as regras da Direção-Geral da Saúde (DGS), e evitar desta forma aglomerados de pessoas. Em suma, foi uma cerimónia que cumpriu todas as regras de saúde pública e sanitárias decretadas pela DGS devido à Covid-19 (como por exemplo o distanciamento social e o uso obrigatório de máscara).

    As comemorações iniciaram-se manhã cedo com a formatura no exterior do quartel, seguido do hasteamento das bandeiras, de uma missa na Igreja Matriz, da romagem aos cemitérios para prestar homenagem aos bombeiros já falecidos, da homenagem aos “soldados da paz” com a colocação de uma coroa de flores junto à estátua do bombeiro, e foram concluídas no exterior do quartel dos bombeiros com o apadrinhamento de duas viaturas e do tradicional cantar dos “parabéns a você”.

    Presentes estiveram algumas individualidades públicas, entre outros a vice-presidente da Câmara Municipal de Valongo (CMV), Ana Maria Rodrigues, o tesoureiro da Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), Miguel de Oliveira, bem como diversos membros dos órgãos diretivos da associação aniversariante.

    PANDEMIA FEZ REDUZIR A RECEITA

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    Este último ato cerimonial, por assim dizer, deste 99.º aniversário foi aproveitado pelo presidente da Direção da AHBVE, Jorge Videira, para proferir breves palavras. Endereçou votos de gratidão (ver à frente mais detalhes sobre estes votos) às entidades que colaboraram com a associação humanitária neste período de pandemia, entre estas a CMV, as Juntas de Freguesia de Ermesinde e de Alfena, a sociedade civil, sublinhando que «tivemos muita gente a colaborar connosco, quer ao nível do fornecimento de refeições, quer ao nível do fornecimento de equipamentos de proteção individual (máscaras, viseiras, produtos de higienização), e felizmente isso aconteceu, porque senão não tínhamos capacidade financeira para arcar com os custos do material que temos e que fomos gastando». E pegando na questão das dificuldades financeiras pelas quais esta associação, como também outras associações humanitárias, passam por estes dias, Jorge Videira deu conta de que a redução da receita face à pandemia da Covid-19 ronda os 16.000 euros/mês, face à suspensão de vários serviços, tais como: transporte de doentes para tratamentos em clínicas e hospitais, aluguer de salas para formação, suspensão/anulação de formação que a associação tinha já contratualizado com empresas para formação profissional (a ministrar pelo departamento de formação da associação), diminuição de transportes de emergência e outros. Uma redução de receita que de acordo com o dirigente é para a AHBVE muito significativa «atendendo a que o nosso orçamento mensal ronda os 70.000 euros».

    Já em declarações ao nosso jornal, após esta cerimónia, e ainda sobre este assunto, o dirigente acrescentou que esta redução de receitas desde março e «… até quando? São valores que já não recuperaremos mesmo se os serviços suspensos ou anulados vierem a ser repostos. No momento, ronda já os 60.000 euros de quebra de receita, valor este significativo para quem luta sempre com dificuldades financeiras. Acresce, que o Estado desde 2012, não atualiza os preços dos serviços que prestamos enquanto entidade de Proteção Civil. Caso para dizer, o Estado sabe que as Associações Humanitárias de Bombeiros existem, mas não sabe como vivem. Quando o mesmo Estado acordar, talvez já seja tarde!», disse-nos o presidente da AHBVE.

    Num outro documento que nos foi fornecido pelo dirigente da associação humanitária após a conclusão das comemorações, e que não foi lido publicamente por uma questão de que era necessário avançar rapidamente com a cerimónia pois face à situação pandémica não era aconselhável estender ao pormenor o discurso, o presidente da Direção lembrou um pouco daquilo o que tem sido a vida dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde ao longo destes quatro meses em face da situação de pandemia originada pela Covid-19. «O nosso Corpo de Bombeiros passou tempos difíceis, principalmente no período agudo da pandemia. Coordenado pelo Comandante, o Corpo de Bombeiros rapidamente se organizou ao nível de organização de equipas, com 15 elementos cada, que em modo espelho, se dispuseram a trabalhar 48 horas seguidas, fazendo as refeições dentro do quartel, por forma a garantirem a segurança necessária para evitar qualquer possível contágio do vírus. Sempre socorreram o próximo, quer na emergência pré-hospitalar, quer em situação de socorro a contaminados com a Covid-19. Todos os nossos Bombeiros foram imprescindíveis para que não tivéssemos infetados, quer os que constituíram essas equipas, quer os que ficaram em casa, sem entrar no quartel, mas disponíveis para qualquer emergência se tal viesse a ser necessário. Foi um período difícil, quer ao nível físico quer ao nível mental. Contudo, a pandemia não está ainda erradicada, estando o Comando e o Corpo de Bombeiros conscientes e prontos a atuar em defesa e socorro das populações que servimos».

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    O AGRADECIMENTO À SOCIEDADE CIVIL,

    ÀS AUTARQUIAS E AOS BOMBEIROS

    Também, a sociedade civil e as autarquias foram imprescindíveis nos apoios prestados nesse período mais conturbado da pandemia, como já foi referido no início, fornecendo equipamentos de proteção individual para a Covid-19, no período em que tais equipamentos escasseavam no mercado (tais como máscaras, viseiras, fatos de proteção e material desinfetante). «Também, fornecidas por cafés e restaurantes, nos chegavam refeições para os nossos bombeiros», recorda o presidente da Direção.

    Assim, «e não sendo possível agradecer a todos quantos nos apoiaram, pois alguns optaram pelo anonimato», foi, segundo Jorge Videira, em reunião de Direção de 15 de junho deliberado atribuir os seguintes Votos de Gratidão: à população de Ermesinde e Alfena, pelo apoio prestado aos nossos Bombeiros em período de dificuldades face à pandemia; aos empresários e particulares que nos ofertaram refeições, material de proteção, material de higienização e outros, com o verdadeiro espírito de entreajuda, sem nada quererem em troca; à Câmara Municipal de Valongo, pela entreajuda e apoio prestado no âmbito do fornecimento de equipamentos de proteção à Covid-19, entreajuda essa que ainda se mantém à presente data; à Junta de Freguesia de Alfena, pela entreajuda e apoio prestado ao nosso Corpo de Bombeiros com fornecimento de material de proteção Individual Covid-19, entidade com quem o Comandante Emanuel Santos manteve contacto diariamente no período mais grave; à Junta de Freguesia de Ermesinde, pela entreajuda e apoio prestado ao nosso Corpo de Bombeiros com fornecimento de material de proteção Individual Covid-19,entidade com quem o Comandante Emanuel Santos manteve contacto diariamente no período mais grave.

    Por último, um Voto de Louvor ao Comando e Corpo de Bombeiros, pela forma responsável, dedicada, empenhada e com entrega ao próximo, sem receio de atuação perante um doente contaminado, e foram alguns, mas sempre com os cuidados transmitidos pelo Comando, o que permitiu que a fase mais grave da pandemia tivesse sido ultrapassada sem que algum dos nossos saísse contaminado. Vós Bombeiros, sois o património mais rico desta Associação. Bem hajam, Comando e Bombeiros», assim terminava Jorge Videira no documento que nos facultou.

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    (...)

    leia esta reportagem na íntegra na edição impressa.

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    Por: Miguel Barros

     

     

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