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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Opinião


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    Da Grande Guerra ao Banco de Portugal - Como um Capitão se tornou Vulto Relevante das Transmissões Militares (parte 1)

    Q uando se começou a construir a biografia do General oriundo da Arma de Engenharia, Carlos de Barros Soares Branco (1886/1963), a partir das informações do livro, “Os Generais do Exército Português” e do blogue da Comissão da História das Transmissões Militares (CHT) https://historiadastransmissoes.wordpress.com/, para o XXVIII Colóquio de História Militar – Portugal do Armistício à Ditadura Militar, realizado no Palácio da Independência, nov2019, foi claro estar-se na interligação Memória/História.

    Este Oficial, num período da vida portuguesa complicado nos âmbitos político, militar, social e económico, foi protagonista servindo-se de inteligência, ética e competência, para cumprir com sucesso, ao mesmo tempo, funções militares e funções públicas, merece investigação.

    Participação na Grande Guerra, carreira militar (1910/1922), subalterno, capitão e major.

    Nasceu no Porto em 20 de jun1886 e morreu em Lisboa no dia 04março1963. Aluno do Colégio Militar, n.º 192 de 1896, assentou praça no Batalhão de Cavalaria n.º 2, Lanceiros D’El-Rei em jul1905, ingressando como 1.ºSarg-Cadete na Escola do Exército (Academia Militar – AM).

    CARLOS DE BARROS SOARES BRANCO (FONTE: ARQUIVO HISTÓRICO PARLAMENTAR), CAPITÃO DE ENGENHARIA A GENERAL (TENENTE-GENERAL), CARLOS DE BARROS SOARES BRANCO (1886-1963), BATIZADO EM 13 DE JULHO DE 1886 NA IGREJA PAROQUIAL DE S. MARTINHO DE CEDOFEITA
    CARLOS DE BARROS SOARES BRANCO (FONTE: ARQUIVO HISTÓRICO PARLAMENTAR), CAPITÃO DE ENGENHARIA A GENERAL (TENENTE-GENERAL), CARLOS DE BARROS SOARES BRANCO (1886-1963), BATIZADO EM 13 DE JULHO DE 1886 NA IGREJA PAROQUIAL DE S. MARTINHO DE CEDOFEITA
    Em nov1910 terminou o curso de Engenharia, promovido a Alferes e nomeado professor do curso de habilitação para 1.ºSarg que se realizava no Destacamento de Engenharia (EPE/Tancos). Em dez1915 foi promovido a capitão passando a Adjunto da Inspeção do Serviço de Pioneiros. A partir de jun1916 é lente (professor) na Escola de Guerra (AM) e nomeado Chefe do Serviço Telegráfico da Divisão de Instrução.

    A atuação nas manobras de Tancos foi notável tendo sido escolhido para Chefe do Serviço Telegráfico do Corpo Expedicionário Português, partindo para a Flandres (França) em 17 de janeiro de 1917. Da ação do capitão Soares Branco na Grande Guerra (GG), resultaram louvores e condecorações excecionais, Oficial da Ordem Militar de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito, Cavaleiro da Legião de Honra (França) e Military Cross (Inglaterra).

    Regressa de França em 25 de outubro de 1918 retomando as funções de professor na Escola Militar (AM), em junho de 1919 foi nomeado para a comissão encarregada dos estudos para dotar o Ministério da Guerra de meios para preparar a legislação, nomeadamente, para aperfeiçoar o Decreto de 25 de maio de 1911.

    Em 17abr1920 é promovido a major, em maio nomeado instrutor da Escola Central de Oficiais, hoje Instituto Universitário Militar (IUM), em janeiro de 1922 efetivou-se como lente da 18.ª cadeira da Escola Militar (AM).

    Major a general (tenente-general), continuação da carreira militar (1922/1948), acumulando funções públicas.

    Ainda no posto de major, surge o desempenho de funções de âmbito público, em acumulação com os cargos militares, de 1922 a 1923 Inspetor dos Câmbios, no Ministério das Finanças, onde foi vogal do Conselho do Tesouro de 1924 a 1926, neste período, junho de 1924, foi nomeado para a comissão encarregada da preparar as bases da reorganização dos Serviços Técnicos da Arma de Engenharia.

    Entretanto em 1925 ocorreram duas situações especiais. Em 19 de junho ingressa no Banco de Portugal como Secretário-Geral, nomeação por Portaria de 11 de julho, autorizada pelo Presidente da República, Manuel Teixeira Gomes. A outra situação ocorreu nas últimas eleições legislativas da I República, realizadas em 08 de novembro, tendo sido eleito Deputado por Cabo Verde pelo Partido Republicano Português.

    Em 28 de maio de 1927 foi promovido a tenente-coronel para o Quadro de Comissões passando em 02 de julho a professor efetivo da Escola Militar (AM) e no ano seguinte também professor do curso de Estado-Maior na Escola Central de Oficiais (IUM).

    Em 1931, continuando no Banco de Portugal, foi nomeado Vice-Governador, confirmado em 30 de junho de 1936 pelo Ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar e sucessivamente por outros ministros. Em 1936, por saída do Governador, passou a Governador Interino, cargo que exerceu até 20 de junho de 1956, quando atingiu o limite de idade (70 anos).

    (...)

    Leia este artigo na íntegra na edição impressa.

    (continua)

    António Pena*

    *Coronel do Exército (TecnManTm), em situação de reforma (84 anos); doutorado em Ciências da Comunicação [FCSH/UNL (jan2006)]; membro emérito do Centro de Investigação em Comunicação Aplicada, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT)/Universidade Lusófona (filiação institucional). Agradecemos esta sua colaboração em exclusivo para o jornal “A Voz de Ermesinde”.

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