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Edição de 31-07-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Crónicas


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    PASSEIOS DE BICICLETA À DESCOBERTA DO PORTUGAL REAL...

    “Podemos percorrer a estrada juntos?”

    Amanheceu depressa. Noite mal dormida ou bem, nem sei! O corpo dorido. A tenda ensopada da humidade que trouxe o nevoeiro. Um frio que pedia outra roupa. A vila de Porto Covo é agradável, acolhedora. Na noite anterior visitei-a. Percorri as suas ruas estreitas, de casas de até um andar, pintadas de branco. A praça principal estava em festa. Cantores davam voz a letras de autores portugueses. Canções ditas “pimba” alegravam quem por lá estava. Restaurantes cheios de clientes, que depois de um dia de praia, o apetite é despertado.

    TROIA - VISTA DA SERRA DA ARRÁBIDA
    TROIA - VISTA DA SERRA DA ARRÁBIDA
    Mas hoje é outro dia. Está na hora de partir. No último adeus percorro lentamente as suas ruas, ainda sem transeuntes. Saí da vila e rumo a norte pela estrada municipal M1109. Estrada que acompanha a linha costeira e que dá acesso a várias praias, como a Praia Grande de Porto Covo, Samouqueira e entre outras a praia de São Torpes. Esta de água temperada a rivalizar com as do Algarve. Motivo? Dizem, e acredito, que é motivada pelas descargas de água da Central Termoelétrica de Sines.

    Em São Torpes entro na N120-1 em direção a Sines. Esta termina numa rotunda que dá acesso à A26-1 e IP8. A nacional seguirá para o porto de Sines com vários cortes. Decido encaminhar-me para o interior. Erro, erro. Todas as estradas barram nos rails de proteção do IP. Ciclistas passam as barreiras com as bikes, arriscando serem atropelados. Tento uma outra, e outra e mais outra até chegar a uma outra rotunda que só dá acesso à A26 ou A26-1. Pergunto a um motorista uma fuga e diz-me “Vá pelo IP para trás, saia na primeira rotunda e entre na estrada de terra batida até aqui, que passará por baixo da autoestrada e siga para Cadaveira e daí para Vila Nova de Santo André”. Agradeci e mentalmente insultei-me.

    Mais valia ter ido por Santiago de Cacém. Isto não está preparado para as bikes. Antes de chegar a Santo André, cruzo-me com um Espanhol desorientadíssimo. Do pouco que sei lá lhe indico o caminho que tinha de percorrer e recebo em troca a informação de como terei que sair desta embrulhada.

    Às 13h30m estou em Santo André. Almoço. Estou esgotado de tanto andar para trás e para a frente. Apanho a CM1085 no sentido sul. Tem que ser. Um passo para trás para apanhar a N 261 e nesta viro a norte e sigo para Melides. Estrada por meio de pinhal e eucaliptal. Terrenos que já tinha percorrido a pé quando por aqui andei na instrução militar. Deixo de pensar nas visitas das praias.

    Depois de me refrescar, sigo para Pinheiro da Cruz, e junto da colónia penal alguém me pergunta: “Podemos percorrer a estrada juntos?”. Dou a minha anuência. Era o Sr. António. Esteve acampado na praia da Aberta Nova e regressava a casa, em Almada. Até à Comporta lá fomos falando, ouvindo umas buzinadelas dos carros por irmos em paralelo. O andamento é travado pelo toque do telemóvel dele. Por mais que alegue que está de férias, do outro lado não o ouvem e querem que o homem resolva o seu problema. Há gente!!

    (...)

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    Por: Manuel Fernandes

     

     

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