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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Local


    46.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

    O 46.º aniversário do 25 de Abril

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    Nunca será de mais lembrar que Portugal vive em democracia há precisamente 46 anos!

    Esgotada a experiência democrática da Primeira República, no dia 28 de Maio de 1926, Portugal passou a viver em regime ditatorial que durou quase meio século. Neste período de autoritarismo, quantos heróis da liberdade, foram presos ou perderam a vida na luta pelos ideais democráticos, que as polícias ao serviço de um Estado totalitário perseguiram, prenderam, torturaram e mataram!?

    O mal-estar político, social e económico; a guerra colonial, o atraso estrutural do país que empurrou milhões de portugueses para a emigração, foram razões fortes para que os militares portugueses de há 46 anos protagonizassem a última grande revolução da história portuguesa contemporânea.

    É verdade que nem todos os ideais de “Abril” se cumpriram! É verdade que persistem injustiças! É verdade que nem todos são iguais ainda no acesso a cargos políticos! É verdade que há muito casos de corrupção! É verdade que muito há ainda para fazer a favor de Portugal e de todos os portugueses.

    Mas, genericamente, a qualidade de vida do povo português é incomparavelmente melhor do que era até há 46 anos atrás. Os municípios e os autarcas têm contribuído muito para um maior desenvolvimento local e regional, pese embora a manutenção ainda de grandes assimetrias.

    Há eleições livres para todos os órgãos de poder, há liberdade de reunião e de expressão. As pessoas podem criticar o poder e as suas decisões quando não concordam com elas. Não há polícia política nem presos políticos. Portugal integra a União Europeia e é respeitado pela comunidade internacional. Tudo isto é fruto da Revolução do 25 de Abril de 1974, que hoje, mais uma vez, evocamos.

    Em 1968, com a chegada ao poder de Marcelo Caetano surgiram justificadas esperanças de mudanças efetivas nos destinos do país, até porque o novo chefe do governo prometeu uma “renovação na continuidade”. Acreditou-se nos primeiros instantes na “Primavera Marcelista”. Marcelo Caetano permitiu o regresso de algumas figuras exiladas, como Mário Soares e António Ferreira Gomes; autorizou a realização de congressos à oposição (em Aveiro); foram implementadas algumas medidas liberais; fez-se a reforma da educação (com Veiga Simão, que aumentou significativamente o número de escolas); os trabalhadores rurais foram integrados na caixa de Previdência; a oposição democrática pôde participar nas eleições de 1969. Mas esta “Primavera”, rapidamente esmoreceu e acabou rejeitada. Formaram-se partidos de esquerda; jornalistas progressistas fundaram o “Expresso” (que denunciava as arbitrariedades da ditadura); os estudantes universitários protestaram; a Guerra Colonial era contestada até pela igreja; surgiu uma Ala Liberal na Assembleia Nacional, onde se destacaram, entre outros, Sá Carneiro e Pinto Balsemão; e as dificuldades económicas agravadas pelo súbito aumento do petróleo em 1973 deixaram antever um futuro revolucionário.

    O esperado e desejado 25 de Abril de 1974 finalmente chegava, para instaurar o atual regime democrático. O “movimento dos capitães” conseguiria depor a ditadura. O país passou a ser governado, provisoriamente, por uma Junta de Salvação Nacional que tomou medidas que extinguiram, efetivamente, o Estado Novo: foram destituídos os órgãos de poder, destruídas as estruturas repressivas; extintas a censura, a Legião e a Mocidade portuguesas, libertados os presos políticos e assumiu-se o compromisso de criar condições para realizar eleições livres e democráticas, no prazo de um ano. Efetuar-se-iam no primeiro aniversário da Revolução, a 25 de Abril de 1975, para a Assembleia Constituinte, com mais de 90% dos eleitores a irem às urnas. A guerra colonial chegava ao fim, e eram criadas condições para negociar a independência de todas as antigas colónias. Portugal rumava, definitivamente, à Europa comunitária, acabando com o tabu do isolamento internacional, consubstanciado na frase de Salazar, “orgulhosamente sós”.

    Hoje, passados 46 anos, apesar do confinamento a que nos obriga a proteção civil para impedir a disseminação da pandemia atual, o espírito do “25 de Abril” mantém-se inalterável, significando Liberdade, Justiça, Solidariedade, União e Esperança em melhores dias!

    Viva o 25 de Abril! Viva Portugal.

    Bancada do PSD

     

     

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