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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Local


    46.º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

    O 46.º 25 de Abril do resto das nossas vidas

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    No livro “O Tesouro”, Manuel António Pina conta às crianças e a todos nós que, há muitos anos, num país muito distante, vivia um povo infeliz e solitário, vergado sob o peso de uma misteriosa tristeza. Chamou-lhe País das Pessoas Tristes, a quem fora roubado um tesouro precioso chamado Liberdade. E continua descrevendo o quão espantados ficavam os visitantes desse país, para quem a liberdade era uma coisa comum, quase sem importância, porque nas suas terras toda a gente era livre de fazer o que quisesse desde que não fizesse mal a ninguém e isso era tão normal que as pessoas nem davam pela liberdade. Eram livres do mesmo modo que respiravam e ninguém dá conta de que respira, respira e pronto.

    Estamos em 2020 e passaram 46 anos sobre o dia em que o País das Pessoas Tristes recuperou o seu Tesouro e passou a ser Portugal. Nunca como hoje e como este ano faz tanto sentido celebrar Abril.

    Nunca celebramos a Liberdade de um modo tão irónico – em confinamento, com restrições à nossa circulação, às nossas relações, à nossa vida plena! Ainda que todos os anos evoquemos a memória de um período negro da nossa história coletiva, a verdade é que muitos nunca sentiram, na pele, o que é viver sem direitos que julgavam adquiridos e inabaláveis! Não imaginavam sequer o que é viver sem o ar que respiram.

    Num ápice, tudo muda e o que era já não é! Mas, de repente, nunca compreendemos tão claramente como hoje “as portas que Abril abriu”.

    Olhamos para o Estado Social, a âncora que, com as suas limitações, está a amparar todos, nas diferentes novas realidades que famílias, empresas e outras organizações estão a viver; é ele que vai amparar os que ficarão mais expostos às consequências desta pandemia.

    Olhamos para o Serviço Nacional de Saúde, conquista de Abril, e enchemo-nos de orgulho porque temos um Estado que protege a nossa saúde individual e coletiva e que é um exemplo para o mundo!

    Olhamos para a Escola Pública, a maior vacina que construímos para combater a pobreza e a exclusão social. Na sua ausência física, todas as vulnerabilidades de um País vêm ao de cima. Mas é na Escola Pública e no Poder Local que se erguem redes de parceria que permitirão que ninguém fique para trás!

    Travamos uma guerra contra um inimigo invisível, que nos põe a todos, enquanto sociedade, a viver uma solidariedade sem fronteiras, a sentirmo-nos responsáveis por todos e por cada um, a perceber claramente que os limites da nossa liberdade são aqueles onde a liberdade do outro começa.

    E é num cenário de guerra que construiremos, como há 46 anos, uma renovada Esperança no Futuro! Agora, mais do que nunca, sabemos que estamos todos convocados para, coletivamente, protegermos os vários Tesouros que Abril nos deu. Porque há histórias reais que se podem sempre repetir!

    O Secretariado do PS Ermesinde

     

     

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