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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Destaque


    COVID-19 FAZ DISPARAR PEDIDOS DE AJUDA ALIMENTAR

    João Morgado: «Estamos atentos e com toda a certeza vamos apoiar quem precisa de ajuda»

    Ainda no âmbito do tema do “aumento dos pedidos de ajuda alimentar” por parte das pessoas/famílias da nossa comunidade devido à crise provocada pela Covid-19, o nosso jornal lançou algumas questões à Junta de Freguesia de Ermesinde (JFE), que na pessoa do seu presidente, João Morgado, traçou não só um cenário do que está a acontecer na freguesia (em termos de solicitações de ajuda), mas também falou do que a Junta está a fazer para contornar este problema social.

    Fotos JFE
    Fotos JFE
    A Voz de Ermesinde (AVE): Os pedidos de ajuda alimentar têm aumentado um pouco em todo o país, sendo que Ermesinde não é exceção. Muitas casas têm cada vez mais carências alimentares, como consequência da redução dos rendimentos (financeiros) das famílias, redução essa derivada de situação de desemprego causado pela pandemia, ou do lay-off que foi “imposto” a muitos trabalhadores com efeitos significativos nos seus vencimentos. Um cenário que tem feito com que os pedidos de ajuda de bens alimentares disparem. Presumimos que a Junta de Freguesia de Ermesinde tem consciência deste cenário atendendo a que em finais do mês de abril procedeu à entrega de bens alimentares a diversas famílias carenciadas da Cidade. Este projeto chama-se “Ermesinde | Rede de Emergência Alimentar: Ajudar Não Pode Parar!”. Quer explicar em que consiste o projeto?

    João Morgado (JM): Antes de mais deixem-me que agradeça a oportunidade de explanar um pouco do que tem vindo a ser desenvolvido pela Junta da Freguesia de Ermesinde no contexto desta pandemia provocada pelo COVID-19. Sim, a Junta está perfeitamente consciente desse cenário, e tem vindo a desenvolver, à sua escala, um conjunto de medidas de apoio aos Ermesindenses. Relativamente ao “Ajudar Não Pode Parar!” importa aqui referir que a iniciativa nasceu no Banco Alimentar Contra a Fome através da Rede de Emergência Alimentar: Ajudar Não Pode Parar, sendo os agregados familiares identificados e sinalizados pela Segurança Social em articulação com os Serviços de Ação Social da Câmara Municipal de Valongo, cabendo à Junta de Freguesia distribuir os cabazes por 19 agregados familiares num total de 78 pessoas.

    AVE: Desde que o Estado de Emergência foi decretado pela primeira vez, em março, até aos dias de hoje, o Estado de Calamidade, quantos pedidos de ajuda já chegaram à JFE nestes dois meses?

    JM: Logo em março tivemos a perceção de que teríamos que nos adaptar a esta nova realidade, percebendo que, com o encerramento parcial, temporário ou definitivo de um sem número de empresas, muitas famílias iriam ficar numa situação desesperante, a Junta de Freguesia de Ermesinde criou o seu próprio Banco Alimentar, ajudando os agregados em dificuldade que todos os dias nos procuram. Esta medida adotada pela Junta de Ermesinde tem por finalidade prestar ajuda imediata antes mesmo que os agregados sejam contactados pela Segurança Social, que tem a competência para após avaliação da situação do agregado o incluir na Rede de Emergência Alimentar. Hoje mais do que nunca a ajuda não pode esperar por amanhã.

    AVE: Quantas pessoas/famílias a JFE ajuda neste momento na Cidade?

    JM: Até este momento ajudamos 23 famílias num total de 86 pessoas. Tudo somado, através destas duas linhas de apoio, em Ermesinde foi prestada ajuda a 164 pessoas.

    AVE: Como é feita a seleção, isto é, quais os critérios para que uma família/pessoa que se desloque à JFE seja ajudada?

    JM: Esta medida foi criada para ajudar agregados que viram a sua situação financeira deteriorar-se como consequência da crise económica que se instalou com a pandemia. Assim, este é um critério – que apresentem a história de diminuição dos rendimentos por alteração no vínculo laboral (lay-off, desemprego, não cumprimento com o prazo para o pagamento do salário) ou outras situações que pareçam pertinentes à luz desta situação particular, como sendo o aumento significativo de despesas (como sendo a da luz, porque tem um filho estudante em regime de tele-escola) quando o orçamento da família é já frágil. Na maioria das situações são os próprios que nos procuram, numa tentativa de solucionar o seu problema, outras são encaminhamentos feitos pelo SAAS, de novos pedidos que lhes chegam.

    AVE: E como é feita esta entrega de bens alimentares, ou seja, a JFE entrega os cabazes com bens alimentares com que frequência?

    JM: Nós atuamos como que uma ajuda em primeira linha. Isto é, se os motivos do pedido corresponderem aos critérios nós entregamos o cabaz, encaminhando os dados do agregado para o SAAS, para que se encontre outra resposta social para estes agregados. A nossa intenção é a de suprir a necessidade, dando tempo ao SAAS para que encontre outra resposta, que muitas vezes passa pela referenciação para a Rede de Emergência Alimentar. No entanto, não abandonamos a nossa responsabilidade social, na medida em que poderemos voltar a beneficiar um agregado se, após análise do SAAS, continuar a ser imprescindível este nosso apoio – casos em que outra resposta social demora a atuar, por exemplo.

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    AVE: Que tipo de pessoas e ou famílias vos têm procurado, isto é, são pessoas isoladas que vivem sozinhas, ou são famílias numerosas, pai, mãe, filhos (muitos, poucos?)…

    JM: De diversos tipos. Procuram-nos famílias que ficaram sem qualquer rendimento, porque se encontravam com contratos de trabalho, que terminaram e não foram renovados. Pessoas que ficaram a receber em lay-off e aqueles que tinham pequenos negócios que fecharam ou que não lhes permitiram continuar a trabalhar por entrarem em confinamento, havendo algumas famílias que antes da pandemia já viviam com dificuldades.

    AVE: São famílias que perderam rendimentos por causa da crise, é isso que vos dizem quando vos solicitam ajuda?

    JM: Sim, em todas as situações que nos são reportadas essa é uma constante.

    AVE: É a Junta que vai a casa das pessoas entregar os cabazes?

    JM: Os cabazes oferecidos pela Junta de Ermesinde são entregues na sede da autarquia, excetuando situações em que as pessoas não tenham condições de mobilidade e então deslocamo-nos às suas residências. São entregues logo que as pessoas nos contactam, logo que verificamos a necessidade.

    AVE: Sentem que esta situação de pedidos de ajuda vai continuar a subir nos próximos tempos?

    JM: Tememos que estes pedidos se mantenham e inclusive venham a aumentar. Estaremos atentos e com toda a certeza vamos apoiar quem necessita de ajuda.

    (...)

    leia esta entrevista na íntegra na edição impressa.

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    Por: Miguel Barros

     

     

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