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Edição de 30-06-2020
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    Arquivo: Edição de 31-05-2020

    SECÇÃO: Destaque


    Ermesinde testemunhou uma procissão das velas diferente mas com a mesma fé de sempre

    Foto ALBERTO BLANQUET
    Foto ALBERTO BLANQUET
    A procissão das velas (realizada na noite de 12 de maio) foi celebrada na nossa Cidade de um modo diferente do habitual, devido à pandemia da Covid-19.

    A imagem de Nossa Senhora de Fátima percorreu as ruas ermesindenses transportada por um carro dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde (BVE), viatura essa onde seguia o pároco da freguesia, o Cónego João Peixoto.

    Os fiéis puderam acompanhar a partir das suas casas o cortejo com o andor de Nossa Senhora de Fátima não só através da internet (foi transmitido em direto no facebook e no canal youtube da paróquia), mas também a partir das janelas e varandas dos seus lares. Varandas e janelas essas onde os paroquianos colocaram velas, respondendo assim ao apelo da paróquia, precisamente para que fosse colocada uma vela à janela.

    Solicitámos ao Cónego João Peixoto um breve apontamento sobre este momento, palavras essas que desde logo agradecemos e que seguem nas linhas abaixo.

    Foto ALBERTO BLANQUET
    Foto ALBERTO BLANQUET

    «Uma noite memorável: Ermesinde, 12 de maio de 2020

    Pede-me “A Voz de Ermesinde” um breve apontamento sobre uma grande noite que a graça de Deus nos permitiu viver na nossa cidade: a belíssima e cativante imagem de Nossa Senhora de Fátima, venerada na antiga Igreja Paroquial, «pôs pés ao caminho» e percorreu as ruas da nossa cidade, visitando os seus devotos confinados nas suas residências.

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    Tudo se decidiu muito depressa: na noite de sexta-feira os párocos do concelho foram informados, oficialmente, por autoridades concelhias de proteção civil, de que tinha sido autorizado um cortejo automóvel com a imagem de Nossa Senhora a realizar-se em Valongo, na noite de 12 de maio. No sábado, foi-me comunicado por um autarca que essa autorização era extensiva a todas as paróquias do Concelho de Valongo. No Domingo fez-se um primeiro anúncio na Missa das 11h. Nessa mesma tarde fizemos chegar à coordenação municipal de proteção civil um primeiro projeto de roteiro. Na segunda-feira realizou-se nos BVE uma reunião preparatória, com a presença e apoio dos autarcas da nossa Junta de Freguesia. A colaboração foi franca e empenhada. E tudo ficou decidido. Numa manhã produziu-se um belo cartaz, gravaram-se mensagens, a informação foi posta a circular.

    Na organização do itinerário, propusemo-nos dois objetivos: contemplar os nove lugares de onde em cada ano se organizam outras tantas procissões; sem pôr de lado, completamente os percursos habituais, passar com o andor por ruas que quase sempre ficam à margem dos trajetos habituais. Foi assim que o andor, depois de passar pela Estação de CF e pelo quartel dos BVE, visitou, sucessivamente: os Sonhos (foram os primeiros porque, em escala rotativa, estava-lhes destinado o privilégio de subirem com o seu andor à tribuna presidencial), Montes da Costa, Santa Rita, Bom Pastor, Saibreiras, Gandra, São Paio (Capela do Senhor dos Aflitos), Bela e Soutinho. Só em Soutinho é que não passamos pelo lugar onde os devotos de Nossa Senhora se reúnem em oração. Fica-me esse desconsolo, mas a cabeça da coluna automóvel não atinou com a Rua Nova de Soutinho e eu não ia no lugar do motorista… O segundo objetivo cumpriu-se em boa parte, porventura com pesar dos moradores de outras ruas habitualmente mais favorecidas neste aspeto. Posso dizer que superámos largamente a soma da quilometragem percorrida pelas 9 procissões nos anos precedentes.

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    Concordamos com as autoridades de Proteção Civil que não se divulgaria previamente o percurso por uma razão muito óbvia e sensata: os paroquianos das ruas não incluídas seriam tentados a deslocar-se para as ruas por onde passaria o cortejo e tais aglomerações são de evitar, na fase atual da pandemia. Mesmo assim, impressionou-me o acolhimento que pude testemunhar por quase toda a cidade. Comoveu-me, por exemplo ver tanta gente de velas acesas nas janelas dos apartamentos do Bairro Social de Mirante dos Sonhos. Porque não seria espectável que o cortejo passasse por lá: não é costume! Mas passou.

    (...)

    leia este artigo na íntegra na edição impressa.

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